reunião

1011 Words
- Bom dia, chefe. _ eu e Emílio o saudamos, ele não responde, nem nos convida a sentar, Pedro se coloca em pé a sua direita. - Você não sabe esperar ser chamado Arturo? Todos os dias vem à minha porta como um cachorro em busca de um pedaço de carne. Está tão desesperado assim para se casar ou pôr a mão nesse dote hiper generoso que Martin possui nesse contrato? _ diz ele nervoso jogando em cima da mesa. - Chefe, na verdade, soube de alguns dos termos desse contrato a alguns minutos atrás e sim chefe, confesso que estou ansioso para me casar, há muito tempo já tinha lhe dito isso antes. _ digo sincero. - Gostei da sua sinceridade, muito bom saber que Wagner está recobrando os seus sentidos e começou a abrir o bico, mas como esse contrato estava aqui no cofre de Martín, creio que não saiba todos os termos, seu pai como advogado achou que estava fazendo um contrato muito vantajoso e não daria nada em troca, veremos se você aceitará. _ diz ele com tom de zombaria, indicando que eu pegue o contrato, o peguei um pouco trêmulo, verifiquei o que meu pai disse e realmente verdade, teremos os 80% de lucros, mas somente após cinco anos de casamento, durante esse período os lucros integrais serem deles, os nossos se após ela me conhecer decidir se casar comigo. - Mas como se ela decidir se casar, estamos prometidos há anos? Tenho sido motivos de falatórios por anos, ainda criança fui lhe prometido para agora ela poder me rejeitar como se eu fosse um nada? _Perguntei confuso. - Acredito que seu pai não contou essa parte não é mesmo? _ diz Hernandez cinicamente. - Eu não aceito isso, foram anos aguardando, temos um contrato de casamento com a sua família Hernandez e a não ser que tenha outra irmã na sua manga. Eu exijo que esse casamento aconteça. _ digo exasperado, não ligo com p***a dos outros termos inclusos nesse contrato, a minha família tem dinheiro até mais trinta gerações futuras. - Baixe o seu tom para falar comigo Arturo, não esqueça quem você é, nessa p***a, nunca disse que não haveria casamento, mas cabe a ela se gostará dessa cara de bosta que você tem. _ grita impondo a sua autoridade que claramente desafie. - p***a chefe, desculpe. - Nessa p***a quem manda sou eu, Arturo e se minha irmã decidir não se casar com você, assim será. _ diz voltando a se sentando num tom mais baixo. - Ela já sabe de tudo? Que a mãe dela era sua tia? Por isso ela não me recebeu ainda? _ perguntei preocupado pelo estado emocional dela. - Margarida passou anos trancafiada num convento, poucas vezes saiu com vovó Marta, não faz ideia de que fruto de um incesto, até agora ela pensa que a sua mãe era uma segunda esposa, ela tem aproveitado a vida em família, em companhia de todos nós. _ diz sério. - Acredito que por enquanto ela não precisa saber dessa história, ela é tão inocente. - diz Pedro e fico enfurecido por ele já ter conhecido a minha mulher. - Mas todo o cartel sabe que Martin não tem segunda esposa, as fofoqueiras dessa cidade logo dariam um jeito de desmentir isso. _ diz Emílio abrindo a boca pela primeira vez. - Sim, não seria bom para ela ficar conhecida como a bastarda de Martin. _ digo preocupado. - Como as pessoas não sabem de tudo que aconteceu com Iolanda Santiago, sugiro que digam a todos que Iolanda teve uma filha após o sequestro e morreu alguns anos depois deixando a criança aos cuidados das freiras que acolheram após o resgate, será o melhor para todos principalmente Margarida. _ diz Pedro atencioso demais para meu gosto. - Qual o seu interesse nisso, Pedro, não esqueça que a suas atenções devem ser para sua esposa gravida. _ digo enfurecido. - Estou fazendo o meu trabalho seu i****a, não seria nada bom para nosso cartel, nem para o seu casamento saberem que está com uma bastarda. _ diz ele num tom cortante e percebo que agi como um t**o. - Humhum! Conselheiro, acredito que tem uma falha, pelo que sei a tia do chefe, foi sequestrada ainda muito jovem e a idade de Margarida não vai bater. _ diz Emílio, creio que o único com a cabeça fria nesse momento. - Claro, podemos dizer que antes dela voltar para Felicidia, fugiu com um soldado que foi morto por Martin ao descobrir, deixando a menina com as freiras. _ diz ele reformulando a sua ideia. - Melhor um pai desconhecido do que ser conhecida como fruto do incesto do chefe. _ diz meu irmão concordando. - Então quando poderei conhecê-la. _ perguntei ansioso. - Logo, os convido para o café da manhã, onde estarão todas reunidas, mas antes, Emílio. _ diz Hernandez encerrando comigo e voltando-se para meu irmão, fico aliviado por essa espera não se prolongar. - Na nossa última reunião, foi avisado pela brevidade do seu casamento com os, Ponte Real. _ diz Pedro sério. - Claro chefe, mas tive alguns problemas com território deles que o traidor do irmão dela deixou, mas agora está tudo arranjado, logo ela chega com a sua família e prosseguimos com casamento. - diz Emílio quase tremendo. - Espero que isso aconteça nos próximos dez dias ou outro assume o seu lugar, os termos foram dados, se você não cumprir a culpa não será nossa. _ diz Hernandez taxativo. - O casamento acontecerá dentro do previsto, chefe, nem que a arraste até o altar. _ diz meu irmão decidido. - Veremos, não sou conhecido pela minha paciência e sim pelo uso das minhas facas. _ finaliza o chefe se levantando, deixando meu irmão paralisado com os olhos arregalados. - Cadê as suas piadas agora. _ diz Pedro debochando, após o chefe sair da sala. - Vamos lá cara, você tem tempo. _ digo ansioso para seguir os outros dois e encontrar com a minha noiva.
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