bc

Dramione - Lady Sunshine And Lord Cold

book_age16+
51
FOLLOW
1K
READ
escape while being pregnant
confident
witch/wizard
drama
comedy
brilliant
female lead
magical world
childhood crush
mxm
like
intro-logo
Blurb

Por que em toda a minha vida, nunca existiu realmente algo que me aqueça? - Draco Malfoy.

Draco passou uma ano em Azkaban, quando retorna, as coisas parecem ter saído do seu eixo.

Hermione está pronta para seu último ano em Hogwarts, mas no meio de tudo, seu caminho acaba se cruzando com um certo sonserino.

Draco Malfoy quer apenas se aquecer.

Hermione Granger é seu sol particular.

O homem de gelo e seu raio de sol.

chap-preview
Free preview
Algo que aqueça
"Todos temos luz e trevas dentro de nós. O que nós define é o lado com o qual escolhemos agir." Harry Potter e a Ordem da Fênix Azkaban 00:00 p.m D.M Esse lugar é sombrio e triste, o desespero tem forma e nome, estou enlouquecendo graduadamente, estou sentindo meu mundo desmoronar, a tristeza, o vazio, o ódio, senti isso por toda a minha vida, mas agora são realmente meus demônios, está tão frio, por que em toda a minha vida, nunca existiu realmente algo que me aqueça? Por conter uma marca que nunca quis, sou tratado como lixo, escória, a comida é sem gosto e tão fria quanto esse lugar, existe algo que possa me aquecer? Sinto como se não pudesse voltar a sorrir, mesmo quase nunca tendo feito isso, eu lembro quando foi a primeira e última vez que sorri de verdade, as lembranças me trás um pouco de luz a esse lugar, mesmo que não seja o bastante para trazer calor e me aquecer. Lembro que era domingo, estava no sexto ano, o ano mais terrível que tive, tinha uma missão que o Lord incumbiu a mim, a vida dos meus pais estavam em perigo, e eu não podia falhar, mais uma noite passei pelos corredores daquele castelo e até a sala precisa, tinha que dar um jeito naquele armário i*****l e ficaria mais uma noite sem dormir, estou enlouquecendo, até que ouvi um choro, de garota, desviei do meu caminho e fui na sua direção, reconheci pelos cabelos na hora. - Que foi o namorado não quer saber de você sangue-r**m? - Ri dela, que apenas travou no lugar. - Cai fora Malfoy - Ela disse sem se virar. - Achei que era mais corajosa - Ela balançou a cabeça. - Não é o Rony o problema, são meus pais - Mesmo não querendo saber fiquei ali mesmo assim, eu disse que estou enlouquecendo - Estou com medo do que pode acontecer com eles, comigo sendo nascida-trouxa e amiga de Harry Potter, eu sei a escolha que devo tomar quando chegar a hora, mesmo assim isso me quebra em mil pedaços - Ela sabe o que é sentir medo do futuro. - Você entende mais do que qualquer um, o que está por vim, e sua inteligência às vezes me assusta - Admiti - O que vai fazer com eles? - Por que estou falando com ela? - Vou fazê-los esquecer de mim, com um feitiço, vou manda-los para longe, nunca mais lembraram que tem uma filha - Colocou a mão na boca, soltando um soluço. - Sinto muito, se serve de consolo meus pais também estão em perigo - Ela limpou o rosto - Você fez não fez? A marca? Ele te pediu algo h******l não é? - Meu coração acelerou feito louco. - Como...? - Ela riu. - É só ligar os fatos Malfoy. - Então...? - Por que não contei a alguém? - Ela virou e sorriu - Não sei - Ouvi um miau ao longe, sem pensar, estendi minha mão. - Vem - Ela o pegou e corremos, foi estranho, naquele momento não queria pensar que ela é uma sangue-r**m e eu um comensal, que deveria odiar ela pelo sangue, apenas queria correr ao lado daquela garota de olhos cor de mel e sorriso brilhante, entramos na primeira sala que apareceu. - Parece aconchegante - A sala precisa, está mudada, com sofás, tapetes felpudos e uma lareira, ela deitou no tapete e olhou para o teto - Poderia ser encantado como o teto do salão principal - Comentou, e a sala obedeceu, o sorriso dela se alargou - Uau - Falou admirada, olhando as estrelas, deitei