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1435 Words
?Ellie: Abro meus olhos e bocejo. Olho pra baixo e vejo Jack dormir sereno, enquanto mama. Ele fica tão fofo assim, os estalinhos que solta quando suga com mais força. Acaricio seu couro cabeludo, amando a sensação de ter ele assim, bem grudado em mim. Com os pequenos movimentos, ele acaba abrindo os olhos, e me encara. O cenho franzido, um bico nos lábios, enquanto suga meu mamilo, uma carinha fofa, idêntica a de um bebê. Os olhos um pouco usados, o deixam ainda mais bonito quando acorda. —Bom dia meu amor.—Sussurro baixo, tirando alguns cabelos de sua testa. Em resposta, ele só resmunga, não desviando o olhar do meu. Ele continua com as leves secções. —Está bom, amor?—Balança a cabeça em sinal de positivo. —Eles estão maiores, pesados. Os sinto mais sensíveis. Você não acha. —Estão perfeitos.—A voz é abafada pela minha pele. —Vou ficar só mais um pouquinho aqui, depois preciso levantar. Para fazer nosso café da manhã.—Informo.—Estou com fome, você não? —Não.—Se n**a a me soltar.—Você aguenta mais um pouco. —Nada disso. Pode ir me soltando.—Uso toda a minha força para tirá-lo de cima de mim.—Jack! Eu estou com fome. Quer me ver definhando nessa cama? Ele resmunga algumas coisas que eu não consigo entender, e me solta. Me levanto, e vejo quando ele se vira para o outro lado, puxa o cobertor, e continua dormindo. Balanço a cabeça em negação, e vou até o banheiro. Me olhando no espelho, parece que eu não durmo a dias. Estou com uma aparência deplorável. Como Jack consegue dizer que eu sou linda? Eu pareço um panda. Com os dedos mesmo, penteio meus fios loiros, os amarrando com uma borrachinha. Pego a minha escola, e depois de adicionar o creme dental, começo com a escovação. Durante o processo, vou me avaliando no espelho. Ao terminar de escovar, me abaixo um pouco, para poder limpar a minha boca suja. Mas algo de diferente acontece comigo. Uma sensação estranha. Como se algo estivesse escorrendo. E ao olhar para a blusa dele que eu uso, vejo uma pequena mancha branca, feita recentemente e por um líquido. Franzo o cenho, e toco o lugar, levando ao nariz. Estranho o cheiro, pois não lembro de ter sentido antes. Mas p que poderia ser? Como uma bomba, algo se ascende na minha cabeça. Só pode ser isso! Leite. É leite materno. Tá saindo leite do meu seio. —Jack!—Grito o nome dele, alto do banheiro. Em segundos, ele aparece na porta do banheiro. Uma expressão alarmada no rosto, e noto uma arma em uma das suas mãos. —Pra que essa arma?—Arregalo os olhos vendo o objeto prateado e reluzente. —O que aconteceu?—Ele ignora a minha pergunta. —Jack, guarde essa arma.—Continuo estática olhando aquele objeto mortífero, que está me apavorando.—Não há nenhuma ameaça aqui. Eu estou ficando com medo disso. —Está travada.—Ele mostra pra mim e eu quase solto um grito de pavor.—Ela não vai atirar sozinha. E porque você gritou? Se não há nenhuma ameaça aqui? —Jack, olha isso aqui.—Aponto para a mancha.—Vem, olha. —O quê?—Se aproxima mais, colocando a arma presa atrás da cueca. Curvando um pouco o corpo, ele toca a mancha. E como se soubesse o que estava acontecendo, ele sorri. Um sorriso que quase rasga seu rosto em dois. Ele olha para mim novamente, e me pega no colo, me colocando sobre o grande mármore da pia. —Minha bonequinha. —Ele fala, ainda sorrindo. Ergue a blusa, a tirando do meu corpo. Fico com os s***s a mostra. A única peça que me cobre, é a calcinha.—Você não sabe como eu estou feliz. —Jack?—Traço o contorno dos seus olhos bonitos. Estão escuros e focados em mim.—Você entende que está saindo leite do meu seio? —Você está lactando.—Avisa, como se fosse uma coisa que acontecesse todos os dias, com todo mundo.—Criou leite. Pra mim. Este leite é só pra mim. —Agora que você vira um bebezão.