CAPÍTULO 193 DANTE NARRANDO Cheguei na frente da clínica e estacionei o carro bem na porta. O lugar era discreto, fachada limpa, vidro espelhado e a plaquinha dourada com o nome do doutor. Desliguei o motor e fiquei uns segundos olhando pra frente, respirando fundo. Olhei pro Daniel, que já mexia nas mãos, nervoso. — Vambora, filho. — falei firme, batendo de leve no ombro dele. Entramos juntos. O ar-condicionado bateu forte logo na entrada, aquele cheiro de hospital misturado com perfume caro. Fomos direto pra recepção, e a moça nos atendeu na hora, sorridente, como se já estivesse esperando. — Bom dia, senhor Dante. Bom dia, Daniel. — ela falou, puxando a ficha no computador. — O doutor pediu pra encaminhar vocês direto pra sala dele. Assenti e segui pelo corredor. O Daniel andava d

