EPISODIO TRÊS

1039 Words
Alguém que ele teve para fod*er algumas vezes e é isso. Ele recebeu a p***a de uma herança de um milhão de dólares. Eu havia caído na armadilha e agora me arrependeria pelo resto da vida por ter confiado no homem errado. Sem mencionar que ele era dez anos mais velho que eu. Po*rra! Isso era mais do que suficiente para saber que ambos não queriam a mesma coisa da vida. Eu, recém-saída da universidade, com a busca pelo emprego dos meus sonhos pela frente, como eu pude pensar é que aquele homem dono de empresas em Nápoles, em uma das cidades mais ricas e famosas da Itália, que aquele homem sonhador e multimilionário, desejaria o mesmo que eu da vida. Eu sonhava com um lar. Com três filhos e uma casa longe do agito. Eu sonhava em ter uma vida modesta àquelas crianças e tomar um café preto com o meu marido na varanda de casa. Eu não queria mais. Eu era uma mulher caseira. Eu não era como a minha irmã e também nunca quis ser. Estava bem do jeito que estava. Eu era feliz como era. Pelo menos era o que eu pensava até conhecer Enzo e a minha forma de ver e desejar a vida mudou. Mas havia a diferença, com Scott eu não precisava me preocupar se ele estava mentindo para mim. Com ele, eu poderia ser eu mesma. Eu não precisava me comportar de maneira x para que a família de Scott gostasse de mim. Ele me queria, ponto final. Ele me amava do jeito que eu era. A tal ponto de estar disposto a se casar com ela. Com Scott, ela não precisava se preocupar, ela poderia ser apenas ela, ele não a corrigia em nada, ele não criticava suas ações, ele não dizia a ela que roupa era melhor vestir, ele estava sempre disposta a levá-la onde ela quisesse, não com a quantidade de luxos que Vicenzo poderia oferecer, mas ela nunca se interessou por dinheiro, muito menos se não fosse seu próprio dinheiro. É por isso que, com Scott, eu acreditava que poderia ser feliz. Eu não o amava. Isso estava claro. Mas sempre ouvi dizer que o respeito, a preocupação e a empatia vêm em primeiro lugar, e o amor cresceria ao longo dos anos. Eu aprendi a sobreviver depois da morte da mãe, com poucas coisas, não porque o meu pai não pudesse me proporcionar um futuro melhor, mas porque sempre fui muito independente, e acreditava que eu poderia seguir os meus valores e princípios fielmente, eu não precisava de nenhum homem para ser feliz, embora quando eu conheci Enzo, o meu mundo inteiro se agitou, as minhas pernas começaram a flutuar numa nuvem de amor e desejo, e ao descobrir a sua traição eu cai de cima da nuvem e atingi o chão. Ele não me amava e nunca a amou, era apenas um meio para um fim. É por isso que eu estava ansiosa para que ele assinasse o divórcio e eu pudesse ir embora e deixar Enzo no seu passado, de uma vez por todas. E assim continuar com a minha nova vida, com Scott como marido. Vicenzo Luigi Eu entrei no carro e me sentei ao lado da minha esposa. Ao lado de Nella. Ela poderia falar o que quisesse, gritar, pular chutar, mas no final de tudo, no papel, na frente da igreja e na frente da sua família, Nella ainda era a minha mulher. A mulher que me deixou, que me abandonou, fugiu de mim como se eu fosse o próprio di*abo, mas ela era a minha esposa mesmo assim. E por nada no mundo eu permitiria que ela ficasse livre. Ela não merecia. Ela não merecia o seu perdão, nem a sua consideração. Eu desabotoei o botão do paletó para ficar um pouco mais confortável. Ficar trancado num carro com Antonella depois de longos meses sem vê-la era simplesmente caótico. Eu sempre fui um homem calculista, quadrado como a minha irmã mais nova Giovanni costumava dizer. A minha mãe me criou bem. Isso me ensinou a ser um abutre nos negócios na vida. Não entendia como as pessoas podiam mudar de ideia da noite para o dia, como podiam dizer que gostavam de algo e no dia seguinte dizer que não acham mais atraente. Mudar de ideia não estava nos seus planos, uma vez que uma ideia foi criada e desenvolvida no meu cérebro e eu entendia que era a coisa certa, o que me convinha, nem com uma faca no coração conseguiriam tirar aquela ideia de mim. Nunca Eu não era mutável, eu não era variante. Se eu gostava de algo, eu pegava independentemente dos meios ou o que eu precisasse dizer. Se eu queria comprar um carro novo, eu comprava. Havia banalidades com as quais não perdia tempo, nem dinheiro. Mas assim que eu decidia uma coisa, eu ia em frente sem contemplações. Eu era simplesmente um jogador de tudo ou nada. Quando vi Antonella pela primeira vez, o meu coração me disse imediatamente que queria tê-la, mesmo que fosse por um tempo definido. Com o passar do tempo, ao conhecê-la, percebi imediatamente que ela era uma moça pacata da aldeia, que não tinha aquela malícia que caracterizava todas as mulheres com quem em envolvia, não tinha necessidade de ganhar dinheiro a todo custo. Nella não era assim, pelo menos não até descobrir a minha verdadeira personalidade e a minha verdadeira face. Ela não era manipulável, pelo menos foi o que eu pensei a princípio. E embora os meus planos não fossem cem por cento honestos, eu nunca menti sobre o que sentia por ela. Em vez disso, ela me enganou e mentiu. E o que mais o magoou é que a minha mãe, de todas as pessoas, foi quem me avisou. Precisamente ela, a mulher que nunca quis que eu me casasse com uma garota da aldeia. Inferno, a minha mãe a atacou por semanas depois que Nella me deixou. — Eu te disse, Enzo. Todos elas fazem o mesmo. O que diabos você estava pensando, garoto? Aguentei muito por semanas. A minha irmã mais nova e a minha mãe pareciam ter encarado o casamento fracassado como entretenimento.
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