capítulo 64

1220 Words

Bruno A caixa estava em cima da mesa há quase uma hora, mas eu ainda não tinha criado coragem pra abrir direito. Os objetos lá dentro... eram da Gisele. Um bracelete, uma camisa velha que ela usava pra dormir, uma foto nossa amassada no fundo. Nenhum bilhete. Nenhuma explicação. Só aquilo. Como se fosse um lembrete mudo de que o passado não tinha sido enterrado tão fundo assim. Peguei o celular e disquei direto para Jonas, um dos meus homens de confiança. — Quero que você puxe as filmagens das últimas 72 horas daquela rua. Tudo. Entrada do prédio, câmeras do metrô, comércio, o que for. — Minha voz estava seca, tensa. — Vê se tem alguma chance... alguma maldita chance dela ter saído viva dali. Jonas confirmou e desligou, mas a sensação de sufocamento não passou. Pelo contrário. O mundo

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