Serena A luz da manhã filtrava pelas frestas da janela, dourando tudo em tons suaves. Eu acordei devagar, o corpo preguiçoso, a mente ainda embaralhada pelo sono profundo. Aurora dormia tranquila no bercinho ao lado da cama, a respiração leve, quase imperceptível, o peitinho subindo e descendo num ritmo perfeito. Sorri, ainda meio zonza, e estiquei o braço para o lado vazio da cama. Foi aí que senti. ** O calor. O travesseiro ainda morno. O lençol amassado de um jeito que não era meu. O perfume leve no ar. Mas não era sabonete de bebê, nem meu hidratante. Era ele. Taylor. O cheiro dele estava ali. E meu corpo reconheceu isso antes que minha cabeça entendesse. O coração bateu forte. Muito forte. ** Me sentei na cama de súbito. Olhei em volta, esperando que ele estivesse

