Capítulo 2✓

1022 Words
ARIELA Eu não queria esperar muito tempo. Ele veio buscar algo e eu ia dar a ele. Afastei meu cabelo para o lado do rosto, coloquei as mãos no zíper do meu vestido preto e o puxei para baixo sem tirar os olhos da reação dele. Por um breve segundo, pude ver seu olhar brilhar enquanto ele se movia em direção ao meu corpo. Ele adorava me ver. Deixei a peça cair, meu corpo ficou exposto com uma pequena lingerie vermelho vinho que combinava com meus lábios. Sorri satisfeita quando ele levantou a mão e acariciou seu queixo, com habilidade e delicadeza. Nenhum dos dois disse nada, não era necessário. Eu tinha esquecido o quanto nos conhecíamos, mesmo que por breves momentos, Michael e eu sempre nos entendemos bem, pelo menos quando se tratava de sëxo. Caminhe até estar diante dos seus olhos. Eu me deixei cair na mesa enquanto ele percorria o olhar pelas minhas coxas. A excïtação estava explodindo dentro de mim, o calor me inundava e a vontade de beijá-lo estava se tornando cada vez mais forte. Ele sabia disso muito bem e continuou a me tentar. Michael umedeceu os lábios, suas mãos frias e tatuadas subiram até meus quadris, me aproximando dele. Estremeci só de sentir sua respiração no meu abdômen e fechei os olhos quando ele deu um beijo molhado perto do elástico da minha calcinha. Ele estava tentando me provocar, e conseguiu, mas eu não queria que ele percebesse. Apesar da minha recusa, um suspiro escapou dos meus lábios quando os dele pousaram na minha área sensível e molhada. Seus dedos chegaram até ela e, ele me empurrou para baixo me obrigando a deitar na mesa, abriu minhas pernas, empurrou minha calcinha encharcada para o lado e inseriu alguns dedos, fazendo um gemïdo rouco escapar dos meus lábios. Eu me amaldiçoei por ser uma fraca quando se tratava dele. Eu me odeio e, se eu fosse um pouco mais sensata, teria chutado a b***a dele antes de aceitá-lo de volta entre minhas pernas. Seus dedos continuaram se movendo na minha intïmidade, me fazendo jogar a cabeça para trás. Michael subiu até minha boca e ficou a poucos centímetros de distância, juntando nossas respirações em uma só. Seus olhos escureceram e uma eletricidade percorreu meus ossos. Muitos meses querendo isso me deixaram estressada. Fiquei tão fascinada por sua cara ïdiota que não percebi quando ele esmagou violentamente seus lábios contra os meus. Ele assumiu o controle da minha boca com autoridade, roubou todo o meu fôlego com aquele beijo exigente. Nossos lábios colidiram bruscamente; Sua língua percorreu a minha e meu corpo vibrou enquanto ele continuava a fazer maravilhas com seus dedos. Soltei um gemido abafado contra seus lábios enquanto sentia seus movimentos aumentarem a intensidade. Agarrei suas costas largas com minhas unhas e enrolei minhas pernas em volta de sua cintura. — Pörra! — Shh, querida, eles vão ouvir você.— Ele avisa em meu ouvido. Mordi o lábio, segurando os gemidos e fechei os olhos com força enquanto o calor me inundava e atingia o ápice. Joguei a cabeça para trás e sorri satisfeita. — Sempre sendo um ïdiota, Andrews. — Digo ofegante, tentando recuperar o fôlego. — E você, sempre tão obediente. Ele estava tirando sarro de mim bem na minha cara. Mäldito b****a. Levantei-me abruptamente da mesa e vesti meu vestido tão rapidamente quanto o tirei, tentando limpar minhas coxas antes de me virar novamente. — O que você está fazendo aqui? — perguntei sem rodeios, olhando em seus olhos. Michael já estava recostado na minha cadeira. Seus lábios estavam curvados para cima enquanto bebia meu uísque favorito. — Você sabe o que estou fazendo aqui. — Ele rebate. — Devia deixar seu namorado entrar por aquela porta e me ver morder suas coxas enquanto eu te dava um orgäsmo. — O que há de errado com você? Felipe iria te m***r. — Vim te ver. Não, isso não é verdade. Ele veio para estragar minha vida como sempre faz. Michael costuma aparecer quando menos espero, desaparecer quando mais preciso dele e retornar quando finalmente consigo esquecer sua existência. É uma dor constante. Por dois anos continuamos com esse plano. Onde nosso compromisso era sëxual, onde não havia ciúmes, nem reclamações de qualquer espécie. Até que Felipe chegou, confessando seus sentimentos. Encontrei nele uma estabilidade que Michael jamais me daria. Então aceitei e terminei o pouco que tinha com o Michael, mas apesar disso, e mesmo querendo, não consegui evitar. Eu não conseguia fazer nada, não conseguia me impedir e, sem perceber quando isso aconteceu, acabei presa em dois mundos diferentes. — Não brinque comigo e saia daqui. — eu falei enquanto ele se levantava, então deixou seu corpo descansar na minha mesa e estendeu os braços para me agarrar pela cintura, me puxando em sua direção. —Você está preocupada que seu namorado perfeito nos encontre? — Não envolva o Felipe nisso. — eu o empurro e me afasto o máximo que posso. — Flertar com o proibido é o que dá charme à vida, Ariela. Você sabe disso melhor do que ninguém. — Escute com atenção. — Digo confiante e sem hesitação. — Eu não pertenço a você e não quero pertencer a você. — Nosso relacionamento acabou e o que aconteceu nunca mais vai acontecer. — Repita até acreditar, baby.— A voz dele pënetrou em meus ouvidos.— Você sempre me terá em seu mundo, Ariela. Você sabe por quê? — Ele sorriu — Porque eu represento tudo que você não ousa ter com mais ninguém. E eu lhe asseguro que não te abandonarei enquanto seu corpo me quiser. Ele dá um passo à frente, me agarra pelo queixo e, mesmo que eu odeie admitir, aquele canalha está certo. Michael é o que eu mais odeio e detesto, mas, ao mesmo tempo, ele é tudo o que eu nunca posso recusar. — Te odeio. — Você me ama. — E sem me dar chance de negar, ele me beija de forma dominante. Eu não tenho medo dos meus demônios, mas do que sou capaz de fazer quando os solto.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD