CAPÍTULO 98 CAROL NARRANDO Eu queria ter força pra sair correndo daquela cozinha, mas minhas pernas simplesmente não obedeciam. O Dante tava na minha frente, quente, firme, o olhar pesado cravado em mim… e eu já não sabia se lutava contra ou se me entregava de vez. Quando a boca dele encostou na minha, o mundo apagou. Eu devia ter empurrado, devia ter gritado, devia ter lembrado de tudo o que tornava aquilo errado. Mas não. Eu beijei de volta. E não foi um beijo tímido. Foi urgente, desesperado, como se eu tivesse guardado esse desejo há muito tempo. As mãos dele apertaram minha cintura e me colaram no balcão, tirando qualquer espaço entre nós. O corpo molhado dele queimava no meu, e eu gemi baixo sem conseguir controlar. Minhas mãos foram parar nos ombros dele, depois na nuca, puxando

