Estamos indo para sua casa. Meus olhos estão na estrada, porém, não sei se estou absorvendo muito da paisagem escura, pois os flashes do que fizemos dançam em minha consciência — e é uma bela coreografia. Uma música baixa toca no rádio para tirar a tensão já inexistente no automóvel. Ah... Certo. Tenho tanta coisa para dizer ao Caleb. Claro que ele vai querer boas e belas explicações. Não sei qual foi o milagre ele não vir atrás de mim quando sai. Talvez por conhecer quem estava me arrastando. Ao chegarmos em sua residência, vi tudo escuro em minha casa. Ótimo, não preciso passar de fininho esperando não ser percebido. A não ser que meus pais tenham o sensor “Nick está na vizinhança”. Não venho até aqui desde o dia da minha formatura, quase esqueci como é o seu mapa. Quase. Acompanhei o

