Em familia

1179 Words
Observo as nuvens num lindo céu azul e aos poucos a cidade se aproximando, a expectativa do novo arrepia o meu corpo, a antecipação do novo me apavora e, ao mesmo tempo, traz um sentimento novo que não sei decifrar, mas é algo bom, uma certeza brota na minha alma, não quero mais estar sozinha, preciso que realmente importo, preciso ser amada. As rodas do avião tocam o chão e o meu coração falta sair pela boca de tanto nervosismo. - Respire Margarida, estou com você. _ diz vovó segurando a minha mão. - Estou com medo. _ digo tentando me acalmar. - Não fique, você estar em casa agora e ninguém fará m*l a você. _ diz me passando confiança. - Espero que todos gostem de mim! _ digo sorrindo de ansiedade. - Vão gostar vai ver, tenho certeza de que vão gostar. _ diz ela sorrindo, descemos do avião, o vento soprou em meu rosto, suave e reconfortante. Seguimos para o carro que nos esperava, um homem n***o, tão alto quanto Hernandez nos espera junto ao carro, ele tem um olhar duro, uma cicatriz no rosto, mas não sinto medo, não sinto hostilidade nele. - Margarida, este é Pedro Morales, nosso irmão. _ diz Hernandez nos apresentando após ambos se cumprimentarem. - Olá! Sou Margarida, fico feliz em conhecê-lo. _ digo sorrindo animada. - Também estou feliz em te conhecer, vamos logo estão todos reunidos loucos para te conhecer. _ diz ele sério, mas sorrindo com os olhos, um homem grande como ele causaria medo, mas me passou tranquilidade e segurança. - Acho vou ter um ataque cardíaco rsrsrs. _ digo tentando conter a ansiedade, eles riem. A viagem até a fazenda é calma com Hernandez e Pedro conversando no banco da frente. - Acalme-se menina, você vai amar a crianças, estou morrendo de saudades daqueles pestinhas. _ diz vovó marta animada. - Meus filhos são uns anjos, vovó, não assuste a Margarida. - Nunca vi crianças tão espertas, se daqueles tamanhos conseguem deixar Cecilia louca, imagina só quando eles estiverem maiores. _ diz Pedro divertido. - Adoro crianças, no convento eu estava responsável por uma turma cheia delas que me deva muito trabalho, mas extremamente feliz. - Você terá muitos sobrinhos e em breve seus filhos, eu tenho um casal de gêmeos, Andrés uma menina, Pedro logo terá um menino, a casa vai ficar cheia. _ diz Hernandez num tom leve, sorrio em expectativa. - Essa família estar a cada dia maior, os meus meninos já são pais, Antony e Ana com a sua menininha, Marcelo, Paulina e Belinda estão com os seus primeiros gêmeos a caminho, só falta Esther e Pietro. _ diz vovó reflexiva. - Rsrsrs achava que Ester não iria demorara ter filhos, mas ela quer concluir os estudos e ainda tem a responsabilidade com a area que eles administram. _diz Pedro. - Ela colocou aquele projeto de mafioso na linha, achei que ele surtaria, mas tem mostrado um verdadeiro Santiago. - Um Santiago? Não é Esther sua irmã? _ perguntei confusa. - Os dois são, Esther é nossa irmã e Pietro é nosso primo, filho do nosso tio Maximus. - Meu filho, querida, ele se foi, um dia te conto o que aconteceu. _ diz ela cabisbaixa, não sei o motivo, mas sei que não é algo bom, então a abraço. - Bem-vinda a nossa casa, Margarida. _ diz Hernandez assim que o carro parou em frente a uma mansão numa fazenda, a varanda estar repleta de pessoas. - Obrigada. _ digo olhando para todos aqueles rostos. - Não se assuste irmã, vamos lá. _ diz Pedro antes de descer do carro, Hernandez abriu a porta do carro para mim e ele para vovó. - Nossa como ela é linda! Ela é muito mais bonita que você Leia, se fosse criada aqui, ela que seria eleita princesa. _ diz uma moça de cabelos castanhos, sorridente, nunca me achei bonita, elas devem estar exagerando. - Cala a boca Carmen, não ia ser não, Martin não iria deixar, assim como não deixou a Martina. _ responde a que presumo ser Léia. - Não fala assim com a minha mulher, sua loira estufada rsrs. _ diz um homem que resumo ser meu outro irmão. - Andrés, não fale assim da minha mulher, ela é a gravida mais linda do mundo. _ respondeu Pedro se aproximando da loira linda que se derrete em seus braços, ela estar com uma barriga enorme evidenciando sua gravidez. - Babão. _ diz Andrés bufando e rio. - Olha quem fala, de nós três você é o pior. _ diz Pedro dando de ombros. - Não me incluíam nessa conversa. _ diz Hernandez com os seus gêmeos no colo. - Já chega rapazes, margarida vai achar que há algum problema nessa família, me deixe ver essa belezura. _ diz uma senhora muito bonita se aproximando de mim e colocando ordem nesses três gigantes. - Ora mamãe, é bom que ela não ficar enganada, nada nessa família é normal. _ diz outra moça linda, de cabelos negros e olhos castanhos. - Oi, minha querida, sou Madalena, não se assuste com esses malucos, eles são uns amores, vamos entrar. _ diz ela me dando um abraço. - Sou Esther, não se preocupe vou te ensinar umas coisas para colocar esses tipos na palma da sua mão. _ diz ela sorrindo. - Diabinha, sua irmã é uma quase freira, não vai colocá-la no m*l caminho, oi sou Pietro. _ diz ele piscando para mim, essa família só tem gente bonita. - Obrigada por me receberem. _ digo assim que consigo, diante da animação deles. - Com certeza vou precisar de algumas dicas Esther, me sinto perdida diante de tudo isso. _ digo sem graça. - Não se preocupe, não estarei o tempo todo aqui, Cecilia e Carmem vão te auxiliar em tudo, mas antes de você se casar, eu, Paulina, Belinda e elas vamos te ensinar umas coisas para você dar uma sentada no Arturo que ele vai lamber o chão que você pisa. _ diz ela sussurrando para mim, enquanto os outros conversam. - Não entendi. _ digo confusa. - Ah esqueci que você estava num convento, não deve conhecer esses termos, depois te explico. _ diz rindo sem graça. - Esther o que você estar armando aí? _ diz Cecília com as minhas outras cunhadas se aproximando. - Já deve estar iniciando a freirinha. _ diz Léia com dificuldade sentando-se no sofá. - Ei não sou uma freira, nem noviça eu fui. _ digo fingindo idignação e todas riem. - Vá com calma Esther, ela acabou de chegar e precisa de tempo para se habituar. _ diz Carmem. - Tomara que você aprenda rápido, irmã, amei te chamar assim, nunca tive uma para fofocamos, só depois que os bonitões ali se casaram que ganhei essas duas pervertidas, não se engane com elas, são duas safadas. _ diz Esther me abraçando e me sinto tão querida. - Obrigada, sempre quis fazer parte de uma família. _ respondi emocionada e elas me abraçam sorrindo.
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