André levantou-se depressa, contornando a mesa e estendendo a mão para que ela abandonasse a mesa e ficasse em pé. O toque dela foi forte e, no impulso, recostou-se nele, sentindo os olhos mais marejados. Seu pai estava preso e isso era um golpe forte cada vez que ela se lembrava. Pensar nele já era, em si, um golpe. Ela poderia revelar mais coisas sobre sua vida, mas o nó em sua garganta estava forte demais para continuar. Ele, por sua vez, não precisava saber mais ou pelo menos não naquele momento. Ao sentir que ela estava encostada em seu peito, encolhida, com os braços na altura do rosto, automaticamente ele a abraçou, levando uma mão ao seu cabelo, fazendo pequenos gestos com a ponta dos dedos para acalmá-la. Não haviam palavras ou conselhos para tudo o que ela provavelmente tinha p

