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1072 Words
Hoje é a reunião com o cara de são Paulo, o vulgo dele é Lord, estou com o coração na mão, a dias que evito o meu pai e suas ligações. Ele e a mamãe estão fora do Brasil, acho que por isso ele ainda não veio me dar uns esculacho pessoalmente. Depois do banho colei na tia Cida pra tomar meu café e ir pra boca. Estava quase acabando quando vi o tio Theo se aproximar, não deu tempo de eu sair. Theo: Oi Mah. Maysa: Oi tio. Theo: Teu pai mandou eu trocar um lero contigo. Maysa: Tio eu tô super ocupada, tenho que ir pra boca resolver umas pendência. - Levantei. Theo: Maysa teu pai já tá sabendo da chegada do Lord. Eu parei na mesma hora e fiquei sem reação. Theo: Era pra tu ter chegado em nós e mandado o papo, agora ele tá furioso. Maysa: Tio eu vou resolver isso, eu prometo. Theo: Baixinha escute um concelho de quem passou tantos anos no movimento, sempre vai ter alguém pra formar contra, tenha cuidado. Eu assenti com a cabeça e sai andando. Cheguei na boca e vi um cara alto de costas, umas tatuagens nos braços e pernas, moreno com o cabelinho na régua. Maysa: Quem é tu ? Ele virou e eu pude ver os seus olhos verdes se encontrarem com os meus. Tinha uma tatuagem de cruz do lado do olho esquerdo, uma boca carnuda. Um gato mesmo. Xxx: Satisfação princesa, Lord boladão. - Estendeu a mão e pegou a minha dando um beijo suave nela. Sai do meu encanto quando finalmente raciocinei que era ele o então cara de são Paulo. Maysa: Você não estaria aqui só a tarde ? Lord: Cheguei mais cedo. Maysa: Vamos para a minha sala então. Sentei e começamos a conversar. Lord: Eu fabrico minhas drogas, por isso são tão famosas, tenho soldados meus espalhados em várias favelas pelo Brasil. Maysa: Vou deixar bem claro que eu não tenho interesse nenhum nisso, mas a facção está me obrigando. Vou te passar a visão, tu fica no teu lugar e faz o teu, que eu vou fazer o mesmo. Lord: Olha princesa. - O interrompi. Maysa: Poder, me chamam assim. Lord: Baixa a guarda, seremos sócios. - Olhei de cara feia. - Então PODER, isso só vai dar certo se tivermos uma conexão e diálogo. Eu não posso simplesmente ficar no meu lugar e você no seu. Maysa: Esse morro é da minha família a décadas, você não vai se apropriar dele. Lord: Eu sou sua melhor esperança de manter ele em sua família. Pensei em como ele é petulante e abusado, ele continuou falando e eu escutei todas as suas ideias atenciosamente. Lord: Então eu já começo amanha a produção. Maysa: Que seja. - Dei de ombros. Lord: Você vai se acostumar comigo poder. - Piscou antes de virar e sair. P°rra eu odeio que ele seja pretensioso e legal ao mesmo tempo, fora que ele é gato e gostoso. - Não Maysa, você não pode pensar assim dele. - Falei pra mim mesma. Eu não tive escolha e o que está feito, está feito! Amanhã ele assume a boca dele e faz a distribuição das drogas, não tenho como mudar isso, só espero que seja por pouco tempo e eu consiga tirar logo ele do meu morro. Passei na ong na parte da tarde e conversei com alguns moradores. Minha cabeça estava doendo bastante e então decidi ir pra casa mais cedo. Talvez todo esse estresse, esteja mexendo com meus neurônios. Na subida pra casa, avistei Mabele e Madalena sentadas na praça. Elas estavam rindo e conversando. Apesar de eu nunca ter sido a melhor irmã do mundo pra elas, eu me preocupo com elas e sinto falta. Uma lágrima caiu do meu olho direito e eu logo limpei, engolindo o restante, chorar é para os fracos, eu não posso me dar o direito disso. Entrei em casa e fui pro banheiro, tomei uma ducha e coloquei meu roupão, deitei na minha cama e fui olhar meu i********:. Resolvi estalquear o Lord. Tinha várias fotos dele, muitas ostentando em bailes, muitas mulheres em volta dele. Eu tenho que parar de querer saber da vida pessoal dele, mas p*ta que pariu, aquela boca carnuda dele me faz ter mil e um pensamentos inapropriados. Desliguei o celular e acabei adormecendo. . . . Lord Narrando: Eu vou dar um rolê pela quebrada pra conhecer o local, já vim em bailes por aqui, mas só pra curtir um pouco, hoje quero ver como é a movimentação e ver umas cocotinhas, tô com um dia já sem tr&par, quase subindo pelas paredes. Aonde eu passava via meninas olhando pra mim, só ando trajado no ouro, as mercenárias ficam loucas. Mas comigo é coisa de uma só f*da, pra depois elas não gamar muito e encher minha cabeça. Tava passando por uma viela quando vi a Poder parada olhando duas garotas em uma praça, fiquei de longe a observando. Uma das garotas era tão parecida com ela que eu poderia jurar ser irmã gêmea. Vi quando ela baixou a cabeça e limpou seu olho, ela por algum motivo estava chorando. Não quis me meter, mas devo imaginar tudo que tá se passando com ela, a facção não brinca e por diversas vezes obriga a gente a fazer coisas que não queremos, já percebi que ela me odeia e não me quer aqui, não confia nem um pingo em mim e não primeira oportunidade me coloca pra voar. Mas por algum motivo, não sei qual, eu quero ajudar ela. Acho que por ela ser tão marrenta e não ter medo enfrentar o perigo, poucas vezes vi mulheres dentro da facção dando a cara pra bater como ela tá fazendo, isso me deixa intrigado. Sei um pouco sobre a história dela, e conheço a história de sua família, ela quer honrar o legado e tá falhando. Depois que ela caminhou vi entrando em um barraco. Voltei a prosseguir meu caminho, mas ainda pensando naquela marrenta. Ela é gostosa pá p*rra, o rosto angelical, cabelo preto até a b***a e o jeito de bandida que deixa qualquer cara louco, mas a mina não quer me ver nem pintado de ouro, vou ter que deixar essa fora da minha lista. Parei em um bar e pedi uma breja, beber um pouco pra relaxar a mente.
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