No portão da reabilitação para menores infratores, querendo ou não agente ver muita gente muitas namoradas algumas tias mais principalmente mães,então mesmo sempre atenta o quê falar porque no portão não divide facções quando entramos no prédio eles separada cada facção para um lado como se agente servisse alguma facção uma minoria que so de conversar você entende porque o filho esta nessa situação,conhecemos muita gente no portão,mas não conversar com todas porque nem todas gostam mas a maioria puxa assunto mais sempre ligado no portão, agente ficava horas enfrente aquele portão algumas sentada na rua outras levavam bancos ,seu João o moço que vendia café no portão estava a madrugada toda ali conosco vendendo algumas coisas que as vezes mães de primeira visita não sabia que prescisava levar ou até mesmo mães que na correria esquecia assim o seu João estava preparado ele disse trabalhava ali a anos,fiquei pensando a tristeza de uns e o ganha pão de outro eu não o julgo ele apenas viu a oportunidade e agarrou,no portão eu conheci um homem que se apelidou de ruivo ele era realmente ruivo deve ser daí a originalidade, ele visitava o filho era sorridente mas tinha uma tristeza no olhar com o passar do tempo sempre as mesmas pessoas se encontrando no portão o ruivo acabou contando a sua história, ele era separado a sua mulher avia se separado e foi embora com o homem do caminhão pipa que abastecia a sua casa e deixou seu filho com apenas cinco anos pra trás sobre o cuidado do ruivo,ele era gari, disse que sua mãe ajudava a cuida do jovem o nome do filho do ruivo era Gabriel mas quando o Gabriel fez doze anos a mãe do ruivo faleceu de AVC e por tratar de morro ele disse que todo mundo morava perto,então os vizinhos ajudava a vigiar o Gabriel pra ele trabalhar, ele trabalhava de cinco da manhã até as onze como gari e fazia uns bico de pedreiro na parte da tarde pra ajuda na renda de casa,então Gabriel iria a escola a tarde e não ficava tanto tempo sozinho, o ruivo contou que na escola Gabriel fez amizades que ele nao percebeu quando foi o momento que o filho entrou para o tráfico ele disse que quando ele percebeu o Gabriel ja estava tão envolvido que não tinha mas o que ele fazer, ele se culpava por não ter percebido que o filho estava nessa vida ele disse ele não prescisava disso,ele disse que com quinze anos teve uma troca de tiro no morro que ele morava Gabriel participou mais a polícia cerco eles e o dono do morro saiu pelos bego e Gabriel ficou para ser preso no lugar ou até morrer por que disse ruivo que pra eles morrer para o mano era privilégio, eu aguento uma coisa dessas,coitado eu fiquei com pena dele porque essa culpa de onde foi que eu errei porque eu não vir,parece rodear todos nós quando escutamos alguém que também tem o mesmo sentimento que nós vemos que não estamos só existe alguém que também esta passando pela mesma coisa ou até pior que a sua dor não e uma exclusividade sua e nessa hora que eu parei e pensei porque eu estou aqui qual e o propósito em tudo isso aqui não existe apenas uma pessoa sofrendo aqui são várias pessoas juntas em um único propósito, até aquela hora eu me questionarva porque eu estava passando aquela vergonha porque eu tinha que ir para porta de presídio mas conhecendo o ruivo e tantas pessoas com histórias diferentes pessoas que nao tinha uma aproximidade com Deus estava passando por tanta situação sem refrigerio, eu entendi não era sobre mim não tinha nada haver com a minha dor eu estava ali por que existia pessoas ali que Deus queria se revelar a elas através daquela situação.