CAPÍTULO 145 CAROL NARRANDO Eu fiquei ali parada, ainda com a sensação do beijo dele queimando nos meus lábios e a pele toda arrepiada pelas palavras que ele sussurrou. Dante não era de falar muito, mas quando dizia alguma coisa, parecia lei. E ouvir ele falar que tudo meu era dele também… me deu um frio na barriga que misturava medo e um orgulho bobo. Enquanto o vapor corria pra buscar as coisas, eu voltei a andar pela sala, reparando em cada canto. Poeira acumulada, pilhas de papel sem ordem, até o vidro da janela tava embaçado. Só de pensar em colocar minhas mãos ali, organizar, limpar, deixar tudo direito, meu peito se enchia de uma sensação esquisita de pertencimento. Como se, de verdade, eu tivesse conquistando meu espaço no mundo dele. — Já tá imaginando as mudanças, né? — a voz

