Ainda estava temerosa, não sabia o que fazer. Talvez se eu tivesse coragem e ir até a porta e abri-la, porém eu penso em Maddie. Se algo me acontecer, o que será da minha menina? Eu não posso me arriscar. Faço uma mala minha e outra de Maddie. Pego as coisas principais dela, até sua mantinha que ela adora dormir com a mesma.
A campainha já tinha cessado, então eu fui olhar pelo olho mágico se havia alguém parado ali. Não vi nada. Abrir a minha porta devagar e olhei para todos os lados do corredor. Não havia ninguém. Peguei as duas malas e sair com elas fechando a porta. Depois volto para pegar as outras coisas nossas.
— Oi vizinha, bate aí é não tinha ninguém. Uma loira sorridente me faz parar.
— Desculpe, eu estava no quarto e não devo ter escutado.
— Sem problemas. Meu nome é Julie, mas pode me chamar de Julie, e o seu?
— Camila. Desculpe, mas eu tenho que ir. Digo não dando brecha para ela saber de nada meu.
— Eu só queria uma xícara de açúcar, você não tem? Me viro novamente para ela, e suspiro.
— Tenho sim. Volto até a porta e abro a mesma.
— Eu mudei para cá ontem, e meu irmão e eu não conhecemos o lugar. Você acredita que ele me deixou para fazer compras, sendo que eu nem sei onde fica nada aqui? Ela parece um pássaro falante.
— Imagino. Pego a açúcar e coloco em uma vasilha minha mesmo.
— O meu irmão tentou te pedi ontem, mas parecia que você não estava em casa. Olho para ela.
— O seu irmão? Indaguei querendo saber se era o homem que estava na porta ontem.
— Sim. Ele bateu campainha várias vezes ontem e nada. Assinto em alívio. Pelo menos não me encontraram. Mas que bom que você estava hoje. Café lá em casa é sagrado. Ela sorrir.
— Está aqui. Dou para ela o pote.
— Muito obrigada. Depois você poderia me dizer onde fica o supermercado por aqui.
— Não tem nenhum perto, fica mais no centro, perto do hospital e do banco.
— Que maravilha. Ela diz em desgosto. Meu irmão saiu com o carro. Droga.
— Eu lamento, mas agora eu tenho que ir.
— Há claro, me perdoa por tomar seu tempo.
— Não tem problema. Digo e saímos do meu apto. Eu fiquei mais tranquila por saber que não era um dos mandados dos tios de Maddie.
— Até mais vizinha. Sorrir para benefício dela. Sai com as duas malas. Deixaria dentro do carro, quando voltasse do hospital eu pegaria de volta.
No hospital parece que todos resolveram se acidentar, e não falo dos adultos, mas sim das crianças. Tinham muitas crianças, e eu acredito que chegou a época delas ficarem gripadas, pois não tem lógica esse tanto de crianças.
Vou atendendo com muito cuidado cada uma com a orientação de George Lucca, ele é o chefe da pediatria do hospital. Estava me passando muitas coisas, mesmo não sendo o hospital dos meus sonhos, eu estava gostando de trabalhar ali.
— Você tem uma dedicação enorme com as crianças. Isso é muito bom.
— Eu amo crianças. São os seres mais humanos e mais simples que existem. Digo sorrindo.
— Mostra que você será uma boa mãe. Sorrio, mesmo não sendo mãe verdadeira de Maddie, eu me sinto mãe dela.
— Obrigada! Agradeço sorrindo.
— Mas vamos trabalhar mais um pouco. Esse hospital está uma loucura hoje. Ele fala sorrindo.
Voltamos para a loucura do hospital. Atende crianças com vários problemas. Desde uma simples gripe, até uma fratura na cabeça. Eu saia do hospital todos os dias as três da tarde, mas hoje teria que sair as cinco e teria que correr para pegar minha menina.
Assim que são quatro da tarde George me chamou para conversar em sua sala. Já sabia que era pelo meu atraso hoje. Entrei na sala e fui me sentando.
