Capítulo Único - O que fazer?
Gamora dirigia-se para a nave com cara de poucos amigos, atrás dela vinha Quill, que já estava cansado de implorar para a namorada, porém, ele só desistiria quando a mulher cedesse.
— Vá lá, Gamora! — Pediu mais uma vez.
— Pela última vez, não! — Continuou a caminhada.
Desde a derrota do Ego que Quill ficou curioso em conhecer Thanos pessoalmente, Gamora sabia que não era necessário, mas o namorado insistia.
— Não é difícil. — Ela parou de andar e o encarou, fazendo-o parar no mesmo instante.
— Tens razão, não é difícil, é impossível! — Retificou, mas não, suas palavras não serviram de nada!
— Não digas bobagens, seu pai não deve ser assim tão mau. — Falou descontraído, tudo que o moreno sabia de Thanos era o básico.
Ele tinha o título de Titã Louco e possuía seis filhos que tinha como prova do seu domínio. Gamora era uma delas, mas, se ela era tão fantástica, embora um pouquinho m*l-humorada, então talvez Thanos não fosse assim tão mau.
— Não, Thanos não é mau, Thanos é péssimo! — Sorriu pela falta de conhecimento dele.
— Oh por favor! — Deixou um sorriso convencido escapar de seus lábios. — Meu pai se tornou tão ambicioso que começou a absorver a vida de tripulantes de naves espaciais e até mesmo de outros planetas apenas para se manter vivo! — Lembrou. — O que pode ser pior do que isso?
— O meu pai, ele também é ambicioso e é capaz de m***r qualquer um se for preciso... — Recordou, dessa vez tristemente.
E ao ver a expressão triste da mulher, Quill decidiu brincar um pouco com o assunto para que assim, Gamora sorrisse um pouco, e para que a mesma enxergasse que seu pai não era tão h******l, uma prova de que Quill de facto não conhecia Thanos, mas também era uma prova da preocupação que o Starlord tinha por sua amada.
— Mas seu pai nunca derrotou Galactus, o devorador de planetas! — Ela observou bem a expressão no rosto de Peter e logo percebeu que ele não estava falando cem por cento sério, por isso decidiu trazê-lo de volta à vida.
— Não, ele não só o derrotou como também o fez de servo! — Mesmo sabendo que era difícil tentou, e como o esperado não teve sucesso.
— Oh, por favor! "Meu pai transformou Galactus em um servo". — Tentou imitar a voz da mulher. — Meu pai é um Celestial! — Continuou.
— E o meu é um Titã com os poderes das joias do infinito que já resistiu a ataques de Odin e da sua amada Morte! — Agora sim, Peter parecia um pouco menos confiante e um pouco mais assente no chão. — Assim que você o encontrar a probabilidade de sobreviveres é de cinco por cento. — Concluiu, e após segundos pensando, ele voltou a falar.
— Ao menos eu teria cinco por cento... — Falou aparentemente desanimado.
— Foi mal...
Ela não falava aquilo por m*l, muito pelo contrário, Gamora sabia que para segurança do namorado, o melhor que ele tinha a fazer era ficar longe do Titã Louco.
— Sabe, cheguei a uma conclusão. — Pronunciou sério.
— Acho que pensei na mesma coisa... — Cruzou os braços e ficou do lado dele.
— Entre o seu pai e o meu... — Peter começou.
— ... Estamos ferrados! — Gamora completou.
E após um olhar cúmplice os dois caíram na gargalhada ao contemplarem as suas duras realidades.
— É... Então... Contamos para a Nebula primeiro? — Perguntou ainda rindo, provavelmente apenas eles entenderam a piada.
— Sim, será mais fácil após arrancarmos um braço dela... — Brincou.
— Então do que estamos à espera? Bora? — E rindo, Gamora estendeu a mão para o amado e repetiu aquela gíria.
— Bora!