?Jack:
Quente ainda.
Provavelmente, ainda com febre.
—Vou te levar no hospital.—Aviso. Ela abre os olhos no mesmo instante, parecendo até assombrada.—O quê?
—Não preciso de hospital. Só estou resfriada.
—E?—Cruzo os braços.
—E eu posso me curar em casa sozinha, sem precisar de médico, injeção, hospital. —Passa as mãos nos cabelos bruscamente.—Não, não. Vou ficar aqui.
—Você está doente a três dias. Deixa de teimosia e vamos logo.—Insisto. Nesses três dias, tentei convencê-la a ir num hospital, ter uma conversa com um clínico. Mas quem disse que ela quer ir?—Bonequinha, não quero te ver mais doente.
—Jack, pelo amor de Deus. Eu só estou gripada. Não sinto mais febre.—Quase berra.—Eu sou a doente aqui, sei bem o que estou sentindo. Agora fecha essa cortina que eu quero dormir.
—Darei uma passada na farmácia, todo meu estoque acabou.—Aviso.—Terá seguranças aqui para cuidarem de você.
—Não vai.—Segura meu braço quando eu tento sair da cama.—Eu posso ir com você?
—Por que não quer ficar?—Estreito os olhos.—Aconteceu alguma coisa enquanto estive fora, outro dia?
—Não. Eu só não quero ficar aqui sozinha.—Ela se senta na cama, coçando os olhos de uma maneira fofa. Ela está linda. Ponta do nariz vermelha, assim como as bochechas, e mesmo que com algumas olheiras, continua linda. —Posso ir com você?
—Toma um banho frio, se arrume que eu levo você.
—Frio?—Faz bico.
—Sim.
—A não.—Se levanta , quase se arrastando.
Ela anda pelo quarto, bem lentamente, até o banheiro. Usa agora sua habitual calça longa, camisa de manga e meias. Algo bem sexy. É assim que ela se veste, pois se queixa muito do frio. Ela não fica feia na roupa, mas também não fica a mesma deusa que antes, quando vestia aquelas camisolas de renda que me deixavam louco. Mas continua sendo a minha mulher ali.
Olhando para ela, lembro do seu corpo nu, embaixo e sobre o meu, suado, ofegante. Peles coladas, calor humano.
A quatro dias que não transamos.
Confesso que sinto uma falta do c*****o, da nossa química na cama. Mas nem tudo é sexo, não é mesmo?
Estou numa abstinência...
Se ela me olhar por tempo demais, meu p*u começa a se mexer dentro da cueca. É incontrolável. Me contento com o leite morno que sai dos seus s***s, que me alimentam toda a noite. Durmo agarrado a eles.
Depois de uns trinta minutos, ela sai do banheiro com uma toalha ao redor do corpo. Os cabelos secos. Vai até o closet, se veste lá, e volta toda linda. Com um vestido amarelo e branco, os cabelos já penteados. Suspeito que há um pouco de maquiagem no seu rosto. Nos pés, uma sandália meio que transparente e branca.
—Linda como sempre.—Elogio, me levantando e indo até ela. Sempre que eu a elogio, ela tem que corar.—Ainda mais quando fica vermelha.
—Você tem esse poder.—Da uma risadinha.—Agora nós podemos ir.
—Claro.—Estendo minha mão para ela.
Saímos do quarto de mãos dadas, descemos os lances de escadas, e vamos até a frente da minha casa. Meu Tesla está estacionado lá fora.
—Está até quentinho aqui fora.—Minha bonequinha solta a minha mão, parando perto da calçada.—Uma pena que não estou tendo muita disposição para caminhar, nem fazer nada.
—Essa sua "doença" é temporária.
—Espero que seja.
Entro no carro, quando estou prestes a estacionar perto da minha mulher, vejo as figuras de Morgan, Mollie e Drake. A família feliz de comercial. Só faltando o banana do Martin, que sempre que podia, dava olhadas maliciosas na minha mulher. Ele deve agradecer por ter ficado com dois olhos.
—Ellie.—O tio acena sorrindo. As duas mulheres ao lado dele, não parecem estarem tão felizes assim.
—Tio.—Ela acena de volta, sorrindo. Desço do carro, deixando a porta aberta mesmo.
—Jackson.—Ele acena para mim.
—Drake.—Aceno de volta.
Não tenho nada contra ele.
Ele vem caminhando até onde estamos, sendo seguido pelas duas mulheres. Mollie não cansando de passar vergonha, pisca pra mim e sorri, passando a língua nos lábios. De uma forma nada discreta, deixo a mostra a coronha prata da minha pistola. Ela sorri ainda mais quando vê.
—Há alguns dias que não te vejo caminhar por aqui Ellie.—O tio observa.—Está tudo bem com você?
—Estou um pouco doente, só isso.—Ela diz.—Vou ficar boa em breve tio.
—Torço por isso. Tem falado com seu pai? Não estou conseguindo ter tanto contato como antes, ele não costuma me telefonar com tanta frequência.
—Telefonar para pedir favores, você quis dizer não é?—Morgan destila seu veneno, sorrindo de uma forma debochada para a minha mulher.—Ainda bem que não acontece mais. Ou ficaríamos pobres bem rápido.
—Verdade mamãe.—As duas agora dão risada. Estão tentando envergonhar minha bonequinha.— Era somente este o motivo das ligações.
—Meu pai tem trabalhado agora tio, mas sempre consegue um tempo para falar comigo.—Ignora a fala das duas. Deixaram Drake bem envergonhado.—E ele também já pagou tudo que devia ao senhor, a situação melhorou bastante. Agradecemos muito, mas não precisamos de favores mais. Meus pais não iam os deixar pobres.
—Desculpe-me por elas.—Drake pede.
—Não se preocupe tio.—Ellie sorri.—E em breve trarei meu pai e minha mãe para Oklahoma. Eles precisam mudar um pouco, sabe?
—Verdade?—Parece surpreso.
—Sim.
—Fico feliz em saber. Sempre disse para o meu irmão que Ottawa não era lugar para ela. Mas os custos aqui são bem altos.—Drake fala.—Terá de mudar até de profissão, se querer ficar aqui.
—Eu irei custear tudo. Eles não virão para se matar de trabalhar. Meus pais merecem um descanso. —Ela diz.
—Também, com a profissão que você tem.—Mollie alfineta.
—Sua inveja é gritante. Queria estar no meu lugar, e como não consegue, se afoga nesse recalque.—Acabo dando uma leve risada.—Sinto pena de você.
—Aprendendo a ser gente grande.—Continua.
—Não poderei te dar mais palco, tenho que ir agora, não é amor?—Segura minha mão novamente.—Até mais.
Acenando por uma última vez, entramos no carro. Como um cavalheiro que sou, abro a porta para que ela entre e se acomode.
—Seus pais estão vindo para cá?—Pergunto acelero para longe.
—Foi uma mentirinha em partes. Eu quero os dois aqui, perto de mim. Não necessariamente morar aqui, mas pelo menos passar uma temporada. —Encosta a cabeça no encosto.—O dinheiro que você depositou na minha conta, será mais que o suficiente para trazê -los. O que você acha?
—Tudo que você quiser.—Digo.—Será um prazer conhecer seu pai e sua mãe.
—Eles estão ansiosos para conhecer você também. Minha mãe então.
—Tenho que manter uma boa impressão, não é?
—Vão gostar de você.—Toca meus cabelos. Fazendo um cafuné com as unhas. Chaga relaxo. —Você me faz um bem danado, é o que importa.
Não sei qual será a reação dos meus sogros ao me ver. Óbvio que saberão o que eu sou. É só olhar para mim, profissão perigo.
O caminho até a farmácia foi rápido.
—Vai ir comigo lá dentro?—Desligo o carro.
—Sim.
Descemos.
Ela pega a cestinha, aproveitando para pegar chocolate e um monte de besteiras. Vou colocando os remédios que não precisão de prescrição médica, já que a minha princesa não quis ir no médico.
Se bem que eu poderia levá-la agora.
Não seria uma má ideia.
—Aproveitando...—Digo antes de pegar um monte de preservativos, e jogar na cesta. Quando digo um monte, não foram dez nem vinte.—Nunca se sabe.
—Jack.—Ela está uma gracinha agora. As bochechas vermelhas.
—Já estarei preparado quando voltarmos as atividades.—Beijo seu pescoço, quando passo para sua frente.—Seu remédio anticoncecional não servirá, tomando tantos analgésicos e anti-inflamatórios.
—É verdade.—Ela parece não ter se lembrado disso.
—Se bem que não seria nada m*l um filho nosso.—Sorrio.
Ela loiro, eu com o olho puxado.
Seria uma mistura interessante.
Talvez eu fure algumas das camisinhas.