?Ellie:
—Queria ter uma conversa com você querida.—Meu tio fala, sua expressão é bem séria.
—Sim tio, pode falar.—Digo e me ajeito na cama.
—Não sei se seus pais te falaram, mas você vai precisar passar mais tempo aqui que o necessário. Sei que nunca esteve tanto tempo longe dos seus pais, mas você precisa amadurecer, caminhar com as próprias pernas, enfrentar o mundo como uma adulta.—Ele fala e eu engulo em seco.—Me desculpe se estou sendo grosso com você, ou insensível. Mas eu não quero que essa guerra entre você e a Mollie continue. A cena de mais cedo não pode se repetir.
—Eu sei tio.—Abaixo a cabeça envergonhada.
—Sei que Mollie nunca foi receptiva com você, e entendo que você chegou ao seu limite, cansou de suportar tantas piadas que ela falou. É minha filha, mas não irei defendê-la quando estou vendo que está claramente errada.—É a vez dele suspirar e abaixar a cabeça por alguns segundos.—Eu quero que você compreenda que mesmo sendo uma pessoa um tanto desagradável quando quer, aqui é a casa dela.
Eu já sei onde essa história vai chegar.
Palavras bonitas, pra depois me expulsar daqui.
—Falei com o meu irmão, antes de você vim, que a receberia de braços abertos.
—Tio, não se preocupe. Eu sei o que vai dizer. E sinceramente, entendo que ela é sua filha e você deve priorizar sua família. Eu sou quase uma estranha.—Sorrio sem graça.—Tenho um dinheirinho, vou tentar um quartinho pra que eu possa ficar e vou procurar um emprego. Não quero causar brigas entre você e sua esposa.
—Ellie...
—Está tudo bem. Eu vou começar a caminhar com as minhas próprias pernas. Posso ficar em algum hotel baratinho, até conseguir me estabilizar aqui.—Sorrio pra ele.—Meu pai conversou comigo. E mesmo estendendo chateada por eles terem mentido pra mim, eu sei que no final só queriam que eu tivesse o melhor. E eu sou muita grata pelos dias que vocês me acolheram aqui. Muito obrigada mesmo.
—Eu não queria que fosse assim. Mas é difícil.
—Eu vou arrumar minhas coisas e depois vou sair daqui.
—O Martin pode te ajudar a achar um lugar.—Ele parece estar bem envergonhado em ter essa conversa comigo.—Eu vou te dá uma ajuda financeira também. Pode contar comigo pro que precisar.
—Obrigada tio.
O abraço, sendo retribuída. Nos afastamos e ele sorri pra mim. Tão parecido com meu pai.
—Quero que esse homem cuide bem de você.—Minhas bochechas ganham cor, ao lembrar de como o Jack sabe cuidar de mim direitinho.—Bom, eu já vou indo.
—Tudo bem tio.—Sorrio e vejo ele sair do quarto que estou prestes a desocupar.
Eu sabia que poderia dá nisso.
Mollie estava demorando pra me atacar novamente e me fazer sair do sério. Foi tão baixo tudo que ela fez. Me provocou, disse coisas absurdas, pra depois sair como vítima. Eu fui ofendida a tal ponto, que eu não aguentei. Nunca fui assim, Oklahoma mudou e está mudando a minha vida.
Entendo que a mãe sempre vai ficar do lado da filha. Eu tinha uma relação boa com a minha tia, mas parece que nem isso ela levou em conta antes de me dizer aquelas coisas absurdas. As duas estão me odiando agora, deixando meu pobre tio entre a cruz e a espada.
Meu tempo nessa casa acabou, vou ter que procurar um lugar pra morar, conseguir um emprego, ajudar meus pais a sair dessa crise que se encontram, e depois quem sabe não consigo os trazer pra Oklahoma.
—Ellie?—Ouço a voz do meu primo, enquanto arrumo minhas poucas roupas.—Sinto muito Ellie.
—Não precisa sentir. Eu entendo vocês.—Não me viro para olhá-lo.—Vou sair ainda hoje daqui.
—Meu pai falou comigo, pra te levar pra algum lugar onde possa ficar.—Ele adentra o quarto.
—Eu posso procurar sozinha.—Olho pra ele e sorrio. Jack não gosta nem um pouco dele.—Mas obrigada mesmo assim.
—Tem certeza?—Ele vem se aproximando. —Será um prazer te mostrar tudo por aqui. Não faça essa desfeita.
—Você precisa trabalhar, e eu não vou ficar mais atrapalhando. Já tenho alguém pra me mostrar.—Fecho a mala, depois de ter colocado tudo dentro da mala.—Não se preocupe.
—Quem? A sua amiga?—Cruza os braços.—Ou o homem que você está se relacionando?
—Creio que não seja problema seu, não?
—Está certa, não é da minha conta.—Ergue as mãos em rendição.—Vejo como Mollie alfineta você em relação a esse homem, que eu tenho quase certeza de ser o vizinho que mora aqui na frente. Já vi você abraçada com ele algumas vezes.
—Sua irmã é uma invejosa.—Digo e ele sorri.—Ela pensa que é melhor do que eu, que Jack merece estar com alguém como ela. Não aceita que ele gosta de mim, que quer ficar comigo.
—Ela sempre teve inveja de você.—Ele diz.—Por isso a implicância boba.
—Bom, agora eu preciso ir.—Tiro a mala de cima da cama.—Ficou algumas coisinhas aqui, mas eu volto pra pegar depois. Agora você poderia me deixar sozinha? Eu quero tomar um banho antes de ir.
