Episódio 3

1308 Words
ETHAN  — A negociação foi um sucesso total. Disse Isa, sorrindo. — Parece que sim. Eu respondi quando entramos no meu luxuoso escritório. I— Isso merece uma comemoração, não acha? Isa disse, enquanto eu pendurava o meu casaco no cabideiro. — Estou muito cansado, Isa. Não sinto vontade de ir a nenhum outro lugar além de casa. Eu respondi secamente. — Isso me parece perfeito, é bem na sua casa, mais especificamente na sua cama, onde eu sinto vontade de comemorar. Disse ela sem vergonha. — Você não sente vontade? Ela acrescentou, enquanto se aproximava de mim de forma se*nsual e começava a tirar a blusa, revelando o seu corpo. — Embora, pensando bem, poderíamos começar a comemoração aqui e agora mesmo. Ela acrescentou, desabotoando a saia, de modo que ela caísse no chão, deixando-a seminua e de salto alto diante dos meus olhos. Eu a olhava completamente surpreso e, ao mesmo tempo, ansioso. — Alguém pode entrar. Eu disse, olhando para o espetáculo de mulher que estava bem na minha frente. — E daí? Ela respondeu, molhando os lábios com a língua, provocativamente. Eu apenas sorri e comecei a tirar a gravata e a camisa, sob o olhar atento da mulher, que parecia uma fera faminta, prestes a pular sobre a sua presa e devorá-la. Assim como ela queria, ela conseguiu que eu fizesse dela minha, naquele lugar. Eu nem me importei que os seus suspiros de prazer pudessem ser ouvidos lá fora. Enquanto eu estava possuindo a mulher que estava aqui no meu escritório se oferecendo para mim, tudo que eu conseguia pensar, é que ela era apenas uma válvula de escape para a minha frustração. — Vista-se. Eu disse depois de terminar. Ela pegou as suas roupas e caminhou furiosamente até o banheiro privativo que eu tinha no meu escritório. — Droga! Eu disse, irritado e frustrado. Aconteceu de novo, mais uma vez eu cometi o erro de mencionar Marian, enquanto o meu corpo explodia de prazer. Eu me sentia um idi*ota. Não planejei isso, claro que não, mas aconteceu e não foi a primeira vez. Eu arrumei as minhas roupas, peguei o meu casaco e sai do escritório, antes que Isa saísse do banheiro. Eu não queria ouvir as suas reprovações novamente. Eu sabia que elas eram justificadas, mas preferi evitá-la. Eu desci para o estacionamento e entrei no meu carro, em seguida, deixei o local em alta velocidade. O meu corpo respondeu a Isa e foi a coisa certa a se fazer, já que ela era bonita e se*xy. Mas, aparentemente na minha cabeça, havia outro nome gravado em fogo. MARIAN Eu estava feliz, as coisas pareciam estar indo do jeito que eu queria. Olivia não só conseguiu um emprego como também estava começando o seu próprio negócio em casa, fazendo sobremesas e vendendo-as para os vizinhos. Eu estava feliz, mas ainda me sentia fraca e cansada. — Vou ao médico hoje. Eu disse assim que acordei. — É meu dia de folga, então vou aproveitar ao máximo. — Perfeito, vou com você. Respondeu Olivia, enquanto pegava a sua bolsa. — Não é necessário, posso ir sozinha. Eu respondi. — Claro que não, eu vou com você e pronto. Ela respondeu deixando claro que nada faria ela desistir. Eu apenas sorri, era melhor não discutir, já sabendo como Olivia era teimosa. Fomos até a clínica, onde eu já tinha marcado uma consulta. Era um lugar simples, mas todas as especialidades estavam lá e havia até um laboratório. — Bom dia, senhorita, estou aqui para minha consulta com a Dr. Diana. Eu anunciei chegando perto do balcão. — Por favor, sente-se. Respondeu a garota em tom amigável. Depois de alguns minutos, fomos conduzidas ao consultório, onde a médica nos esperava. — Bem-vindas, senhoras, como posso ajudá-las? Perguntou a mulher, com um sorriso gentil nos lábios. — Nada para mim, doutora, mas preciso que a senhora faça um teste de gravidez nessa menina. Disse Olivia. Eu olhei