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1659 Words
?Jack: —Se sente melhor?—Coloco a mão sobre a testa e pescoço da minha mulher, constatando que ela ainda se encontra quente. —Um pouco.—Se encolhe mais na cama. —Não mente pra mim. Estou vendo claramente que você não está melhor nem um pouco. —Perguntou pra quê?—Puxa o cobertor, deixando só a cabeça do lado de fora.—Aumenta o aquecedor pra mim, amor? —Já está no máximo bonequinha.—Me ajoelho na cama, olhando atentamente para ela.—Vem, eu vou te levar no banheiro, para que você consiga tomar um banho. A febre deve baixar, com a temperatura da água. —Não Jack, banho agora não.—Agarra o cobertor com força, como se fosse um escuto e eu fosse o bicho papão.—Depois. Por favor, me deixa ficar aqui agora. —Nada disso. Vamos Ellie, você não é mais criança. Claramente você não está bem. Não vou ficar de braços cruzados vendo você tremer e suar debaixo desse cobertor.—Digo sério. —Sua mãe ficaria uma fera se soubesse. —Ela não tem como saber, a não ser que você abra o bico.—Resmunga.—E eu não sou mais criança. Me deixa aqui. Você tinha coisas melhores para fazer, ao invés de ser minha babá. —Língua afiada.—Estreito meus olhos.—Tinha assuntos para resolver, mas nada é mais importante que a minha mulher. Vou parar de falar, e começar a agir. Sem dar muito tempo para ela reclamar ainda mais, puxo o cobertor, expondo o corpo magro que eu adoro passar as mãos e a boca. Toda encolhida, ela busca por calor. Ajoelhado sobre a cama, a pego no colo, ouvindo suas lamúrias. Ela implora para que eu a deixe sobre a cama, quietinha. Óbvio que eu não iria acatar. —Jack...—Tenta se soltar do meu aperto. Nunca que ela conseguiria. —Queita.—Mando, a olhando com uma expressão seríssima. —Bonitinho assim.—Diz olhando para o meu rosto, depois deitando a cabeça no meu peito e ficando quieta. Feita de fases. Adentro nosso banheiro, vendo as coisas que agora são familiares para mim. Antes eu tinha algumas roupas jogadas no cesto, produtos de barbear, tudo em cores opacas. Agora, há uma infinidade de produtos para cabelo. Descobri que é preciso ter muito cuidado com as madeixas loiras, para as deixar sempre brilhosas e iluminadas. Há toalhas novas e limpas todos os dias, algumas coisas em tons mais claros, plantinhas que enfeitam o mármore. Eu não gosto de nada disso, mas também não me oponho a mudanças que ela queira fazer. A colocando no chão com cudiado, começo a tirar suas roupas. Ela vai se arrepiando cada vez mais, quando a pele vai ficando exposta. É impossível olhar para ela assim, e não sentir t***o. Impossível. É a minha mulher, minha bonequinha, pelada na minha frente. Meu p*u tem vida própria. —Vou dar um banho em você.—Afago seus cabelos, que foram recém lavados. Ainda sinto o cheiro do shampoo de bubbaloo que ela começou a usar. A noite, eu durmo sentindo o cheiro dele. Tiro as minhas roupas, ficando só com uma cueca. Não posso dar tanta liberdade para o meu p*u, ou ele vai querer entrar num lugar quente e apertado. Ela não pode. Está doente. Terá um descanso. Segurando o corpo da minha bonequinha próximo do meu, a levo para debaixo da grande cascata fria do chuveiro. Ela treme e tenta sair de forma desesperada. —Não, frio.—Tenta dá o fora do banho.—Jack, não faz isso. —É para você ficar bem logo.—A prendo debaixo da água. Abraço seu corpo pequeno, passando meu calor para ela. Meu avô me ensinou, que a febre pode baixar com a água fria e que o corpo humano pode servir como uma forma de calor. Pode funcionar agora. Depois de alguns minutos, e de ter dado banho nela, a tiro de dentro do banheiro, a levando de volta para o quarto. A deixo na cama, vou até a minha parte no closet, voltando com uma calça minha e uma camisa que eu já não uso, assim como uma cueca nova. Visto tudo nela. Fica bem folgado, mas tudo bem. Se eu procurasse na parte dela, tenho certeza que bagunçaria tudo. —Se sente melhor?—Pergunto, quando ela se deita na cama e se enrola. —Sim.—A aparência já está até melhor. O banho serviu para algo. —Quer comer alguma coisa? Ou prefere tomar um remédio e ir dormir?—Toco sua bochecha rosinha. —Vou dormir. Não vou atrapalhar mais você.—Boceja. —Já disse que você não me atrapalha.—Reviro os olhos.—Vou te dá um remédio para dor, um analgésico. Depois você pode dormir o quanto quiser. Te acordarei depois para comer alguma coisa. Ela só confirma com a cabeça. Pego uma garrafinha de água do frigobar, um comprimido que eu tenho numa quase farmácia em casa, e levo até ela. Ellie toma rapidamente. —Dorme bem bonequinha.