Hawk O dia tinha começado bem. O bar estava limpo. O café forte. Os homens trabalhando como devia. A tempestade passou e não derrubou nada — só meu juízo com a tal Moira andando descalça pelos corredores do clube como se estivesse num spa esotérico. Eu até tinha conseguido me iludir que ela ficaria no quarto, em silêncio, lendo algum livro de autoconhecimento e não me dando motivos pra expulsá-la pela janela. Mas então… Entrei no meu escritório. E congelei. O cheiro me atingiu como um soco de almofada com essência de lavanda e alecrim. — Que merda é essa!? Dei dois passos pra dentro e olhei ao redor. Na minha mesa, quatro pedras brilhantes estavam dispostas em forma de triângulo. Uma azul, uma verde, uma roxa e uma branca. Do lado, um pedaço de papel reciclado, escrito com letra

