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Me Vinguei do Meu Ex Ganhando na Loteria

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Luciana é uma jovem que teve que largar os estudos para se dedicar ao trabalho integral para cuidar de sua mãe que está doente. Ela trabalha como manicure em um salão de beleza de dia e a noite ela é garçonete em um bar. Ao ser humilhada pelo seu namorado André, ela descobre também que ele a trai com outras mulheres, Luciana decide aceitar o ponto final da relação. A cartada final ocorre quando ela aposta uma ficha com números na loteria e ganha cem milhões de reais. Do dia para a noite a sua vida muda, e agora rica e poderosa, ela decide se vingar da pessoa que mais a humilhou, o seu ex. Em uma dessas humilhações que ela submete André, ela conhece Heitor, um jovem e rico empresário que não fica com uma boa impressão inicial dela, pois pensa que ela é uma patricinha arrogante e mimada. Ambos se detestam e acreditam serem opostos, mas com o tempo percebem que são mais parecidos do que imaginavam. Será que eles se permitiram a engatarem em um romance mais sério? Será que o amor será suficiente para que ela esqueça essa história de vingança?

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CAPÍTULO 1 - Estou Rica
🚦Alerta de Gatilho🚦 Este livro contém temas sensíveis que podem ser perturbadores para alguns leitores. Elementos como violência, vingança, conflitos no relacionamento afetivo, aborto e traição são abordados. CAPÍTULO 1 Ponto de Vista da Luciana Quase tive um infarto quando conferi os números sorteados com o do meu cupom, naquela manhã de sábado. À medida que conferia os números eu olhava várias vezes para a minha ficha que estava entre os meus dedos. Eram os números 02, 15, 27, 19, 32 e 56. -Não é possível! Não pode ser! -balancei a minha cabeça totalmente incrédula. Voltei na página inicial do site e vi que só havia o código com apenas um cupom ganhador. Enquanto a ficha não caia. Relembrei um fato decisivo que me ocorreu na noite anterior. *flashback*~ Estava no meu horário de expediente no bistrô noturno ClubVilaBelga. Me aproximei ao encontro de André, o meu namorado que me aguardava no saguão de atendimento. -Demorei porque estava atendendo algumas mesas. - me justifiquei. -Olha aqui Luciana, vou ser breve pois não tenho tempo a perder. - André foi totalmente rude e grosseiro. Não me surpreendi pela sua rispidez. Ele já estava me tratando assim com uma certa frequência. Desde o dia em que peguei o celular dele escondido e li umas mensagens comprometedoras com outras mulheres. Naquele dia discutimos muito. E dali em diante ele ficou mais frio e distante, bem mais do que já estava. -André, estou no meu horário de serviço, aqui não é o melhor lugar e nem uma boa hora para conversar. -Sabe de uma coisa? Você é muito devagar Luciana, um homem como eu busco por uma mulher com mais disposição para crescer. Você apenas sobrevive nesses seus subempregos. -Mas é desses subempregos que eu tiro dinheiro para cuidar da minha mãe que está acamada, o que você quer que eu faça? Banco a casa sozinha e as despesas não são baratas. -Para com esse papo Luciana, há mais de três anos que você fica nessa conversa. Você acha que sendo uma simples manicure e uma servente de mesas você vai conseguir crescer na vida? A verdade é que você é uma acomodada, isso sim. Para você é suficiente ter essa vidinha de merda. -Mas por que está falando assim comigo? O que eu fiz? -Nada, você não fez nada, como sempre não fez nada. Sabe de uma coisa? Eu quero alguém para me ajudar a construir um patrimônio e não uma garota dependendo de mim. Sinto que você não é essa pessoa, você não está a minha altura Luciana. -Mas eu nunca dependi de você, ao contrário eu sempre te ajudei a propósito