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1404 Words
Ellie: Estou na sala, com um cobertor me aquecendo do frio repentino da noite. Liguei o aquecedor e fechei todas as entradas de ar, mas parece que o vento sempre acha um lugar para soprar dentro da casa. Estou esperando Jack chegar. As palavras de Mollie rondam a minha mente, e eu preciso falar com ele, ou vou acabar morrendo engasgada. Não me assusto, quando ouço o som do carro dele chegando. Alguns segundos depois, a porta principal é aberta e ouço os passos até o grande sofá de couro preto que estou deitada, toda encolhida, enquanto olho para o teto de vidro. —Oi bonequinha.—Ele para na minha frente, se abaixa e beija a minha testa. Acabo fechando os olhos com o carinho.—Comprei algumas coisas para você. Quer ver agora? —Eu posso ver depois. Estou morrendo de frio, e não quero sair debaixo do cobertor.—Olho para ele. O homem é lindo. Um espetáculo. E parece mais bonito a cada dia que passa. —Eu posso comer você debaixo dele, sem problemas.—Dá um sorriso, mostrando todos os dentes. Os caninos pontudos e os olhos puxados, dão a ele um charme ainda maior.—Será bom, e você não vai precisar sair debaixo do cobertor. Olha que maravilha. —Estou falando sério Jackson. —E eu estou brincando?—Coloca duas sacolas pretas no chão, e se deita por cima de mim, depositando uma parte do seu peso, quase que me esmagando. Com uma cara de bandido perigoso, ele leva uma das mãos ao meu pescoço. A aperta, e eu ofego em reposta.—Sou Jackson agora? —Você nunca deixou de ser.—Sorrio. —Petulante. —Passeia os olhos pelo meu rosto, antes de me beijar com vontade. O beijo é rápido e urgente. Ele tira o ar dos meus pulmões, me deixando ofegante e excitada.—Boquinha atrevida, que ainda insiste em falar comigo assim. —Seu nome é Jackson, ou estou me confundindo?—Em resposta, recebo um aperto forte no pescoço. —Fica tão linda assim. Vermelha e com minha mão de colar. —Ele morde o canto da boca, enquanto vai me sufocando e me deixando cada vez mais sem ar.—Ninfeta safada. Agora levanta, venha ver o que eu trouxe para você. Jack se levanta do sofá, ficando de pé mais uma vez. —O que é?—Pergunto, ainda toda enrolada. —Se levante e veja você mesma. —Grosso.—Faço uma careta e me sento, levando comigo o lençol. —E grande, e você adora.—Pisca safado. Cruza os braços e se senta na mesa de centro. Pode ter sido miragem ou não, mas eu vi a peça delicada balançar. Reviro os olhos e me estico para pegar as duas sacolas de uma vez. Faço tudo para não me desenrolar e morrer de frio. —Deixa de preguiça, depois eu esquento você.—Ele reclama e eu resmungo, aheiendo a sacola.—Resmungona como uma velha. —Fica quietinho meu amor. —Eu ainda sou um bandido perigoso, não se esqueça.—Seu olhar se torna sombrio por alguns instantes.—Vou fingir que não ouvi você me mandar calar a boca , por conta do "meu amor" no final. Ignoro tudo que ele fala, e continuo tentando ver o que ele comprou pra mim. Acho uma caixa preta no fundo da sacola feita do que parece ser papel. Abro a caixa, e quase fico cega. Os cristais reluzem, incomodando de imediato os meus olhos. Abismada, fico até com medo de tocar e danificar a peça exuberante que se exibi diante dos meus olhos. —Jack...—Fico olhando a tríade embasbacada. O colar, o par de brincos e o anel. Tudo em cristais. —Deixe-me colocar em você novamente.—Vem para perto de mim, pega a minha mão e coloca o anel, que cabe perfeitamente. Olho aquele pedaço de fortuna que eu volto a carregar na mão. —Linda. —Por que está me dando estas joias?—Abaixo a mão, engolindo em seco ao me lembrar de tudo que Mollie falou.