Moira As luzes da sede estavam baixas. O bar vazio, exceto por Hawk, Ghost, Chains, Doc e mais dois que eu ainda misturava os nomes. Aurora dormia no berço improvisado ao lado de Serena, e o som suave do rádio ajudava a disfarçar o pânico que crescia dentro de mim. Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, teria que contar. Não dava mais pra fingir que eu era só uma garota esquisita com cristais no bolso e cheiro de sálvia na blusa. Havia mais. Muito mais. E eles precisavam saber. — Eu… preciso contar uma coisa. Sobre mim. — falei, baixinho, de pé no centro do salão. Hawk estava no fundo, com os braços cruzados, me observando com aquele olhar dele que atravessa até armadura emocional. — Fala, fada — disse ele, quase com ironia, mas havia um traço de atenção real na voz. Respirei fundo