o carro que você anda eu ajudei a pagar algumas parcelas. Ele gargalhou compulsivamente. -Deixa de ser mesquinha, você também andava pra baixo e pra cima no meu carro, você usufruiu muito, e você pagou porque quis, eu não pedi. - deu de ombros. -Já entendi onde quer chegar! E quer saber de uma coisa? Foi até bom você tocar nesse assunto. - Eu sabia que ele veio com a intenção de terminar. Respirei fundo e uni forças de onde não tinha. -Eu também não estou satisfeita e nem feliz com essa situação, não estamos em perfeita sintonia, e já que vejo que você também pensa igual, então é melhor que terminemos aqui. Vá ser feliz com as suas vadias. Ele me lançou um sorriso cínico. -E você dê um jeito de sair desse comodismo, caso contrário vai amargar a vida toda na miséria, morando naquele muquifo. -Você me conheceu morando lá, por que se lamenta agora? - revidei. -Por que eu pensei que você seria mais dedicada e esforçada. Pensei que cresceria como eu. Olhe para mim, eu sou concursado, ganho bem, trabalho pouco. Tenho outros objetivos e você esta parada no tempo, entenda Luciana. -Vá embora! Sai daqui. - tentava a todo custo segurar a crescente onda de lágrimas que começava a inundar os meus olhos. -Um dia você vai concordar comigo e me dará razão. - ele foi se distanciando até sair do bar. Fui correndo para o vestuário e ao entrar, desabei. -Como pode ele ser tão c***l e ingrato, depois de todos esse anos juntos e depois de tudo o que eu fiz para ajudar ele? Meu Deus, por que? Por que esse covarde entrou no meu caminho. Desejaria mil vezes não o ter conhecido. Três anos da minha vida jogados no lixo. - quanto mais lembrava , mais chorava. Fiquei alguns minutos tentando me recompor. Saí da ala de sanitários e me aproximei da pia, olhando o espelho. -Eu nunca mais vou chorar por você, André Almeida. - afirmei para mim mesma encarando o meu reflexo. Lavei o meu rosto na pia e assim que me levantei, me deparei com Janete entrando no vestiário. -Luciana, onde você estava? O senhor Meireles me mandou vim, pois está te procurando igual um louco. - quando ela se aproximou mais perto, me reparou. - O que aconteceu? Você estava chorando? -Não... não é que eu tive um m*l estar, uma indisposição mas já está passando, está tudo bem. Eu já vou. -Você não acha melhor ir para casa já que você não se sente bem? -Não vejo necessidade, já está passando. - mudei de assunto. -Você disse que o senhor Meireles está me procurando? -Bem... Ah sim, ele quer saber onde você colocou as primeiras comandas. -Ah sim, estão aqui comigo. - tirei o bloco de cupons do bolso do meu avental. -Vamos lá entregar. Saímos e voltamos ao salão de mesas. Trabalhei aquele restante de noite e fui para casa. Quando cheguei a minha mãe já estava adormecida no velho sofá. Algumas vezes ela me esperava acordada, outras vezes ela dormia. Era assim. Cheguei no meu quarto e me sentei na cama retirando as coisas da minha bolsa, em especial um cupom de loteria amassado. Eu tinha feito uma "fézinha" na lotérica quando saí do salão. Peguei o cupom e deixei na minha mesinha de cabeceira ao lado do meu celular. Amanhã cedo eu confiro o resultado como sempre faço. De vez em quando eu jogava na lotérica. Uma vez ganhei vinte e cinco reais. Então uma vez ou outra eu tentava contar com a sorte. Quem sabe um dia viria um valor bem maior, que mudaria de vez a minha vida? Me levantei da cama, peguei a toalha e fui tomar um banho. *final do flashback.*~ -Como é a vida... ontem uma pobretona acomodada e amargada na miséria... e hoje.... rica. O choque foi maior quando olhei no site que o valor acumulado era de cerca de cem milhões de reais. -Nosso Deus!!! - Eu não consigui segurar a baba que caiu na tela do celular. Estou Rica!

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