CAPÍTULO 124 CAROL NARRANDO Eu fiquei ali, agarrada no peito dele, sentindo o coração do Dante bater forte, quase no mesmo ritmo do meu. As palavras que ele tinha acabado de soltar ainda ecoavam dentro de mim, como se fossem tatuagem que nunca mais ia sair. Sou apaixonado por tu… tu é minha mulher… Caralhø, parecia sonho. Mas ao mesmo tempo… doía. Doía saber que tinha outra história atravessando a nossa, que tinha um filho no meio, uma vida inteira que não era comigo. Eu tentei segurar, mas as lágrimas escorreram sozinhas. Ele passou a mão no meu cabelo, colando a boca na minha testa, e repetiu baixinho: — Não muda nada, pequena. Nada. Quis acreditar. Juro que quis. E talvez fosse verdade, porque no olhar dele não tinha dúvida, não tinha espaço pra mentira. Mas dentro de mim, o medo

