Viktor O nome o atingiu com a voz de Alina. E a dor foi mais aguda do que a de qualquer ferimento daquela noite. — Guilherme D’Ávila — revelou ela, fitando-o na sala de guerra que ainda misturava cheiros de lar, sabão e pólvora. — Foi o que Murilo disse. Seu… primo. Por um instante, o mapa tático, repleto de marcações e linhas pontilhadas a caneta vermelha, perdeu todo o sentido. As rotas de infiltração, os pontos de invasão críticos, o complexo central sinalizado — tudo se desfez em um borrão irrelevante e indistinto, ofuscado pela força de uma lembrança totalmente inesperada. Guilherme. O garoto de olhos claros, quase transparentes, que ria com tanta facilidade, a cabeça jogada para trás enquanto a poeira subia no quintal irregular da casa de treinamento antiga. A imagem era vívida