ao seu lado. - Encantador - Comentei. - Um dia quero deitar na areia de uma praia com alguém que estiver completamente apaixonada e admirar as estrelas, ouvir o barulho do mar - Bufei. - Não sabia que era tão brega - Ela riu. - Só tenho esses momentos de loucura - A olhei. - Não sabia que era normal sabe-tudo - A risada dela ecoou pelo lugar. - Um dia você vai ter esses momentos de loucura e verá que tenho razão - Cruzei os braços. - Prefiro morrer - Balançou a cabeça. - O que te aquece por dentro Draco? - Isso é uma pergunta? - O que te faz feliz? - Nada realmente me aquece - Ela suspirou, e pegou minha mão cruzando nossos dedos, acho que estou cada vez mais louco, não senti repulsa por ela me tocar, pelo contrário, gostei a mão dela e pequena e quente, diferente da minha sempre tão fria. - Está vendo? Felicidade é feita por momentos, e alguns momentos realmente aquece - Soltei minha mão. - E se for uma pessoa? - Ela levantou. - Então case com ela - Andou em direção a porta, mas acabou tropeçando o que me fez rir muito, me olhou de cara f**a, fui até ela a ajudando a levantar. - O que te aquece Hermione? - Minha família, amigos, ler um bom livro - Balancei a cabeça inconformado. - E o Weasley? - Ela riu. - Posso amar o Rony, mas ele não me aquece - Segurei sua mão. - Obrigado por me aquecer hoje Hermione - Sorri. - De nada Draco - Sorriu. - Adeus - Falei. - Adeus - Soltou minha mão e partiu. Agora aqui nesse lugar frio, cercado por dementadores fico imaginando o que teria acontecido se eu tivesse tentando me aquecer mais, em vez de passar noites e noites em claro, com apenas o sorriso da garota que nunca mais vou falar do mesmo jeito, para me conformar. Hermione Granger, nascida-trouxa, aqueceu Draco Malfoy em um dos momentos mais sombrios da sua vida. E agora aqui em Azkaban, me fez sorrir mesmo desejando morrer. Já faz um ano que estou aqui, será que ela está com aquele cabeça de cenoura? Está feliz? Reencontrou seus pais? Como minha mãe deve estar? Em um momento de loucura, me imaginei deitado na areia, olhando as estrelas e ouvindo o som do mar, segurando sua mão quente e macia. Ela tinha razão no final. A minha cela abriu, alguém entrou um auror. - Senhor Malfoy você terá seu julgamento hoje - Anunciou. _____________________________________ H.G - Hermione não está falando sério, está? - Olhei para o meu namorado irritada. - Sim Ronald estou falando muito sério, vou voltar a Hogwarts - Cruzou os braços. - Por que é tão teimosa? - Por que é tão i****a? - Nos encaramos. - Preciso trabalhar. - E eu arrumar minha mala - Passei por ele batendo os pés. Acha que sou uma garota em quem se pode mandar? Sou Hermione Granger e sou auto suficiente, não preciso de ninguém, está para nascer quem vai mandar em mim. Apesar de fazer um ano que estou com o Rony, não nos damos muito bem, sempre brigando, e ele querendo mandar em mim, acho que chega uma hora que cansa, mesmo que a gente tenha bons momentos, os piores as vezes vence, como diz a Gina ache um homem que te faça molhar a cama, mas nunca com lágrimas, já chorei muito por Ronald Weasley. Alguém me mandou uma foto "anônima", dele beijando a Lilá Brown, sei muito bem que é ela quem mandou, só estou esperando uma oportunidade para acabar com tudo, se ele não me respeita não me merece, i****a. Mas que d***a já consigo ver a manchete daquele jornal i****a, dizendo coisas maldosas sobre ter terminado com o queridinho das bruxas, elas que fiquem com ele. Arrumei minha mala colocando um feitiço de expansão para colocar os livros a mais que quero levar esse ano, até que ouvi alguém falando do outro lado da porta, me aproximei aos poucos para escutar. - Vai ser hoje? - Harry perguntou. - Sim, escutei papai falando com o ministro que o Malfoy vai ser julgado hoje - Mordi a boca nervosa por algum motivo. - E sabe se vai ser condenado? - Ele é um comensal Harry e merece a pena em