Arturo
Se frustração tem um nome com certeza é o meu, Arturo Garcia, 34 anos, sou prometido a Margarida Santiago a mais de vinte anos, nunca a vi, nem se quer uma foto, por muitos anos parece que o assunto foi esquecido, mas eu nunca esqueci, nunca me apaixonei, nem tive amantes, apenas transas casuais.
Muitas vezes fui cogitado como um dos melhores pretendentes da cidade, perdendo apenas para Hernandez e Andrés, mas eu nunca esqueci, eu já era noivo, após as descobertas com o meu pai, assim como exigência do chefe descobri o motivo desse contrato vantajoso, fui procurar o chefe e ele está fora, só espero que ele não dê um jeito de cancelar o acordo após descobrir a verdade, entrei no meu escritório mais que chateado, Emilio me olha divertido, como se a minha frustração e agonia fosse motivo para sua diversão.
- p***a! Vai procurar o que fazer cara, por que está aqui? _ digo louco para socá-lo
- Cara, você nos dias normais já é sombrio, agora você parece que quer matar um. _ diz ele divertido, ele, minhas irmãs e os meus pais são os únicos que não me temem como as outras pessoas ao meu redor.
- Fala logo o que você quer Emilio, não estou com paciência para aturar as suas gracinhas hoje. _ digo me sentando olhado os papeis sob minha mesa.
- A minha herança matrimonial está para chegar, não sei se separo algum hotel para ela e sua família ou se eles vão ficar lá em casa.
- Ah! Já tinha esquecido do seu casamento, você já falou com ela depois da sua ida a Los Angeles? _ perguntei tentando mudar o foco da minha mente, de nada vai adiantar o meu nervosismo.
- Nada... aquela baixinha gostosa não quer me dá assunto, nem sei como será esse casamento, cara, ela está furiosa com esse casamento. _diz Emilio contrariado.
- Infelizmente não posso te aconselhar, não tenho nenhuma experiencia com relacionamentos, nem sou casado, o que posso dizer é que espere ela se acalmar. _ digo querendo o melhor para meu irmão.
- Diana Ponte Real promete ser minha dor de cabeça constante, nunca vi uma mulher do cartel se comporta de tal forma, ela me desafiou cara, me disse que homem dela dança no ritmo que ela cantar e se eu não tivesse confortav3el com isso que cancelasse o casamento. _ diz chateado.
- Kkkk cara, já gosto da minha cunhada, se ela te colocar na linha já vai ser umas das melhores coisas que me aconteceu nos últimos anos.
- Vai rindo engraçadinho, irmão como eu não, sem mim a sua vida não teria diversão, só trabalho, confessa que sou o motivo dos seus risos.
- Você é motivo das minhas dores de cabeça, quando alguém chega Emílio ... a minha cabeça dói antes mesmo da pessoa terminar de falar, automaticamente tenho que pensar em soluções em que não resulte na sua morte ou na de alguém da nossa família.
- Cara, você está precisando urgentemente de uma mulher, na cama e na sua vida, só assim quem sabe você fica mais relaxado, quando eu tinha a Patrícia, minha vida era outra, que saudade daquela mulher. _ diz ele suspirando.
- Você só pode estar louco, eu não conheço a Diana, mas pela forma que agiu com você, com certeza ela vai matá-la a Patrícia, já lhe disse ela é uma interesseira, esse tipo de mulher nos traz muitos problemas. _ digo exasperado, meu irmão tem o dom de fazer bobagens e isso me deixa muito irritado.
- Eu sei cara, foi por isso que terminei com a Patricia, Diana é tipo daquelas porras louca que se duvidar é capaz de atirar no p*u, mas a Patricia tem um fogo que me deixava louco, a ruiva gosta de sexo e dinheiro, isso ela nunca escondeu, nunca fingiu isso para mim, o cartão que dei a ela sempre ela estourava. Rsrsrs.
- Vai rindo, olha Emilio, se estabeleça com a Diana e nã cause problemas para mim, você agora tem um território para tomar conta e um casamento para administrar então nada de besteiras, você não é mais um adolescente._ digo sério
- Para de drama irmão, sei bem o que fazer, esse território é pequeno e não vai me dar muito trabalho, o meu maior problema é essa mulher, ela ... não sei preciso decifrá-la.
- Muito bem se concentre nisso e me deixe em ... Alô. _ respondi, mas sou interrompido pelo toque do celular.
- Alô, o chefe que falar com você, te espera amanhã as dez horas, não se atrase. _ diz Pedro, o conselheiro do chefe na linha.
- Claro conselheiro estarei lá. _ respondi aliviado, a esperança ressurgindo novamente.
- Cara, parece que ganhou o Oscar, o que foi?
- Uma reunião com o chefe que estava esperando, já estava nervoso.
- Então teremos notícias da noiva fantasma?
- Não fale assim da minha noiva, seu i*****l, ela não está morta. _ digo irritado.
- Pelo tempo que vocês estão prometidos e nunca vimos nem se quer a sombra dela, todos achamos que ela já tinha partido dessa para uma melhor, aliás o apelido da minha é noiva herdada, nada mais justo da sua ser a noiva fantasma. _ diz dando de ombros.
- Não sei quando você vai crescer, cara, você pode apelidar a sua como quiser, mas a minha você vai ter todo o respeito que ela merece, não vou tolerar isso com o nome dela, Emílio. _ digo já alterado.
- Calma cara, nunca te vir agir assim, realmente esse assunto em tirado a sua paz, já disse e fiz coisas piores e nunca te vi gritar dessa forma.
- Com a minha mulher as coisas são diferentes Emílio, espero que entenda isso de uma vez, providencie o hotel para sua noiva e a limpeza de sua casa, no seu território para ela, vocês ficaram lá.
- Ah não Arturo, como vou ficar longe de vocês, da mamãe, sozinho com aquela mulher. _ diz quase chorando.
- Você já tem vinte e oito anos, vai se casar, está na hora de agir como homem de verdade e sair de baixo das nossas asas. _ digo me levantando e dando assunto por encerrado.