A noite não desceu. Ela simplesmente engoliu o resto do mundo. Na floresta, não existe transição suave. Existe mudança brusca. Como se alguém apagasse o resto da realidade e deixasse só o que é necessário para sobreviver. Elizabeth andava ao meu lado. Não atrás. Isso ainda me incomodava mais do que eu queria admitir. — Ela te conhece bem — ela disse, depois de um tempo. Eu não respondi de imediato. O som dos nossos passos era baixo demais para aquilo aqui. — Sim — eu disse por fim. — E você conhece ela? Pausa. — Sim. — Isso não parece bom. — Não é. Ela soltou o ar pelo nariz, quase uma risada sem humor. — Ótimo. Só coisas tranquilas por aqui. Eu olhei de canto. Ela estava tentando parecer firme. Funcionava… parcialmente. O corpo ainda entregava tensão, mas havia algo novo

