CLARISSE: Assim que fechei a porta do apartamento, suspirei fundo. O silêncio me envolveu de uma forma estranha, pesada. Ainda podia sentir o cheiro dele no ar, a lembrança do abraço no aeroporto, o gosto do beijo de despedida. Abracei o próprio corpo como se fosse uma forma de me segurar em pé. Entrei no quarto e sentei na cama, a camisa dele está ali.. jogada com seu cheiro. Peguei a mesma sentindo, inalando e fechando os olhos. Quando abrir vi a aliança... Éramos, noivos, eu nem conseguia acreditar. Tudo era tão complicado, mas só menos tempo tão prazeroso. Mas como na minha vida, as flores sempre vinham carregadas de espinhos traiçoeiros e afiados. O celular vibrou na minha mão. Sem pensar, deslizei o dedo pela tela e atendi, achando ser ele... Mas logo entendi, não era