para ela, como se tivesse crescido outra cabeça nela. Mas de repente eu pensei em todos aqueles sintomas e senti um frio na barriga, o que me deixou extremamente nervosa. — Eu não… Eu não consegui terminar a frase. Tentei me lembrar de quando foi a minha última menstruação e fiquei surpresa por não lembrar, não porque tivesse memória ru*im, mas porque muito tempo havia se passado desde então. — Talvez seja uma boa ideia fazer esse teste. Eu disse num tom baixo, mas que Olivia e a médica ouviram perfeitamente. — Vamos ver, me conte os seus sintomas. Disse a médica. — Tonturas, alguns enjoos pela manhã e, bem, a ausência de menstruação. Eu disse, triste por saber que havia ignorado isso. — Quando foi a última vez que você fez se*xo desprotegido? Perguntou a médica. — Apenas duas semanas antes do meu divórcio. Eu respondi, completamente anestesiada. A minha mente viajou até aquele momento, onde tudo parecia perfeito, definitivamente não era nada mais que a calmaria que precedeu uma grande tempestade. — Sinto muito... Disse a médica, triste com a imprudência da pergunta. — Não se preocupe, você não tinha como saber. Eu respondi, escondendo a lágrima que estava tentando rolar pela minha bochecha. A médica começou a escrever num documento, que então me entregou. — Vá ao laboratório e faça um teste de gravidez. Os sintomas que você tem podem ser devido a outra coisa, mas como eles coincidem com amenorreia, é melhor descartar a primeira hipótese. Eu apenas assenti, eu não conseguia nem articular uma palavra. A possibilidade de estar grávida se tornava mais real a cada segundo. Eu caminhei silenciosamente com Olivia por aquele corredor estreito. Eu tinha uma mistura de emoções inundando o meu peito. Por um lado, eu ficava feliz só de pensar que poderia me tornar mãe. Mas, por outro lado, eu estava com medo da responsabilidade que isso traria. Haveria uma pequena pessoa que dependeria totalmente de mim e isso era lindo e assustador ao mesmo tempo. — Por que você não me disse nada? Eu perguntei a Olivia enquanto caminhávamos — Eu não queria sobrecarregá-la e fazê-la pensar sobre isso, enquanto você não tinha a oportunidade de consultar um médico. Respondeu à mulher. — Obrigado por estar aqui! Eu disse, agarrando-me firmemente ao braço dela. — Eu sempre estarei aqui, minha menina. Respondeu Olivia. Ela nunca conseguiu ter filhos, foi justamente por isso que o seu marido a abandonou, por isso ela viu em Marian, a filha que a vida não lhe permitiu ter. Chegamos ao laboratório e eu entreguei o pedido do teste para a enfermeira. Ela me levou para um recinto onde coletaram uma amostra de sangue. — Em cerca de uma hora, o resultado estará pronto. Você pode esperar na sala, eu te procuro lá. Disse a enfermeira. Eu saí do assento e me sentei ao lado de Olivia, que pegou a minha mão. — Em mais ou menos uma hora, saberemos o resultado. Eu disse nervosamente. — Vai ser uma longa hora. Respondeu Olivia. Tentamos nos distrair falando sobre alguns assuntos e brincando sobre outros. Quando percebemos, a mesma enfermeira estava parada na nossa frente, com um envelope nas mãos. — Aqui está o seu resultado, senhora. Disse a mulher, vestida de branco. Com as mãos trêmulas, eu peguei e olhei por alguns minutos, sem ousar abri-lo. — Não consigo fazer isso, não consigo abrir. Eu disse, colocando o envelope no colo de Olivia. Ela, com atitude determinada, pegou o envelope e o abriu rapidamente. Um silêncio precedeu essa ação, então eu deduzi a resposta. Eu coloquei as duas mãos na barriga e chorei, mas não de tristeza, não de dor, mas de alegria. Havia um bebê dentro de mim que estava se formando no meu ventre e não importava em que situação eu estivesse agora, isso me fazia sentir extrema felicidade. ‍
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