capítulo 89

948 Words

Matteo Fechei a porta do quarto devagar, como se o menor ruído pudesse acordar Hanna ou o bebê. Eles estavam seguros agora nos braços da minha mãe e da Dona Ângela. Mas eu ainda não podia baixar a guarda, porque a desgraçada que vem tentando arruinar nossas vidas ainda estava viva. Segui pelo corredor do hospital como um vulto. Ninguém ousou me parar. Ouvi passos atrás de mim e, quando me virei, percebi que eram meus seguranças. Do lado de fora, meu pai já me esperava com o carro ligado. Não trocamos palavras. As palavras já não adiantavam. Ele sabia. Eu sabia. Era o fim de uma linha. O silêncio no carro era denso. Só se ouvia o motor e minha respiração, pesada. Ela mexeu com tudo o que eu tenho de mais sagrado. E agora era minha vez. Chegamos ao galpão. O mesmo onde tantos acordos fo

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD