No quarto, Amélie anda de um lado para o outro enquanto Nora abre o guarda-roupa com expressão decidida. — Se vai à feira, não pode ir como se fosse a um jantar formal — diz Nora, já separando peças. — Eu não me importo com o que vestir — responde Amélie, ainda sorrindo pela empolgação. — Mas eu me importo. Nora retira um vestido de tecido escuro azul profundo quase grafite simples no corte, mas elegante. O tecido é mais firme, adequado para caminhar entre ruas úmidas. — Esse. Amélie toca o tecido. — É… diferente. — Exatamente. Nora ajuda-a a vestir-se. Ajusta a cintura, prende os botões com habilidade rápida. Depois traz um casaco igualmente escuro, estruturado, que marca levemente os ombros e a protege do frio. — A cidade não é o jardim — comenta Nora. — Precisa estar preparada

