Saí do hospital com as mãos suando, o sabor de sangue e ódio ainda nas veias. Não dava pra perder tempo com jogo de cena, aquilo não era hora de falar, era hora de agir. Falei com o plantonista, perguntei tudo rápido: hora do início dos sintomas, exames já feitos, se era isquêmico ou hemorrágico, se havia janela pra trombólise ou trombectomia. A doutora me respondeu com a voz cansada: estava em quadro compatível, precisavam de imagem melhor e de suporte que aquele lugar não tinha 24 horas. Pedi pra repetir o exame, mas já estava decidido na minha cabeça. Dinheiro não era problema. Não naquele minuto. Liguei pro meu pai, balancei a situação num minuto, mandei o endereço do hospital particular que eu conhecia. Precisava do melhor médico encaminhado pra cá. ... Quando voltei pro qua