Azkaban - Rony sempre tão piedoso, afastei da porta, sentando na cama da Gina. Encarei a minha mão a mesma que um dia ele segurou, aquela é a única lembrança que vale a pena guardar, mas tem algo sobre Draco Malfoy que apenas eu sei, levantei decidida e aparatei direto na entrada de visitantes do ministério, entrei na cabine de telefone vermelha antiga, que falta vários vidros e disquei os números 62442, uma voz feminina pediu para me identificar - Hermione Granger, vim para o julgamento de Draco Malfoy - Um crachá prateado saiu do local das moedas e pendurei na minha roupa, o elevador começou a descer. Não acredito que vou fazer isso, tomara que ele não grite comigo e me chame de sangue-r**m, ele salvou a minha vida patética e em troca quase morreu, provavelmente ainda deve ter as marcas. O elevador parou. Andei em meio aos bruxos, cumprimentando alguns, até escutar uma voz conhecida, m***a. - Hermione o que faz aqui? - Virei encarando o moreno de óculos. - Eu estava indo... - Não consegui pensar em nada. - Venho para o julgamento do Malfoy? - Afirmei rezando para não parecer estranho. - Vem comigo - Andamos em silêncio durante todo o caminho. Merda como vou tentar salvar a doninha oxigenada, com o Harry e o Rony do meu lado? Isso está cada vez pior, graças a Merlin queria terminar com o ruivo, tomara que o Harry não me odeie por muito tempo. Depois de andarmos de elevador e cumprimentar várias pessoas pelo caminho, andamos em direção a sala que está acontecendo o julgamento, entramos e sentamos em um lugar discreto, Rony chegou logo em seguida conversando com a loira Brown, os dois sentaram ao meu lado, como se nada tivesse acontecendo. - O que faz aqui Hermione? - Nada que seja da sua conta Rony - De repente Malfoy apareceu sendo segurado por dementadores é de dar pena, está magro, mais pálido do que geralmente é, a barba está enorme e o olhar tão perdido. - Estamos aqui reunidos para dar início ao julgamento de Draco Lucios Malfoy, sobre a pena de ter feito parte dos ditos comensais da morte, em que uma vez ficou ao lado de você-sabe-quem - Falou o ministro. - Ainda não entendo por que não o chamam pelo nome que tem - Comentou o moreno. - É verdade que foi comensal Malfoy? - Sim - Respondeu a voz está distante e fria. - Foi por livre e espontânea vontade? - Sim. - Ajudou a torturar trouxas e nascidos-trouxas? - Sim. - Tudo bem é somente isso, alguém tem algo para acrescentar? - Harry levantou. - Malfoy pode ter errado, mas ele só fez pelos pais, estava sendo ameaçado, espero que levem isso em consideração - Dolores Umbrigde levantou de seu assento. - Desculpa senhor Potter, mas seus pais morrerem para te salvar certo? - Harry fez que sim - Então presumo que ele deveria ter morrido pelos pais, mas vejo que está muito bem, e muitas vezes foi preconceituoso com nascidos-trouxas como a senhorita Granger aqui - Deu um sorriso vitorioso. Olhei para o loiro, que levantou a cabeça apenas para me encarar. - Continuou odiando essa mulher - Resmungou o Potter. - Eu também - Concordei, respirei fundo e levantei. - Tenho algo para falar. - Hermione senta - Resmungou o ruivo, apenas ignorei. - Draco Malfoy salvou a minha vida e por isso espero que levem em consideração, todos tivemos que fazer escolhas durante a guerra, e senhorita Umbrigde não se esqueça da marca que deixou na mão do Harry - Ela virou a cara - Todos erramos, cabe a cada um tentar compensar esses erros, Malfoy como todos nós foi apenas uma vítima da escolha de seus pais, algumas pessoas merecem uma segunda chance - Pontuei, olhando para o ruivo, sentei ao seu lado e sussurrei baixinho somente para ele ouvir - Menos você, é um caso perdido, jura Lilá Brown? - Virei o rosto deixando-o com cara de taxo. - Tudo bem aceito as suas palavras, terá uma chance, um ano para mostrar que mudou, vai voltar a Hogwarts e fazer curso de estudo dos trouxas, essa é minha sentença