?William Pharrell:
Já está tudo quase pronta para a minha ida até Manhattam. Meu carro já está lá, no devido lugar, minha passagem está comprada, e já fiz nossas reservas. Tenho três dias em Nova Iorque, antes da corrida. Estou meio que de folga, tenho que aproveitar.
Hoje nós vamos jogar basquete na quadra do condomínio. Chamei uma galera daqui, e também alguns conhecidos de fora. Além das corridas, meu outro amor é o basquete. Eu costumava jogar na escola, em campeonatos regionais e dois estaduais. Era só um robe, e o prazer de mostrar para as outras escolas que éramos os melhores.
Enquanto caminho até a quadra, vejo uma mulher ruiva, muito bonita por sinal. Ao lado dela, nada mais nada menos, que o tio da gatinha estressadinha. Eles dois formam até um casal bonito. Paro de olhar, e sigo até entrar na quadra.
—Chegou quem estava faltando.—Trevor,um antigo colega ,me cumprimenta quando eu chego.—A gente já ia iniciar a partida sem você jogador.
—Me atrasei um pouco.
Retiro a minha camisa, e coloco num canto, junto com meu celular e a chave do apartamento. Iniciamos a partida, e pra variar, eu, Scott, Vagner e Trevor fazíamos parte da mesma equipe. A gente destruía nos campeonatos, não sobrava espaço pra ninguém.
—Tá enferrujado em Michel.—Vagner provoca. Michel em resposta, manda o dedo do meio.—O ratinho de academia, foi expulso?
—Vai se foder.—Ele xinga. Michel é filho de imigrantes colombianos. Nascido aqui, um cidadão Norte americano. Com mais de 1, 94 de altura, a pele é morena e os cabelos grandes e enrolados. Olhos amendoados e músculos capazes de colocar medo em qualquer um. Ele fazia sucesso na época do colegial.—Se concentra no jogo.
As provocações continuam durante quase toda a partida. Os pontos foram bem concorridos, nenhuma bola era perdida. Acababou que nós vencemos ,por 12 pontos de diferença.
—Foi um bom jogo galera.—Digo, respirando ofegante. Meu corpo está coberto pelo suor. Alguns fios do meu cabelo estão grudados na minha testa.
—Aí Trevor, quando será a próxima festa na piscina?—Vagner pergunta, limpando o suor do corpo com uma toalha. O miserável parece que veio até preparado.—Ver umas gatinhas de biquíni. Era tudo que eu precisava.
—Não sei.—Trevor responde.—Mas qualquer hora que vocês quiserem ir lá , é só me avisar. Podemos organizar uma festa em minutos.
—Depois da corrida Will, a gente marca uma festança. Você comemora com um monte de gatinha gostosa.—Michel passa uma mão na outra.—As festas do Tevor são as melhores, desde a escola.
—Obrigada pessoal.—Se gaba, fazendo uma reverência em agradecimento.—Muito obrigada pelo carinho de todos pessoal.
A ideia de uma festa na piscina me deixa animado.
É sempre bom ver belas mulheres desfilando na sua frente, exibindo os corpos lindos e sensuais, em pedaços de pano que m*l cobrem nada. Me animaria ainda mais, se uma certa gatinha de franja estivesse lá.
Abigail deve ficar uma gostosa de biquíni.
Não quero nem imaginar, pra não ficar com uma ereção no meio de tanto homem.
—Tô indo nessa, tomar um banho e desancar um pouco.—Aperto a mão de cada um, já segurando os pertences que eu trouxe.—Qualquer coisa me avisem.
—Vamos estar torcendo por você cara.—Trevor fala.
—Obrigada.
Somos todos amigos a muito tempo.
Me lembro que quando estava no segundo ano do ensino médio, organizamos uma mega festa durante quase um mês. Juntarmos a grana que era necessária, convidamos mais de 100 pessoas, e escolhemos o local. Foi num clube com parque aquático. Fechamos o lugar e curtimos por quase 20 horas seguidas. Foi a primeira e última vez que eu bebi até esquecer meu próprio nome.
Foi um grande dia.
Quando acordamos, havia várias pessoas dormindo pelo local. Várias garotas quase nuas, latas e garrafas de cerveja pra todo canto. Foi uma força tarefa que fizemos, para conseguir limpar toda aquela sujeira e poder entregar as chaves do lugar.

Já estamos em Manhattam.
No lugar da corrida. Observo meu carro, checando, se não houve alguma alteração durante a vinda. Uso o típico macacão, com as logos dos patrocinadores.
—Está tudo pronto para o início da corrida.—Scott fala pra mim.—A vitória já está garantida cara, você é melhor que todos esses amadores junto.
—Vai lá e mostra o que você sabe fazer de melhor.—Vagner me dá um tapinha no rosto.—Estaremos te auxiliando pelo ponto.
—Valeu.—Dou um soquinho em cada um.
Colocando o capacete e levando o volante que mais parece um controle até o carro, aceno para a torcida que grita de euforia. Há crianças, mulheres, homens, idosos, está tudo bem misturado. Procuro Tiny com os olhos e a encontro. Aceno pra ela que grita e acena de volta.
—Sejam todos bem vindos a mais uma espetacular corrida!—Um cara grita, fazendo sua voz ecoar por toda a pista. A torcida inteira vibra.—Preparem o coração senhoras e senhores. A corrida já vai começar.
Como algo de filme, uma mulher usando uma mine saia, surge na frente dos carros. Ela carrega uma bandeira quadriculada. Sorri para nós, e se posiciona.
Ligo meu carro e dou uma experimentada no motor. Ele ronca e eu sorrio, sentindo a adrenalina no meu corpo. Não há dúvidas que eu amo correr. Observar a maneira que a velocidade aumenta quanto mais eu piso no acelerador. A vontade de ganhar, de ser o melhor em todas as corridas que eu for. É isso que me move. Eu nasci para as corridas, para a pista.
A mulher balança a bandeira e dá a largada. Acelero meu carro, já tomando a liderança. A troca de marcha deve ser feita rapidamente, num momento de segurança. Não posso perder um segundo, no final ele faz toda a diferença. Mantenho meu ritmo , não deixando que o segundo colocado ponha em risco a minha vitória.
Eu preciso ganhar.
Tenho em mente algo que eu vou fazer com um pouco desse dinheiro. Acabo sorrindo só em imaginar.
—Isso aí Will, mantenha o ritmo e vamos ganhar.— Scott diz, através do ponto que usamos no ouvido para comunicação.
—Distância do segundo colocado. —Peço.
—A velocidade dele está caindo, o terceiro colocado está a menos de cinquenta metros.— Vagner fala. —Você está com 350 metros de vantagem do segundo colocado.
Diminuo a velocidade quando chega uma curva fechada. Elas sempre são perigosas, ocasionando muitas vezes num acidente, que pode chegar a ser fatal. Quando passo por ela, volto a aumentar a velocidade e trocar de marcha. O motor do meu carro ronca, é uma máquina.
A corrida no total, são de pouco mais de 7 quilômetros. A pista é em formato de círculo, com curvas, retas e pontos para ultrapassagens. Geralmente, elas duram cerca de 5 a 8 minutos, dependendo do nível da competição.
Sempre que eu vou correr, aproveito o início da prova para conseguir uma boa vantagem. Gosto de deixar o adversário, ao menos metade de uma volta atrás de mim. Isso me dá segurança, se eu cometer algum erro, não me afetaria muito.
—Restam dois quilômetros.
Com mais três minutos, eu sorrio largo, levantando uma das mãos, quando cruzo a linha quadriculada, vencendo a disputa. Vou diminuindo a velocidade, até que eu paro próximo aos rapazes.
—Aê p***a, eu sabia que você iria ganhar fácil.—Scott me abraça, me erguendo um pouco do chão.
—Parabéns cara.—Vagner também me abraça.
—William Pharrell é o nome da estrela.—O locutor grita, fazendo a torcida ir a loucura. Algumas garotas conseguem passar pela segurança e correm até onde nós estamos. Elas tentam me agarrar, mas rapidamente estou cercado pela segurança do lugar.
—William gostoso.—Uma delas grita e joga o que parece ser uma calcinha na minha direção.
Isso acontece com muita frequência .
Os 'prenstes' que eu mais recebo são esses. Calcinhas ,sutiãs, ursos de pelúcia, flores, camisas, eu recebo de tudo. Na minha casa, eu tenho uma prateleira onde eu guardo um monte desses presentes.
—Parabéns Will!—Tiny me parabeniza, pulando no meu colo e quase beijando a minha boca. Eu viro o rosto a tempo, e a solto, ela parece ter ficado um pouco constrangida.
—Obrigado Tiny.
Aceno para as garotas, e saio da pista.
Meu carro vai ser rebocado, e em breve estará em Nova Iorque.
—Festa hoje a noite?—Scott sugere.—Estou muito afim de t*****r até o talo.
—Estou dentro.—Digo, abaixando as alças do macacão. Eles são quentes, devido ao tecido utilizado que nos protege de um possível incêndio após alguma colisão.—Quero beber.
—Eu também vou.—Tiny se autoconvida. Vagner iria falar alguma coisa, mas ela o corta.—Mais um troféu pra sua coleção Will.
Antes de ir embora, temos que participar da cerimônia para receber o prêmio. Subo no palanque, cumprimento os organizadores e recebo o troféu. Os outros dois colados também sobem em suas respectivas posições. Ergo o troféu e a torcida vibra e grita o meu nome. Aceno pra eles e depois olho para o céu.
—Obrigado meu Deus.
Faço uma pose para a câmera, exibindo minha mais nova conquista.
Agora eu só quero curtir um pouco, depois dormir e voltar pra casa.