A conquista

1956 Words
Rachel Acordo meio cambaleando pelo quarto, antes que Adrian acorde. Não  tenho muito lance de amor pós  s**o. E na verdade que s**o! Adrian é o tipo de homem que sabe o que faz, que deixa se levar pelo momento. E eu gosto disso, pessoas que sabem o que quer. Enquanto coloco meu  sutiã  observo aquele homem nu estendido naquela cama. Vários orgasmos, gemidos  e sem falar o modo como ele me olhava. Já  são  cinco horas da manhã, não  posso atrasar. Pego meu salto, visto meu vestido e sumo daquele  quarto. Não  é certo sair e deixar sua f**a para trás, poderia ficar e ter um ótimo bom dia, se é que me entende. Mas não! Nada muito clichê, quero s**o e isso é o que eu vou ter. Pego um táxi  rapidamente e logo vou para meu apartamento. Daqui a pouco já  tenho que estar na empresa para a coroação. O que falarão  de uma mulher na presidência? O que irão  pensar sobre isso tudo? Até  por que não  é qualquer um que coloca uma fortuna tão comprida em sua conta bancária  por carinha bonita. Se fosse por isso eu já  deveria estar rica a mais de anos. Mas olhando para um lado, eu não vou me importar com o que os outros irão pensar, sou dona da empresa  e da minha vida. Ponto final. Pago o motorista e corro para dentro  do meu apartamento. Tenho que começar  a arrumar as coisas que tenho que levar, no caso minhas roupas.  Pretendo me mudar  para  a casa ainda hoje. A casa esta calada, não  tem ninguém.  Graças  a Deus. Olho pela porta do quarto de Mel e vejo ela deitada toda bagunçada na cama. Entro em seu quarto, pego uma coberta a cubro. Ela é um amor de pessoa, apesar de doidinha. Olho  para a cômoda  de seu quarto e vejo um menino com ela. É uma criança  de uns três anos mais ou menos. É muito parecido com ela, poderia julgar  ser o filho dela. Seria o filho dela? Mas eu não  sabia disso. Vou até o banheiro abrindo o chuveiro, enquanto retiro minha roupa vejo o quão  sensível  me sinto. Adrian é um dos melhores que  pude ter em minha  cama. Deixo meu vestido pendurado junto com o sutiã  e entro no banho. A água  cai como uma luva em mim, me tirando do cansaço.  Me tirando de todo aquele pós-coito. Minha v****a esta dolorida. Qual seria o paradeiro  de Levinsk? Ele talvez deixou essa boba história  de lado, de vir me procurar? Talvez. Enquanto término  meu banho aliso minha barriga. Estou de quase quatro meses, e uma barriga já  pode ser vista. Pequena, mas tem! Antes que eu possa notar, uma lágrima caí  de meus olhos, é uma lágrima  não  de dor, de felicidade. Já  amo esse ser pequenino que cresce aqui dentro, eu amo a maneira como me sinto. Sei que poderia estar melhor, mas eu estou bem, muito bem! Desligo o chuveiro, visto o meu roupão. Escovo meus dentes e sorrio ao constatar o rumo que minha vida tomou.  Já  são seis e meia e mais do que na hora de me preparar. Tenho que chegar até  as oito horas na empresa. Fazer bonito! Escolho um vestido bege tubinho, que bate até  o joelho, com um corte até  a coxa. Nada muito sexy, mas sim sensual. Meus cabelos estão bem melhores, apesar de molhados. Escolhi um salto alto nude muito bonito também.  Enquanto arrumo meu cabelo percebo que uma mensagem chegou no meu celular. Rachel me responda. O que você está fazendo comigo? Não tenho cabeça para fazer nada mais. Conversa comigo. Ps:  Dominic Levinsk O que ele queria comigo? O que eu poderia fazer? Nada. Excluo a mensagem e suspiro. Antes que eu envie uma resposta e quebre minha promessa, me levanto. Sigo até  a cozinha, e sem muita vontade preparo um sanduíche para mim. __ Ai que saco acordar. – Mel surge na porta com os cabelos em pé. __ Esta atrasada. – brinco.  __ Bom dia. – Digo enquanto mordo meu pão  deliciosamente bem feito. __ De bom o dia não  tem nada. Mas mesmo assim, bom dia. – Rabugenta segue até  o banheiro com uma toalha pendurada no ombro. Enquanto olho algumas fotos em meu celular uma me chama atenção.  É uma foto de Levinsk comigo na casa de praia. Ele está  como sempre esteve, com aquela carinha de santinho e moço bondoso. Mas na verdade é que ele destruiu meu coração.  Sim destruiu. Excluo aquela foto e junto com outras apago. Termino de comer e me levanto. Pego minhas pastas e papéis  importantes, e grito. __ Tô  indo. Beijo. -Digo batendo na porta do banheiro para Mel. __ Tchau. Boa sorte. -Me deseja. Saio de casa atrás de meu motorista. Quero um carro para mim. Ele já  me aguardava na porta do apartamento. __ Bom Dia senhora. – Sorrio __ Bom dia. -Digo entrando no banco de trás. Ele logo se prepara para poder dar partida. Escuto meu celular tocando e atendo __ Oi minha querida. – Uma voz que eu conheci muito bem me faz morder o lábio  __ Oi mãe. – Ahh não  de manhã  cedo não! __ Esta tudo bem?.- Pergunta. Minha mãe  sempre teve o modo de mostrar o que ela queria, e sabia exatamente o modo como se referia. Quando perguntava, se estava bem, ou me chamasse de querida, alguma coisa queria. __ Estou bem e você  mãe?.- ela bufa __ Rachel preciso de você.  – Sabia. Eu não  desconfiava disso, só  estava cansada, minha família  achava que sou obrigada a depositar todo meu salário em suas mãos.  Imagine quando ela descobrir que eu herdara uma fortuna exuberante? Eu simplesmente terei que aguantar suas meditações. __ Em que posso ser útil?. – Pergunto. __ Preciso que você  volte. – O que? Não. __ Sinto muito. – Ela bufa __ Rachel preciso que cuide de Charlotte. – Ela estava enlouquecendo isso é certo. __ Mãe.  – Suspiro.  __ Eu não  vou voltar. A mãe  dela que se vire. – E antes que eu pudesse dizer mais qualquer outra coisa ela desliga o telefone. Isso. Sempre era como ela queria, nunca minha opinião foi válida em nada. Minha família  nunca entrou nos eixos exatamente por isso. Adrian não  me ligou, talvez ele já desconfie que eu não  quero amarração. A entrada da empresa é bastante formal. Um toque de vida, com luxuosidade. __ Bom dia. – Eduardo me assusta chegando por trás  de mim. Está com um perfume muito bom. __ Bom dia. -Sorrio entrando no elevador. __ Qual meu papel hoje?.- Pergunto __ Hoje a noite terá  uma festa, na qual você  será anunciada como a presidenta. – Não  pode ser possível.  Não  mesmo  __ Não  queria ser anunciada.  -Ele arqueia uma sobrancelha. __ Mas deve. – Ele bate  o pé  ainda confiante. __ Ta bem. – Sorrio. __ Tem uma grande oferta para que você  possa fechar contrato. – Eu não  estava preparada. Não  mesmo! __ Não sei se consigo fechar contrato. – Ele gargalha. __ Eu estou aqui. -Sorrio. Sabia que ele estava ali, só  não  sabia se eu seria capaz de conseguir fechar um contrato.  __ É uma ótima  oportunidade. – ah imagino. Seguimos para minha sala, e lá  meu coração  parece palpitar. A cadeira de Othon estava lá, como ele havia deixado, como ele havia colocado dias atrás.  Intacta. __ O que acha de trocar algumas coisas?.- Iria mesmo. Não  por que a sala estava f**a, mas havia ele naquela sala, e eu não queria que ele estivesse tão  presente. Até  por que me dava uma vontade  imensa de chorar. Queria sim lembrar dele, mas coisas boas. __ Sim devo trocar. – Não  sento na cadeira da presidência.  Sento em um sofá mesmo. Ele parece entender e não  retruca.  __ Então  é sobre o que o contrato?.