No hospital, Clara nos esperava no corredor. Quando viu Clarisse, correu e a abraçou apertado, quase sem fôlego. — Você precisa entrar, mana. Não importa o que aconteceu… a mamãe tá ali. É a sua chance. Nossa chance. De falar, de tentar apagar tudo. Clarisse olhou pra mim, insegura, e eu assenti. — Eu tô aqui... falei baixinho. Entramos no quarto. O cheiro de hospital sempre me dava calafrios, mas dessa vez parecia ainda mais pesado. A mãe delas estava acordada, o olhar meio perdido, mas quando viu Clarisse começou a chorar. — Filha… a voz dela saiu num sussurro. — Me perdoa. Eu errei tanto com você… nunca devia ter te abandonado. Eu sei que você fez o que fez porque tava sozinha. Clarisse segurou a mão dela, os olhos marejados. — Tá tudo bem, mãe… eu nunca odiei você. — Eu s