para agora - Falou. Suspirei aliviada. - Como soube sobre a gente? - Perguntou o ruivo enquanto as pessoas iam embora. - Pergunte a ela como descobri, desculpa Rony estou sem tempo para perder agora, vou voltar a Hogwarts amanhã - Bati no ombro dele - Boa sorte com sua amante - Levantei e caminhei para longe dele, no caminho passei pelo loiro, sua mãe o abraçando chorosa. - Obrigado - Foi o que ouvi enquanto passava por eles, apenas sorri e continuei meu caminho. _____________________________________ D.M Assim que recebi minha pena, percebi que as pessoas estavam insatisfeitas, mas ela não, me olhou com orgulho e ainda sorriu, nunca pensei que aquela sangue r**m me ajudaria, mesmo eu tendo salvo sua vida, duas vezes, é ela precisava me agradecer mesmo. Caminhei cambaleando, sem forças em direção aos braços da minha mãe, que esta toda chorosa, sem se importar com o fato de estar todo sujo ela me envolveu em seus braços, senti seu cheiro de narciso, sim minha mãe tem um cheiro da flor de seu nome, nunca admiti mas acho encantador. - Draco querido - Soluçou - Está tão magro, o que fizeram a você - Olhei nos olhos dela, deve estar tão sozinha, sem meu pai ao seu lado, já que ele foi beijado por um Dementador a um ano, ao mesmo tempo que fui levado a Azkaban, como deve ter sofrido. - Mãe eu voltei - Ela passou a mão no meu rosto quase como se não acreditasse e me abraçou novamente, senti o cheiro de morango e chocolate que a sangue r**m exala, minha boca foi mais rápido que minha consciência. - Obrigado - Falei, ela parou no lugar virou e sorriu antes de continuar seu caminho, mas eu queria tocar em sua mão e sentir sua quentura, queria que ela com toda aquela chama que exala, me aquece-se, afastei os pensamentos da minha cabeça. - Vamos? - Perguntou minha mãe. - Vamos mãe - Saímos em silêncio do ministério, as pessoas me olhando como um estranho, minha varinha foi devolvida, a coloquei no bolso, antes de partimos de vez. Aparatamos assim que chegamos do lado de fora, em minha frente apareceu a mansão dos Malfoy, suspirei. - Lar doce lar - Comentei, o grande portão abriu e entramos, atravessamos o jardim agora mais florido - Você anda cuidando do jardim? - A senhorita Granger foi muito gentil, quando você foi preso e seu pai bom... ela não me quis deixar sozinha, no começo a rejeitei pois sabe, seu sangue, mas ela vinha todos os dias, sentava na frente da lareira na sala e lia um livro enquanto eu ficava no outro sofá soluçando, sem forças para comer ou viver - Senti a dor dela em todo meu ser. "... foi h******l, mesmo assim lá estava ela, até que um dia perguntei por que continua com aquilo sabendo que a odeio?..." Dona Narcisa riu. "... pelo Draco e o que significa para ele, porque uma vez achei que meu mundo ia cair e ele me segurou, e também ele não vai gostar de encontrá-la assim..." - Granger só se mete onde não é chama - Resmunguei, mas de alguma forma isso me tocou. - Ela me ajudou a levantar, comer, tomar, banho e finalmente ir para a cama dormir, no final viramos boas amigas, foi quem me ajudou a cuidar do jardim, fizemos no modo trouxa, disse que assim eu iria pensar menos nas coisas ruins - Chegamos na porta, entramos por algum motivo não senti a casa fria, mas aconchegante. - Vou tomar um banho - Anunciei. - Vai lá querido, eu vou pedir para os elfos cuidar da sua mala e matérias para a escola amanhã - Assenti. Subi as escadas, passei pelos corredores e entrei em meu quarto, tirei essa roupa e finalmente entrei de baixo de um chuveiro quente, fiz a barba, e foi como tirar um peso enorme de mim. Até que lembrei dela. Não acredito que venho cuidar da minha mãe, o que tem na cabeça? Por que insiste em mim? O que fiz para merecer que seja bondosa? Eu nunca fui legal com ela, sempre a chamando de sangue r**m, então por que? Nunca vou entender, o que se passa em sua cabeça. _____________________________________ H.G "Não vejo a hora de voltar a estudar " Pensei comigo sozinha no quarto da Gina, já que a mesma está lá fora com o Harry, estou de pijama olhando para o teto, pensando se coloquei todos os livros na mala, até que uma coruja bateu na janela, levantei e a abri recebendo a carta, e um profeta diário. "Ronald Weasley anuncia noivado" Sentei na cama e olhei chocada. - Não acredito que o Profeta ficou tão inútil - Balancei a cabeça inconformada, mas continuei lendo mesmo assim. "Nessa noite em um baile para comemorar o fim da guerra, o senhor Weasley, amigo do nosso querido Harry Potter, anúncio para todos que vai se casar. ... Ela é o amor da minha vida e quero passar ao seu lado. Quando perguntaram quem seria, ele respondeu, deixando todos surpresos. .. Lilá Brown. Todos os presentes ficaram chocados.... Joguei o jornal para o lado, tinha uma foto dele com a loira todo sorridente, a porta abriu com tudo. - Hermione... - Falou uma ruiva ofegante. - RONALD WEASLEY - Ouvi a voz da senhorita Weasley no primeiro andar, olhei para a Gina e descemos as escadas, encontrando uma senhora baixinha e gordinha vermelha. - Eu posso explicar, eu e a Hermione terminamos... - Não interessa, mesmo assim deveria ter pensado nos sentimentos dela, eu não criei um filho para isso - Rony me olhou desesperado - Como vai se casar, sem contar para sua família, você conhece aquela garota? - Gina e eu nos entre olhamos, deixamos o ruivo com a mãe dele e voltamos para o quarto. - Bem feito para ele, mereceu - Deitei na minha cama improvisada. - Só quero voltar para Hogwarts, e esquecer de vez seu irmão - Suspirei. - Como foi o julgamento? Malfoy foi preso? - Neguei. - Ele vai voltar par Hogwarts e vai ter que fazer estudos dos trouxas - Falei. - Você parece feliz por isso. - Acho que todos merecem uma segunda chance, foi isso que eu disse lá - Dei de ombros. - Ajudou a libertar ele? - Falou exaltada. - Digamos que sim - A ruiva não conseguiu acreditar. - Você é inacreditável - Deitou na cama e por fim falou. - Boa noite - Suspirei. - Boa noite Gina - Espero que meus pais estejam bem, fechei mais olhos e tentei dormir, mas uma coruja bateu na janela, levantei irrita e a abri - Olá amiguinha - Peguei a carta presa a ela, voou na mesma hora, abri. " Sangue r**m, Foi muito gentil ter cuidado da minha mãe, mas não pense que vou te agradecer por isso, ainda sou melhor que você, nos vemos amanhã no trem. Boa noite, Draco Malfoy." Idiota, acho que dizer obrigado fere seu orgulho, algumas pessoas não tem jeito mesmo, voltei para a cama e adormeci segurando a carta. Acordei com batidas insistente na porta, levantei meio desnorteada e ouvi a voz da Gina. - Se não sair daqui, vou te jogar uma bela azaração - Ameaçou - A gente nem acordou ainda e você vem encher o saco - Ela bateu a porta. - Quem era? - Perguntei. - Não se preocupe, apenas uma i****a, volta a dormir ainda são quatro da manhã - Dei de ombros e fiz o que mandou, até baterem na porta de novo, ela levantou furiosa com a varinha na mão, abriu a porta - Ridículos - Ouvi o barulho de algo caindo e ela retornou satisfeita - Volte a dormir Hermione - Mandou e eu claro obedeci. Estava em um sonho tão bom, antes da senhora Weasley acordar a gente aos berros. - GINEVRA MOLLY WEASLEY O QUE FEZ COM SEU IRMÃO - Olhei para a Gina, que deu um sorriso sacana. - Era o Rony ontem de madrugada? - Perguntei. - Aquele palerma tinha bebido demais e resolveu vim falar com você - Eu realmente amo a Gina. A porta abriu de uma vez. - Mãe eu posso explicar - Falou de vez - Ele estava bêbado e queria perturbar a Mione, eu falei para ir embora, mas tentou abrir a porta com tudo e no fim tive que fazer isso - Tem alguns pontos nessa história que não se encaixam com o que houve, a mãe da ruiva apenas suspirou. - Vão se lavar e tomar café - Fechou a porta. - Gina... - Tentei falar. - Eu sei - Respondeu. A cara de desapontamento