CAPÍTULO 106 DANTE NARRANDO Acordei com a luz fraca do sol batendo pela fresta da cortina. Pisquei devagar, o corpo ainda pesado, mas o que me fez abrir um sorriso foi a cena do meu lado. A pequena. Carol tava enroscada em mim, o rosto encostado no meu peito, o cabelo espalhado todo bagunçado, a respiração calma. Parecia até uma criança dormindo depois de brincar o dia inteiro. Fiquei só olhando. Igual um i****a, confesso. Eu, que nunca deixei ninguém dormir grudado desse jeito, tava ali sorrindo que nem bobo por causa dela. Passei a mão devagar no cabelo dela, sentindo a maciez, e cada vez que ela suspirava baixinho, meu peito parecia aquecer mais. — Porrä, pequena… — murmurei sozinho, quase num riso abafado. — Olha o que tu tá fazendo comigo. Apertei de leve a cintura dela, trazen