— Imagino que o Dr me chamou aqui para questionar o meu atraso. Digo já querendo adiantar essa conversa.
— Não Camila. Eu queria saber dos seus planos. Você está aqui a quase dois meses com a gente, então que queria saber o que você pretende. Sua especialização termina em seis meses, quero saber se você vai querer ficar no hospital.
— Eu não sei te dizer, Dr George.
— Me chame de George. E porque você não sabe?
— É complicado te explicar. Mas enquanto eu estiver nessa cidade eu estarei aqui. Eu não sei o que será da minha vida amanhã, então prefiro ficar sem fazer planos. Tenho uma vida muito incerta.
— Você pretende se mudar? Ele faz uma cara de preocupado.
— Neste momento não. Mas eu não tenho uma vida certa, não faço muitos planos. Prefiro deixar as coisas acontecerem.
— Você tem tudo para fazer parte da minha equipe, Camila. Não queria que você fosse para outro hospital. Por isso que estou te perguntando. Já mandei seu nome para a direção. Quero que você seja contratada nossa.
— Fico feliz por isso, George. Obrigada pela consideração. Agradeço feliz, mas o mesmo tempo triste, porque eu não sei o que será de mim amanhã nesta cidade.
— De nada. Espero que você fique com a gente. Precisamos de pessoas como você.
— Obrigado! Me levanto. Já terminamos? Olho para meu relógio vendo que são cinco para cinco da tarde.
— Sim. Já está na hora de você ir embora também. Eu só tenho mais uma coisa para dizer. Você sendo efetivada, seu horário deverá ser de doze horas, e não só mais a metade do dia. Eu sabia que ao escolher essa profissão, eu teria que me dedicar a ela. Não sendo somente doze horas de trabalho, como ele poderia se estender a vinte e quatro, até quarenta e oito horas de intermináveis plantões. Porém eu nunca imaginei que estaria vivendo da forma que estou vivendo.
— Dr George, eu não posso trabalhar doze horas por dia, ou até mais. Respiro fundo e me sento de novo. Ele me olha esperando eu concluir. Eu tenho uma filha. Ele me olhou parecendo não acreditar. Ela tem três anos, e eu não posso deixá-la sozinha.
— Com quem ela fica nas horas que você está aqui?
— Na escola. Eu pego a mesma agora.
— E depois não tem ninguém para ficar com ela? Eu não posso confiar a vida de Maddie nas mãos de ninguém, não enquanto seus tios tiverem querendo ela morta.
— Não. Eu não conheço ninguém aqui, e eu não confio a vida dela a ninguém. Por isso, eu mesmo quero cuidar dela, levá-la para a escola e buscá-la. Não quero nenhum estranho cuidando dela.
— Posso indicar uma babá para ficar com ela. Não sei se isso é uma boa ideia.
— Olha vamos deixar isso de lado. Vamos conversar em outro momento. Agora eu preciso ir buscá-la.
— Tudo bem. Eu só quero te ajudar.
— Obrigado! Digo saindo e correndo para dar fim ao meu trabalho. Sair do sistema do hospital e já fui embora. Peguei meu carro e corri para a escolinha dela. A mesma já devia estar me esperando.
Nesse tempo todo que estamos aqui, nunca me atrasei para buscá-la, e hoje não teve jeito. Chego na escola já descendo do carro e correndo para dentro da escolinha. Vou para a sala de Maddie e vejo ela sentada triste olhando para sua mesa.
— Oi, amor. Digo e ela me olha sorrindo e vindo correndo para mim.
— Você demolou. Eu achei que você não ia mais ficar comigo. Iria me abandonar igual a mamãe Lanna e o Papai. Meus olhos enchem de lágrimas.
— Nunca faria isso, minha princesa. Eu só agarrei no trabalho hoje. Pego ela no colo. Obrigada por ter ficado com ela, e me desculpe o atraso. Digo para a professora que está sorrindo para mim.