no rosto da senhora Weasley vai ficar para sempre marcado na minha memória, e apesar de tudo Rony é o irmão da Gina, então isso também me deixa triste. [...] O café foi só gritaria e risadas, Gina e Harry não se desgrudaram um segundo, revirei os olhos várias vezes, Rony está de mau humor olhando para o prato como se o achasse interessante, Percy está lendo O Pasquim, levantei a sobrancelha curiosa. - Por que está lendo O Pasquim? - Perguntei não querendo ser indiscreta. - Ultimamente anda mais interessante que o Profeta se quer saber - Ele continua trabalhando no ministério da magia, mas não se desgruda da Sra.Weasley mais, desde a guerra. - E o que tem de interessante? - Mordi uma torrada com geleia. - Aqui mostra animais bastante exóticos - Olhou com uma cara confusa. - Não sabia que gostava disso - Disse Gina. - Não gosto - Deixou de lado - Mas é melhor do que sempre ver vocês três na capa "Ronald Weasley anuncia noiva", estou começa a sentir falta da Skeeter - Odeio aquela mulher. - Não foi ela quem escreveu? - Não, foi uma tal de Penélope, que é admiradora secreta sua, digamos que ela tem uma queda por você - Abri a boca surpresa e apontei para mim. - Eu? - Assentiu. - Uau Hermione - Disse Harry - Não achei que conquistasse tantos corações - Mostrei a língua. Depois do café, malas prontas aparatamos direto na plataforma nove três quartos, o trem de Hogwarts na nossa frente, eu e Gina nos despedimos dos Weasley e do Harry, subimos no Expresso. - Não acredito que eles não vão, vai ser tão estranho... - Gina falava distraída enquanto eu aqui, tentava colocar a mala no trem, por que a gente se despediu deles, antes de colocar tudo aqui dentro? Alguém segurou ela por trás de mim e a puxou com uma mão apenas, virei para agradecer e dei de cara com olhos cinzentos. - De nada sangue r**m - Voltou para dentro, guardei a mala. - Hermione é impressão minha ou o Malfoy te ajudou? - Disse a ruiva. - Acho que ajudou - Respondi confusa, andamos pelo corredor até encontrar uma cabine vazia e sentamos. - Esse ano letivo m*l começou e está tudo estranho, sempre quis perguntar mas, por que o Malfoy? - A olhei sem entender. - Do que está falando? - Por que tem essa obsessão por ele? É o Malfoy, vocês viviam se farpando e ainda ajudou no julgamento dele, o que aconteceu entre vocês? - O trem começou a se mexer. - Nada, não aconteceu nada - Menti, mesmo sabendo que ela sabe que o fiz. - Tudo bem, vou dar uma volta - Saiu me deixando sozinha com meus pensamentos, a porta abriu novamente. - Granger? - É Malfoy - Sei que não sou bom com isso, e espero que não precisamos nos falar nunca mais, mas agradeço sua ajuda no tribunal e também com minha mãe, mesmo que para você não foi nada - Fez uma pausa, ele está bastante nervoso - Foi muito importante para mim - Suspirei. - Eu devo a minha vida a você Malfoy, mas não foi por isso que ajudei sua mãe, eu sei como é a solidão - Lembrei dos meus pais. - Seus pais, certo - Está magro e com um olhar perdido. - Você se lembra ainda - Acenou. - Entendo o que sente sobre a solidão, sai de Azkaban ontem, estou perdido e fora de rumo ainda - Sentou a minha frente e colocou as mãos no rosto, as peguei sentindo o quão gelada é. - Vai dar tudo certo, você é mais forte do que parece - Nossos olhos se encontraram. - Acha? - Tenho certeza - Ficamos em um longo silêncio, até que retirou sua mão da minha. - Adeus sangue r**m - Suspirei. - Adeus doninha - Levantou e saiu da cabine. Fiquei ali sozinha com meus pensamentos, peguei um livro e comecei a ler tentando me acalmar.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

Procura-se uma esposa

read
1.8K
bc

How To Hate You.

read
1.2K
bc

Entre o Crime e o Amor

read
1K
bc

A escolhida Poline

read
2.5K
bc

5H g!p one-shots

read
5.5K
bc

Este Corazón

read
3.4K
bc

No Meio do Nada

read
1.2K

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook