Alina O salão do Conselho parecia um tribunal antigo, esculpido em pedra e expectativa. Bandeiras da alcateia nas paredes, fileiras de cadeiras ocupadas por dominantes, betas, representantes de famílias antigas. O ar cheirava a incenso discreto e tensão explícita. No centro, a mesa em meia-lua. No vértice, Viktor. Eu estava diante deles. Vestiram a sessão de solenidade: palavras como “estabilidade”, “tradição”, “honra da alcateia” marcavam o discurso de a******a, mas, por baixo, eu sentia outra camada: controle, medo, imagem. A própria Lua n***a, mencionada como evento inevitável, parecia um personagem à parte, pairando sobre todos nós. Murilo tomou a palavra. A voz dele era polida, o tom respeitoso, as vírgulas milimetricamente calculadas. — Diante dos ataques recentes, do incêndio