—Beijo sua testa e na sequência sua boca. —Obrigada amor.—Boceja e fecha os olhos.—Te amo. Caralho! Eu tenho a mesma reação toda vez que escuto ela dizer que me ama. Meu coração parace que dá uma esquentada dentro do peito, não sei, é algo surreal que eu nem consigo explicar. Sei que é bom. Quando percebo que ela já dormiu, e não me ouve mais, digo: —Sinto que também te amo.—Murmuro, como se fosse algo capaz de me matar no mesmo instante. Um segredo ultra-secreto. Checo se tudo está devidamente fechado, aquecedor ligado, cobertores e almofadas disponíveis. Minha mulher dorme confortável, sentindo os efeitos do remédio que acabou de tomar. Saio do quarto, fechando a porta e indo diretamente até o meu "covil" na casa. Um cômodo secreto, que quase ninguém tem conhecimento. Um galpão subterrâneo, onde somente pessoas da minha confiança têm acesso. É um lugar que serve para a minha segurança, e agora para a segurança da minha mulher. Numa das salas fechadas dele, fica uma boa parte da minha fortuna. Joias, dinheiro, metais preciosos e raros. A herança da minha família. Entro pelo elevador que fica numa parte escondida do meu escritório, abro o painel secundário com a minha digital, faço o reconhecimento facial e sinto a caixa de metal começar a se mover rapidamente. Para não deixar minha bonequinha sozinha lá encima, deixo seis seguranças encarregados da sua segurança, enquanto eu estiver fora. Pelo meu celular, a controlo de dentro do quarto, através de câmeras exclusivas e bem posicionadas. Nunca deixarei de algo de m*l venha a acontecer com ela. Seu pai tem a minha palavra de homem. A palavra de um O'Hara é mais valiosa que um pacto de sangue. Minha bonequinha não sabe ainda, mas já é minha responsabilidade. Tenho o consentimento do seu pai. —Chefe.—Onofre é o primeiro a me cumprimentar. —Atrasado como sempre.—Ronan começa.—Também, com uma mulher daquelas, super entendo. —Me sinto doente. Nem peguei a pistola para te assassinar agora.—Olho rapidamente para a tela do meu celular. Qualquer movimentação brusca, o sensor irá captar e eu vou saber.—Temos que ir ao que interessa. —Como está meu filho?—Meu pai, caminha na minha direção. Como nos velhos tempos, me dá um abraço apertado que dura alguns segundos. —Crescendo a cada dia.—Me dá dois leves tapinhas no rosto.—Meu orgulho. Vejo o brilho nos olhos do meu pai. Ele tem orgulho do que eu me tornei, de me ver seguindo seus passos, mantendo o legado da minha família. Minha meta sempre essa. E eu consegui esse mesmo olhar, quando tomei posse. —Precisa conhecer a mãe do meu herdeiro, pai. —Já está grávida?—Pergunta surpreso. —Não.—Dou um leve risada.—Ainda não. Mas estou me empenhando nisso. —Queria uma netinha. Apesar de um menino, ser a regra para a sucessão.—Coloca as duas mãos no bolso da calça.—Que seja antes de eu morrer. —Não irá demorar muito.—Garanto.—Em menos de um ano, quero estar com meu filho nos braços. O senhor irá conhecê-lo muito bem. —Tomara garoto.—Ele ainda me chama de garoto.—Formando a própria família. Meu pai não é o melhor dos homens, mas foi o pai que eu pude ter. Ele fez o que pôde na minha criação. E apesar das desavenças com a minha genitora , nunca se afastou, sempre esteve presente na minha vida. Não era de dá carinho ,foi o pai que eu merecia ter. Não tenho do que reclamar. —Saiu da lua de mel?—Ronan volta a falar, testando a minha paciência. —Ronan, menos meu filho.—O pai dele adverte. —Vamos ao que interessa. Minha mulher está sem a minha proteção lá encima.—Digo e me sento.—Passem os relatórios, pontos e estratégias. Iremos ter sangue de tubarões brancos nas mãos. O coro de risadas é alto. São nossos rivais a alguns anos. Se tornaram uma pedra no meu sapato. Nada que eu não pudesse resolver facilmente. Arrumaram briga com quem não podia. Não deixarei que cresçam mais, e busquem por mais aliados. —Meus homens já estão de olho chefe.—Onofre começa a falar.—Estamos com olhos e ouvidos por toda a parte. Alguns infiltrados que se venderam por alguns milhares de dólares, dentro do valor estipulado em uma das reuniões. —Esse cara vale cada centavo que você paga.—Ronan fala.—E como um bom estrategista, tenho tudo nesse computador. —Precismos de cautela, para que tudo saia perfeito.—Meu pai fala. —Não admito erros. Irei pescar alguns tubarões.
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