—Comento rindo. Ele sorri também, mas logo ergue as duas mãos e começa a massagear meus s***s, que estão cheios, redondos e pesados. Os m*****s estão maiores e com uma tonalidade mais forte de rosa.—Mama, amor. —Você é minha.—Pega um dos m*****s com a boca. Da a primeira sugada e eu sinto o líquido sair de mim. Ele fecha os olhos, quando o leite enche sua boca. E murmurando, ele segura um seio e mama no outro. —Só sua meu amor.— Digo e beijo o alto da sua cabeça. ••• Jack voltou a dormir. Foi uma luta conseguir me soltar dos seus braços que teimavam em me manter na cama. Vesti uma roupa mais leve, mas não um vestido. Saio da casa, começando a andar pelo condomínio. Passo pelos homens que ficam fazendo a ronda constante. Eles não olham de jeito nenhum na minha direção. Parece que Jack falou algo sobre olhar ou falar comigo. Eu até falei algumas vezes, mas não obtive nenhuma resposta. Então deixei de tentar ser simpática. —Olha só, quem eu estou vendo aqui. Respiro fundo, me virando e vendo a figura de Mollie. Ainda usando as mesmas roupas que eu costumava vestir. Só que agora seus cabelos estão diferentes. Usa uma maquiagem um pouco marcante, e saltos altos. —Mollie.—Falo com desgosto. Depois de conversar um bom tempo com a minha mãe e com Giulia, estou concordando mesmo que eu deveria odiá-la. —Vejo que você está bem. —Ela cruza os braços. Me olhando de cima a baixo.—E mudou de visual também. —O que você quer? —Está mais ácida também. Deve ser a convivência com o Jack. Sempre adorei aquela jeito grosso dele. Na cama principalmente.—Morde o lábio e eu só sinto nojo.—Diga para ele, que estou morrendo de saudades das nossas aventuras. Essa casa já foi palco de muita coisa louca. Que você nunca entenderia. —Como você é suja, baixa.—Faço uma cara de nojo. —Sempre se humilhou por ele. Mas nunca foi correspondida, nem por um olhar. Jack despreza você Mollie. Deveria ter um pingo de amor próprio, se valorizar. Ele não a quer. Deixe de inventar essas histórias que só fazem sentindo na sua cabeça oca. —Não me quer? Você só pode estar brincando. Ele me deseja sua idiota.—Começa a subir o tom da voz.—Está com você só por pena. Sabe que você é uma perdida que não tem nem onde cair morta. É uma fracassada, igual ao seu pai. Quando ela fala sobre o meu pai, avanço nela, lhe acertando um forte tapa no rosto. —Não fala do meu pai , sua maldita.—Grito com raiva. Vejo com o rosto dela ficou vermelho com o meu tapa. —Não aceita ouvir a verdade?—Um sorriso psicopata começa a aparecer no rosto dela.—Sabe o que é verdade também? Você abre as pernas para o Jack, em troca de teto e comida. Você é uma prostituta barata, que paga a ele abrindo as pernas. Mas em breve, ele vai cansar de você, vai te chutar, com um nata. Você não é nada. Nada Ellie. Seu ratinho insignificante. Ele vai te pisar como uma barata nojenta. E você vai ficar sozinha aqui, sem ninguém. Coisas começam a passar pela minha mente. Momentos que passamos, e que agora parecem perturbadores. Como um zumbido, me lembro de uma coisa que Jackson já havia me dito: "poderá me pagar, abrindo as pernas todos os dias para mim." Este seria o pagamento? Minha mente ficou tão confusa agora. Ele disse que eu era importante, que não queria me perder. Isso seria uma mentira? Ele mentiu pra mim? Me iludiu e brincou com meu coração? Não pode ser. Ele pareceu tão sincero quando disse. —Viu só? Tudo que eu disse é a pura verdade. —Cala a sua maldita boca!—Grito raivosa. Não. É isso mesmo que ela quer. Me desestabilizar. Me deixar na dúvida. Mas eu não vou acreditar nessas merdas que ela me disse. Eu preciso confiar e conversar com ele. É isso. Somente ele poderá me responder agora, e tirar essas dúvidas que começaram a surgir.
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