—Claro, claro.—Sai do quarto rapidamente.
Pego meu celular e mando uma mensagem pro Jack, ele pode me ajudar.
"Jack, você está em casa? Eu preciso da sua ajuda."
Não demora muito e ele responde.
"Minha gostosa, estou em casa, louco pra te chupar inteira, me lambuzar inteiro e depois te comer de quatro, gostoso. Estou te esperando, já com meu p*u duro. "
Jack só pensa em sexo, e confesso que com ele eu também só penso. Pareço até uma ninfomaníaca. A todo momento eu quero t*****r com ele, só fico um pouco com vergonha de pedir.
"Estou indo."
Guardo meu celular e vou pro banheiro tomar um banho rápido . Depois do banho, pego a minha mala e começo a descer os lances de escada. Na sala, quatro pares de olhos me encaram, e eu não tenho coragem de olhar pra eles de volta. Puxando a mala, agora com mais facilidade, vou até a porta, a abrindo , pronta pra deixar a casa.
—Saiba que eu desculpo você Ellie.
—Não preciso que me desculpe, afinal, eu não fiz nada para tal coisa. Você me atacou sem motivo algum, nunca te fiz nada.—Olho pra ela com puro desprezo.
—Você se intrometeu no meio de uma relação.—A mãe dela vem em defesa da filha m*l caráter.—Não se sente m*l, em saber que o homem por quem sua prima está apaixonada, é o mesmo com quem você dorme?
—Minha consciência está limpíssima tia. Mollie não pensaria duas vezes em ficar com alguém só por saber que eu gostava da pessoa. E Jackson nunca teve nada com a sua filha, ele nunca nem quis a aproximação dela. Sua filha vivia assediando meu namorado, se jogando pra cima dele até mesmo quando eu estava presente.
—Isso é um absurdo.—Morgan fala, como se estivesse sido ofendida.—Eles iam ficar juntos, Mollie me confidenciou chorando que você começou a dá encima dele, não o contrário.
—Bom, não vou discutir com você tia. Obrigada por me acolherem aqui.—Sorrio na direção de Martin e do meu tio.—Eu já vou.
Não ouço mais ninguém falar nada.
Ir até a casa do meu namorado durou cerca de três minutos. A porta estava aberta, então eu já fui entrando na casa, sendo consumida pelo silêncio.
—Jack?—O chamo, ficando parada depois da porta alguns metros.—Jack?
—Chegou rápido bonequinha.—Observo ele descer as escadas, exibindo o abdômen sarado e tatuado. Ele é tão bonito. Os olhos um pouco puxados, os cabelos extremamente lisos e pretos.
—Eu estou meio sem ter pra onde ir.—Digo sem graça, dando um sorriso amarelo.—Mollie meio que fez com que eu fosse despejada. Ela armou o maior escândalo, disse até que eu fui a pivô da separação de vocês dois.
—Não fale o nome daquela p**a aqui.—Caminha até mim rapidamente. Quando já está bem próximo, puxa meu corpo, fazendo com que eu choque contra seu peito. Uma das mãos segura a minha nuca e a outra prontamente segura minha b***a com possessão.—Esqueça essa gente. E você sempre terá a mim, nunca diga que não tem pra onde ir.
—Mas é a verdade Jack.—Acaricio seu rosto com carinho. Eu sei que ele gosta quando eu faço isso. Os olhos brilhando diz isso.—Estou um pouco receosa em perguntar, mas será que eu poderia passar ao menos uma noite aqui? Até que eu encontre um novo lugar pra morar.
—Não bonequinha, você não vai passar a noite aqui.—Meus ombros caem e minha vergonha é tanta, que eu enfiaria minha cara num buraco agora.— Você vai morar comigo a partir de agora, você é minha mulher Ellie, acha mesmo que eu deixaria que você fosse embora? Dormirá comigo todos os dias, e acordará nos meus braços. Não era isso que você queria?
—Sim, mas...
—Sem mas. Está decidido.—Aperta minha bunda.—Cadê os vestidos? Está deixando de usá-los?
—Não. Eu sinto ódio em saber que as pessoas podem me confundir com Mollie. Estou evitando usar minhas antigas roupas, já que ela tem uma cópia da maioria delas.—Ofego ao sentir meu mamilo ser apertado por seus dedos.—Não gosta da minha roupa?
—Você fica gostosa com tudo. Mas os vestidos deixavam tudo mais fácil. Eu poderia só te colocar debruçada em algo, arrastar sua calcinha pro lado e poderia te f***r em qualquer lugar. Agora eu tenho que desabotoar esses botões.
—Eu posso usar uns pra você.—Murmuro manhosa, sentindo a tão familiar vontade de ser possuída por ele.—Você gosta quando eu uso aqueles conjuntos de lingerie?
—Prefiro suas calcinhas azuis, que te deixam com um ar inocente.—Cheira o meu cabelo.—Mas confesso que você com uma lingerie vermelha ou preta, aguça todos os meus sentidos primitivos. Sinto vontade de te f***r como um louco, de te rasgar no meio, sua gostosa.
Ofego, sentindo minha calcinha molhar.
—Sua p*****a safada, eu sei que você gosta quando eu sou bruto na cama.—Aperta meu pescoço. A sensação de estar quase sem ar, que ele me proporciona, me deixa ainda mais excitada.—Quer que eu te f**a aqui bonequinha? Quer pular no meu p*u, do jeito que você adora?
—Sim Jack, sim.—Falo quase fora de mim.—Eu quero.
—Vou cuidar de você, minha bonequinha. —Chupa meu lábio, o prendendo com os dentes.