Matteo Agora que Hanna está em casa, estou me sentindo muito aliviado. Tenho certeza que logo a visão dela vai estar 100%, e ela não vai mais ser aquela garota ingênua que não conseguia se defender sozinha. O beijo dela tinha gosto de volta pra casa. Cada toque, cada movimento suave dos lábios de Hanna contra os meus, parecia apagar os dias de agonia, medo e silêncio. Tê-la de novo em meus braços era como respirar depois de muito tempo preso debaixo d’água. E eu não queria mais soltar. A pele dela estava quente sob meus dedos, mesmo com a fragilidade que ainda habitava seu corpo. Era como tocar algo precioso, raro. Como se cada centímetro de sua pele dissesse: "eu sobrevivi." E eu me sentia honrado por ser o escolhido pra redescobri-la, pra ajudá-la a se reconectar com a própria vida.

