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Tudo no seu tempo

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Blurb

Leva tempo para conhecer alguém, leva tempo pra amar ou deixar de amar. Tudo que precisamos é tempo e aí saberemos o que queremos da nossa vida.

Por um lado o tempo pode demorar e em alguns casos ele nos surpreende com a rapidez, já outros só de olhar amamos e mesmo quando não correspondido não é fácil abrir mão do que tanto ama.

Muitos vão julgar e outros só querem ver o circo pegar fogo mas, no fundo só saberemos se deixarmos o medo de lado e seguir o coração e ver aonde isso vai levar.

O amor de uns nasce do dia pra noite em algumas pessoas e outros com o tempo e só o tempo pode mostrar o que vem depois!

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Dor da perda - Safira
Meu corpo doía tanto que não sabia qual parte era a pior, não conseguia falar ou mover nem um dedo. Ouvi a ambulância ao longe, as pessoas ao meu redor se afastando e não demorou ao que me parece até que me vejo sendo colocada em uma maca na qual gemi de dor e por fim não aguentei mais e simplesmente apaguei. As vezes abria os olhos e me vi ainda na ambulância e depois passando por um corredor no qual me levaram até uma sala e mais uma vez a escuridão me toma. Ouvia vozes ao fundo e um bip que me deixava irritada, não conseguia abrir os olhos e nem indentificar quem falava ou o que conversavam. Só espero muito conseguir sobreviver ao acidente na qual eu mesmo me coloquei, mesmo não sendo intencional e sim por medo de voltar para aquela casa na qual era obrigada a fazer as vontades de quem tanto odeio. Por culpa minha que acabei confiando na pessoa errada e por isso estou aqui presa no meu próprio corpo, não conseguindo abrir os olhos e nem sei se vou conseguir sair viva dessa vez. Dormir e acordar sem abrir os olhos é tão r**m já que não sei quanto tempo estou aqui, as vozes que ouvia passou a ser cada vez mais escassas e por fim pararam e agora me sinto mais sozinha e abandonada. Acredito que ninguém mesmo sente a minha falta, pelo menos não sinto mais dor e as vezes tenho impressão que tem alguém do meu lado da cama mais séria impossível isso já que estou em um hospital. Queria entender o porque dos meus próprios pais não se importarem comigo, nem a minha melhor amiga estar aqui ao meu lado quando mais preciso de ajuda para voltar a conseguir abrir os olhos. Sinto algo molhado sendo passado em meu corpo cuidadosamente, cada parte do meu corpo e depois algo que me parece seco sendo passado, por fim algo toca em meu rosto como se fosse um carinho e novamente me entrego ao sono. Demorou muito mais finalmente consegui abrir os olhos e me vejo em um quarto enorme porém não é de um hospital, estou deitada em uma cama de casal e ligada a vários aparelhos, um tubo em minha boca que percebo ser uma sonda de alimentação, no meu nariz um que pelo jeito era para respirar. Levanto o braço para ver se não estou dormindo ou sonhando e não estou, fico ali esperando alguém aparecer e olho pela janela e vejo que está anoitecendo, me vejo entediada e retiro um fio de meu peito e na mesma hora a máquina só meu lado apita alto, não contente retiro a sonda de alimentação e o resto que me prende na cama e cada vez mais tudo apita. Escuto ao que parece pessoas correndo e não demora até que a porta é aberta bruscamente por duas pessoas que não conheço vestidos de branco. Minha garganta estava tão seca que até falar eu não conseguia porém eles me olhavam espantados e não entendi o porquê disso. Um era bem moreno e quase da minha altura, bem magro e a outra era uma mulher baixinha e gordinha, branca de cabelos grisalhos com óculos de grau bem grossos. Mulher _ não devia ter retirado os aparelhos - tenta colocar mais bato em sua mão recusando o seu toque - como ousa. Homem _ senhora Deva calma - fala com a mulher que agora sei o nome, ele olha pra mim - não vou te tocar mais pode responder as minhas perguntas? - afirmo com a cabeça concordando - sente alguma dor ? - aponto para garganta - certo, Deva pode buscar água por favor - ela sai - lembra o seu nome ? - afirmo - a senhora sofreu um grave acidente - afirmo antes dele terminar de falar - ótimo, consegue levantar a pernas - levanto com muita dificuldade - como ficou em coma por um tempo é normal ficar com dificuldade de se movimentar como antes mais com fisioterapia voltará ao normal tá bom ? - entra a mulher com uma garrafa de água na qual o homem abre e coloca um canudo e me entrega - beba devagar com calma, eu sou o Felipe, peço a sua permissão para fazer exames na senhora - afirmo e vejo ele abrir uma maleta e tirar de lá uma seringa e um tubo, estico o braço - como pode ver ela é nova e depois vou pedir para marcarem no hospital um horário para fazer outros exames como raio x, tomografia, para ter certeza que não ficou com sequelas - ele começou a tirar o sangue. Safira _ quanto tempo fiquei em coma ? - falo querendo saber Felipe _ três meses e meio. Safira _ porque não estou em um hospital ? Stefano _ saiam - tremi ao ouvir sua voz e eles saíram fechando a porta, me encolhi assim que se aproximou da cama - quantas vezes vai tentar fugir Safira ? - logo as minhas lágrimas começam a rolar de medo - sabe o que ganhou fugindo dessa vez - não respondo e ele segura o meu rosto fazendo nosso olhar se encontrar e vejo raiva, mágoa e algo que não sei dizer - você matou um bebê - me solta e vira, começo a chorar alto por ter feito isso com um ser inocente - CHORAR NÃO VAI TRAZER O NOSSO FILHO DE VOLTA - foi aí que toquei no meu ventre e lembrei que descobri antes do acidente que estava grávida, chorei ainda mais alto por ter feito o que fiz, ele vira pra mim mais não ouso olhar nos seus olhos - como pode ser tão c***l Safira ? sei que me odeia mais matar um bebê só porque nele corria o meu sangue dentro dele foi pior do que tudo que já fiz a minha vida inteira, posso não ser santo mas nunca fiz m*l a algo tão puro e inocente! Safira _ eu .. eu não .... Stefano _ a partir de hoje ficará presa dentro desse quarto e quando for preciso ir ao hospital refazer os exames irá com segurança - me obriga a olhar pra ele - não vai ficar impune o que fez com o meu filho ! Assim que terminou de falar saiu batendo a porta com força, foi naquele momento que desabei a chorar por ter matado o meu filho, eu queria tanto ter feito diferente, já amava tanto aquele pequeno em meu ventre. Passei horas chorando e por fim não tinha mais lágrimas para chorar. Milena a irmã de Stefano me ajudou a colocar uma roupa, o Felipe me colocou em uma cadeira de rodas e ninguém ousou abrir a boca pra mim, fui levada ao hospital no qual passei horas fazendo exames no qual todos deram normais, voltamos e logo me deixaram no quarto e já não tinha mais os equipamentos, Felipe me ajudou a deitar e saiu do quarto e não demorou a ouvir a porta sendo trancada. Virei prisioneira de Stefano, eu sou um monstro e pela primeira vez vou concordar com ele e aceitarei tudo de r**m que vier daqui pra frente.

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