Doc Susan. Sempre foi Susan. Desde antes de eu sequer entender o que era amor de verdade. Ela tinha só dezessete quando eu entrei pro clube como prospecto. Cabelo castanho preso em tranças, riso solto, olhar esperto e rebelde. Filha do presidente, mimada por todos, menos pelo pai. Ela cresceu cercada de homens duros, mas mesmo assim… a menina era puro coração. E eu? Eu era só um moleque tentando provar meu valor, engraxando motos, lavando sangue de jaqueta alheia e comendo merda no quartinho dos fundos. Mas mesmo assim… Mesmo assim, ela me viu. ** A primeira vez que me beijou foi atrás do bar da sede. Chovia. Ela estava furiosa com o pai, jogando pedras na parede como uma criança. — Você é doido de estar aqui fora — eu disse. Ela me olhou, com aquele sorrisinho de canto d

