Hawk Eu estava no meu canto, ainda bufando feito touro, tentando ignorar o cheiro de sálvia que parecia ter grudado até no couro do meu colete. A gaveta estava trancada. O papel com “guerreiro sagrado” lá dentro. Com sorte, aquilo queimaria no inferno junto com o bom senso daquela garota. E então… ela apareceu. — Hawk? Suspirei fundo, devagar. Respirei pelo nariz. Fechei os olhos. — Não, Moira. Agora não. Não é um bom momento. — Eu vim me desculpar — disse ela com aquele tom doce, que mais parecia a voz de um desenho animado que tomou chá de cogumelo. Virei devagar na cadeira e encarei. Ela estava ali com uma caneca fumegante nas mãos, o cabelo roxo preso num coque bagunçado, e uma expressão tão genuinamente arrependida que quase me deu pena. Quase. — Moira. Você entrou no meu

