Serena Acordei mais cedo do que de costume naquela manhã, o coração acelerado e um friozinho bom no estômago. Hoje era o dia em que minha mãe viria conhecer o quartinho da bebê. Dona Irene — ou só “mãe” pra mim — era uma mulher de hábitos simples. Criou a mim e minha irmã sozinha, vendendo hambúrguer e café amargo atrás do balcão de uma lanchonete no centro da cidade. Nunca a vi usando maquiagem. Nunca pintou o cabelo. Nem perfume ela usava. Mas sua presença... Sempre foi marcante. Forte. Cheia de amor. ** Enquanto eu penteava os cabelos no espelho, ouvi risos vindos do quartinho da bebê. Hawk, Chains, Reaper e Ghost estavam todos lá dentro, montando o berço. O cheiro de madeira e suor de homens grandes misturava-se ao cheiro do amaciante das roupas de bebê já dobradas na cômo