- pergunto cruzando as pernas. __ Não  é um contrato. É uma venda de 65% de uma empresa. – Pelo que posso ver, eu seria outra dona de uma empresa.  __ É uma empresa situada em Nova York, Interpreses Industres. – Meu sangue  gela. __ Foi fundada por Frederik Levinsk, que com o passar do tempo, foi obrigado a deixar tudo para seu neto, não  deixou  de ser dono, porém  passou a deixar tudo nas mãos  de seu neto, o qual se chama Dominic Levinsk. -Meu coração  acelera diante de toda essa revelação.  Não  é possível  que a empresa  onde trabalhei esteja a venda, na verdade eu estou  muito feliz. Não  sei por  que mais eu amaria ter Dominic nas minhas mãos.  Parece que tudo esta andando como eu queria. __ E por que esta a venda?.- Pergunto curiosa.  __ Pelo que pude perceber e conversar com Frederik, Dominic Levinsk deixou a empresa falir em quase o total. Diz-se que ele deixou grande parte doa empregados sem receber, e que vários  proletariados se demitiram. Então  decidiu colocar alguém  de alto confiança  para reergue-se novamente. – Era magnífico.  Saber que eu poderia ter Levinsk sobre meu comando seria perfeito. __ Mas Dominic Levinsk  sabe que está  sendo vendido?.- Pergunto. __ Sabe sim, autorizou. Ele só não  imagina  que seja para  uma mulher. – Uau. Que tudo! __ Então. – Antes que ele descubra sobre tudo, contei tudo para ele. Quem foi Dominic na minha vida, e que estou grávida dele. A cada coisa que falava, ele prestava atenção  e fazia algumas caras e bocas engraçadas.  Não quero ser uma pessoa vingativa, quero apenas provar para Dominic Levisnk que eu posso ser muito pior do que ele foi para mim. __ Mas isso não  pode ser julgado como vingança.  Estamos falando de milhões que serão  pagos. – Eu sorrio. Ele estava  me dizendo exatamente o que eu sabia.  Não quero vingança.  Nunca! Talvez eu tenho 65% da empresa Interpreses, Levinsk  seria um  sócio. Não  deixaria de ser dono, mas estaria de alguma forma interligado a mim. Ah sim! __ Então  você  pretende  deixar ele descobrir que você  é quem  comprou?.-Eduardo vai até  o bar e se serve de uma bebida da cor de âmbar.  Claro que não, Levisnk iria saber  que eu era a dona da empresa, apenas no momento certo.  . __ Não, ele vai ficar na dúvida.  – Suas sobrancelhas se arquearam. __ Como ele poderia ficar na dúvida, a senhora teria de toda forma ter que se apresentar.- Ele estava certo. Mas de início, poderia ficar  na dúvida. __ Terei quem irá  no meu lugar. – Ele olha para mim e faz uma careta engraçada. Gargalho, me levanto, ponho a mão sobre minha barriga e o encaro. __ O que acha?.- Pergunta tão  feliz quanto eu! __ Meu querido.- Coloco a mão  em seu ombro.  __ Vá a Nova York e planeje tudo com minha autorização. Compre a Intrpreses. – Eu estava radiante.  Ele concorda e antes que saia da sala vira e me fala sorrindo. __ Sinto que você vai pisar nele com isso. -  gargalho maléfica.  Eu não  poderia dizer o que faria, mas te garanto que não  é nada bom. __ Ah Eduardo, isso é apenas o início. – Ele  gargalha.  __ Apenas o início.  – Digo e me sento na cadeira da presidência.  Giro nela como uma criança, mas me diga  se não  é perfeito, ter agora Dominic  Levinsk pedindo autorização  para mim? Aprenda uma coisa : Você não precisa pisar, precisa encontrar estratégias para destruir. O ponto fraco de Dominic Levinsk está prestes a ser meu, sua empresa amada. E sabe o que eu quero? Ver a cara dele ao descobrir que eu sou a dona maior de sua empresa.  A mulher que ele pisou. Rodeio na cadeira e gargalho, alto, e muito.... muito feliz.
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