Eu to aqui agora.

1333 Words

Foi nesse momento que meu celular vibrou, insistentemente. Enxuguei as lágrimas e olhei a tela: várias chamadas perdidas de Edgar. Eu nem lembrava mais dele no meio daquele caos. Estava tão acostumada a me virar sozinha, só eu e Donna, que não pensei em ninguém além de Clara. Atendi com a voz embargada: — Oi… A voz dele veio carregada de impaciência: — Aonde você está? Estou há horas batendo na porta, a portaria disse que você saiu! Meu corpo estremeceu e as lágrimas voltaram. — Minha mãe… engoli em seco, a voz falhando. — Ela teve um AVC. O médico disse que ela não vai resistir… O silêncio dele foi pesado, tão pesado que doeu. Depois, firme, ele perguntou: — Onde você está? — No hospital… nessa maldita cidade de novo. soltei, como se cuspisse veneno. — Você viajou sem me

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