— De nada e não se preocupe. Ela é um amor de menina.
— É mesmo. Confirmo. Dar tchau para a professora, meu amor. Maddie dar tchau sorrindo e assim nós vamos embora.
— Mamãe. Ela me chama e eu olho para ela sorrindo.
— Fala, meu amor.
— Eu posso ter uma boneca?
— Claro que pode meu amor. Vamos no shopping para comprar e ainda comemos por lá, pode ser?
— Eba. Ela grita e eu coloco ela em sua caderinha no carro. Entro e eu preciso conversar com ela sobre seus pais. Ela pensa que eles a abandonaram.
— Maddie. Vejo pelo retrovisor ela me olha. Papai e Mamãe Lanna não te abandonou. Digo começando a dirigir. Eles não quiserem virar estrela.
— Então, porque me deixaram? Ela questiona triste.
— Lembra que a titia..
— Não, você é a mamãe Tamila. Sorri amplamente com que ela fala.
— Tudo bem. Lembra que a mamãe Camila disse que o papai do céu precisava da mamãe e do papai lá no céu para virarem estrela? Ela afirma com sua cabecinha. Então, foi papai do céu que quis levá-los para junto dele, e agora eles são umas estrelas que compõem o céu.
— Mas eu não quelia que eles vilassem Estlela. Eu quelia eles aqui, junto com mamãe Camila e eu.
— Eu sei minha menina, mas tem coisas que não podemos fazer. Mas papai e mamãe Lanna vão estar sempre com a gente meu amor.
— Eu sei. Mas Maddie quelia eles aqui, vivendo essa aventula com a gente. Eu também queria. Limpo uma lágrima solitária que caiu dos meus olhos. A minha boneca vai chamar Lanna.
— Que bonito minha linda. Você dará o nome da mamãe Lanna a sua boneca e assim a mamãe Lanna vão ficar mais perto de você.
— Posso complar um boneco também? Assim eu vou ter o papai também comigo.
— Tudo bem. Vamos comprar um boneco também.
— Eu te amo, mamãe Camila.
— Eu também, minha filha.
No shopping Maddie não quis somente os dois bonecos. Queria ir nos brinquedos. Fiz a vontade dela. Fizemos muitas coisas juntas. Ela amou, só paramos para comer e depois voltamos para piscina de bolinha, escorregador, dentre outros brinquedos que deixei ela ficar sozinha com algumas crianças. Ela estava feliz, sorrindo. E era assim que eu queria vê-la sempre.
Mais tarde, fomos para casa. Entrei na garagem. Estacionei na minha vaga. E tirei Maddie primeiro. Depois desceria para tirar as malas. Maddie estava desmontada. Eu teria que dar banho nela dormindo.
Subir com ela no meu colo e fui para o elevador. Não demorou e eu estava no meu andar. Assim que estava na minha porta abrindo a mesma escutei uma voz me dando boa noite!
— Boa noite! Olho para o homem bem vestido em minha frente. Ele está sorrindo para mim.
— Boa noite! Digo abrindo a porta e entrando sem dar muita importância a ele. É difícil quando você não pode confiar em ninguém.
E acredito que fique mais temerosa depois de ter me envolvido com Andrew Martinez, um dos tios de Maddie. Ele mentiu para mim. Me fez de i****a. Achei mesmo que ele queria cuidar da sobrinha igual eu. Achei que ele fosse diferente dos seus irmãos, porém não foi. Ele me usou. Drogou Maddie para a mesma morrer. Queria acabar com a minha vida também. E eu lá toda toda para o lado dele. Acreditando em sua palavras de amor falso, acreditando que poderíamos sim ter um futuro e criar juntos Maddie, mas tudo que ele queria era acabar comigo e a sobrinha e pegar o dinheiro que por direito é de Maddie. Portanto não me vejo me relacionando com ninguém. Prefiro criar Maddie sozinha, prefiro que seja somente nós duas para o bem dela.