—E que parecem ter sido bem caras. —Não posso presentear a minha mulher?—Indaga. —Você merece tudo isso e muito mais, minha gostosa. —É um pagamento? Uma bonificação? —Do que você está falando agora? Pagamento?—Franze a sobrancelha. —Eu sou como uma prostituta particular para você? Que você usa para sexo, presenteia e quando cansa de usar joga fora?—Pergunto, sentindo meu coração apertar dentro do peito. —De onde você tirou isso? Você acha que é uma prostituta pata mim?—Eleva o tom de voz. —Não precisa gritar. —Desculpe.—Ele pede e passa as mãos pelos cabelos.—Você acha mesmo, que se fosse uma p**a que me prestava serviços, eu te traria para morar debaixo do mesmo teto que eu? Se fosse uma prostituta constatada, não estaria mais viva, depois de me desafiar. Pensa que eu preciso pagar por sexo? —Você disse uma vez que eu poderia pagar abrindo as pernas para você.—Me recordo. —Sim, eu disse. Mas claro que você não precisava levar ao pé da letra o que eu falei. —Eu estava pensando Jack. Você faz muito por mim, sinto como se eu ganhasse estes presentes por sempre f********o com você, a quase todo momento que deseja. —Claro que eu vou fazer tudo que estiver ao meu alcance, para que você fique bem. Você é a minha mulher porra.—Eleva a voz de novo.—E eu pensei que gostasse quando faço sexo com você sempre que bate a vontade. —Eu gosto. —Tá com essa merda agora porquê? —Causa essa impressão. Eu não faço nada, só fico dentro dessa casa. —Quase sinto vontade de chorar.—Não me culpe por me sentir como uma prostituta. Sinto que só sirvo para isso. Que só para isso você me quer. —Escuta bem. Se eu quisesse só f***r você, já teria de colocado pra fora daqui, pois já consegui te f***r muito. Em todos os lugares possíveis, de todas as maneiras. Tire essa p***a da sua cabeça, e pare de acreditar em todas as merdas que sua prima fala.—Fico surpresa.—Você não percebe que é exatamente isso que ela quer? Quase você cai no jogo dela. —Eu só queria saber Jack.—Engulo com dificuldade. —Agora já sabe.—Ele se levanta, aparentemente irritado. —Não é minha p**a particular, pode ficar tranquila. —Jack... —Você não quer receber presentes aqui, eu já entendi. Mas saiba que continuará recebendo, você não manda no que eu devo ou não fazer. Trarei as joias mais belas para que você use, os vestidos de festas mais elegantes, você estará usando sempre. Terá sempre uma bela joia no corpo.—Se aproxima de mim como um lobo. —Aceitará tudo que eu tenho a te oferecer. Você trilhou um caminho sem volta. —O que isso significa? —Receberá tudo de mim.—Toca meus cabelos.—Nem a vagabundo da sua prima, nem ninguém, conseguirão afastar você de mim. Não irei permitir. Só por cima do meu cadáver. —Eu te amo. —Sei que me ama.—Toca meu queixo, erguendo bem o meu rosto.—Tire essas coisas da sua cabeça. Você é a minha mulher, minha princesa. Está acima de qualquer outra mulher. —Eu sei que você não deixará de me presentear. Mas eu quero começar a trabalhar Jack, conseguir meu próprio dinheiro.—Me levanto.—Não posso depender de você pra tudo. —Você tem um cartão sem limite, dinheiro na sua conta bancária, não há necessidade de trabalhar.—É a vez dele revirar os olhos.—Eu dou tudo que você precisar. —Tenho que pagar minha dívida com você. Dívida essa que aumenta a cada dia mais.—Suspiro.—Tenho que mandar dinheiro para os meus pais, ou os trazê-los para cá. —Eu cuidarei disso.—Antes que eu possa falar, ele me interrompe.—Agora vem aqui, vou aquecer a minha mulher do frio. Como uma boa obediente, me deito no colo dele. Esqueço de tudo que Mollie falou, esqueço de tudo. Só quero ele. Nós dois juntos.
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