April As correntes apertavam meus pulsos e tornozelos, e o cheiro do lugar já me dava náusea antes mesmo de abrirem a porta do galpão. Era úmido, escuro, e o som dos passos ecoava como um estrondo. Dois dos seguranças me arrastavam sem muita paciência, e mesmo que eu não demonstrasse, meu coração batia descompassado. Me jogaram em uma cadeira no meio do galpão, e um deles amarrou meus braços com tanta força que praguejei em voz alta. — Vai se arrepender disso! — rosnei. — Eu juro por tudo que ainda vou fazer vocês pagarem. O mais velho, de feições duras, apenas cruzou os braços. — Acho que quem vai pagar é você, princesinha. Quer saber o que aconteceu com seu parceiro? Meu peito travou. Eu não disse nada, mas meus olhos buscaram qualquer sinal de resposta. — Meu pai vai acabar com v

