CAPÍTULO 196 CAROL NARRANDO Quando desci, encontrei ele já de pé na sala, mexendo na corrente grossa no peito. A Glock tava na cintura como sempre, mas o jeito que ele me olhou fez o coração dar aquele aperto bom. — Bora, pequena? — ele perguntou, pegando o capacete que tava largado no sofá. — Bora. — respondi, tentando segurar o sorriso. Saímos juntos, e o vento da rua me bateu no rosto assim que abrimos o portão. A moto tava encostada na calçada, brilhando no sol da tarde. Ele subiu primeiro, ajeitou o capacete na cabeça e ligou o motor, que roncou alto, chamando atenção da molecada que jogava bola na esquina. — Vem. — disse, batendo de leve no banco atrás dele. Coloquei o capacete, subi na garupa e abracei firme a cintura dele. O cheiro dele misturado com o couro da jaqueta me fe

