Capítulo 4

2272 Words
Amber Lopez A manhã já começou com discussão de Elle com Anália. Para meu alívio, Demétrio não estava em casa, nem mesmo Liz e Beto. Preparei o café da manhã que permaneceu intacto, as duas tinham expressões frustradas. — Você é tão burra, Anália... Elle reina para dar na cara de Anália que tem sua maquiagem borrada pelas lágrimas. — Mamãe, ele ainda vai ficar aqui, tentarei novamente t*****r com ele. Para isso minha atenção ficou atenta, imaginei que eles tivessem passado a noite juntos, depois da cena na cozinha. Minhas costas reclamam quando me sento no sofá, pela noite não consegui sossegar, meu corpo estava inquieto. — Faz de novo um teste de gravidez — diz Elle, pela sua expressão tem algum plano em mente. — Porque, mamãe? — Só faça o que mando, sua burra! Quase rir da expressão de Anália, mas me contive se não sobraria para mim, estava bom demais ser invisível. Nem um pouco interessada em ouvir o plano de Elle, fui para fora, o dia estava com lindo sol. Fechei meus olhos apreciando a quentura dos raios solares, entretida, despertei quando ouvi o som do carro. Era Demétrio, Liz e Beto, antes que eles me vissem corri para dentro com a intenção de avisar a Elle para não ser ouvida. Mesmo minha consciência implicando sobre o quanto isso era errado, meu coração não queria perder esse lugar, fazia parte de uma fase feliz com meu pai. Recebo um "Cala boca" como resposta. Não tive escolha a não ser distrair Demétrio, sentir um frio na barriga ao ir de encontro com ele. — Bom dia, Sr Peterson! Demétrio em seu ar misterioso moveu seus lábios desenhando um pequeno sorriso, olhando-me. — Bom dia, Amber! O modo que ressoou meu nome pela sua boca, mexeu em minhas extremidades nervosas. Desloquei meus olhos dele, querendo acabar com o assombro que estava causando em meu corpo e mente. — Liz, Beto.. Sorri para eles que assistiam a nós dois, certamente perceberam o clima. — Vão procurar o que fazer! Demétrio estatuiu displicente, Beto não mascarou seu sorriso e olhou para Liz que se manteve neutra, seguidamente saíram, restando a mim e o homem de olhos escuros. — Já tomou café? — perguntei. — Sim, Amber. Mas estou disposto a tomar novamente se você me acompanhar. Alvitrou modesto, sorrir comprazer, atentando-me a sua fisionomia. — Então, Amber? — insistiu. Ao ouvir a voz de Elle, segui meus olhos até ela que vinha se aproximando em nossa direção. — Eu já tomei café também, melhor ficar para outro dia, Sr Peterson. Apologizei, presenciando sua expressão polida ficar agastada, defrontando-me com seus olhos escuros. — Você me fez ficar com apetite, exijo que me acompanhe. Requereu em tom de voz rouco que me assustou, quase me fazendo recuar. Não havia mais motivos para deter Demétrio, pelo jeito as duas haviam acabado de contar seus planos, devo dizer que Elle já o fez. — Demétrio — Elle disse, acabando com o clima condensado entre nós dois. — Sobre o que estavam conversando? Elle claramente não confiava em mim, temia que o peso na minha consciência me fizesse contar toda verdade. — Quero que ela me acompanhe no café da manhã. Declamou autoritário ainda com seus olhos fincados em mim. Elle sorriu sem humor encarando-me aborrecida. — Anália ainda não tomou café, ela pode lhe fazer companhia — propôs Elle. — Eu quero a Amber! — disse cioso. — Tenho coisas para fazer, Sr Peterson. Desonerei aparentando impacibilidade e descontentamento por seu tom supérfluo. Passei por ele quase encostando meu ombro em seu braço. ××× ××× Caminhei pela trilha conhecida por mim, a anos fazia esse caminho até o rio que existia aqui. Enquanto andava reclamava da ousadia de Demétrio por ter sido autoritário comigo, ontem a noite foi abusado o suficiente para levar uma bofetada. Entretanto, meu corpo desejou que Demétrio mostrasse o que era capaz. Sorte que minha consciência não me permitiu cometer tão grande erro, era mais forte que minha fraca carne a qual meu corpo é composto. Precisava nadar, aquecer minha cabeça com a água maravilhosa do rio, para assim quem sabe esquecer as vontades inapropriadas da minha carne por um homem que começara a revelar seu caráter. Despir-me, e logo me joguei na água fria, relaxando, ficando submersa apreciando as grandes árvores que cobriam parte do céu em minha visão. — Amber! Alguém me chamou, olhei ao redor sem ver quem estava aqui. De repente fui puxada para baixo, quase que de imediato por movimentar minhas pernas e acertei algo duro. — Ai, Amber! — a pessoa resmungou. — d***a, Fábio — queixei. Agitei a água jogando na cara dele, que havia feito graça. — Conseguir te assustar — comemorou. Fábio foi um grande amigo e também meu namorado, no tempo em que morei aqui. — E levou p*****a — digo irritada. — Não o vi quando cheguei aqui. — Mergulhei para que não me visse. Se aproxima de mim, mas faço sinal para que se mantenha longe. — Estou nua — digo. — Eu sei, Amber — diz, sorrindo s****o. Espreito os olhos sem sorrir para sua bonita face juvenil. — Estou brincando, Amber — diz ele. — Mas, não é como se nunca a tivesse visto nua. Reviro os olhos, sem conter o sorriso, balancei a cabeça, ele ficou satisfeito por conseguir. — Quando chegou? — perguntei para mudar o assunto. Logo após ir embora daqui, Fábio foi para a cidade fazer faculdade, dedicou-se à Engenharia Ambiental, por sua paixão desde criança pelo meio ambiente. — Ontem pela noite — diz. — Queria ter chegado a tempo para o enterro. — Não participei — digo cabisbaixa. Sentir os braços de Fábio tocar meu corpo, envolvendo-me em um abraço. Desconfortável pela aproximação por estar nua, não o abracei de volta. — Eu lamento, Amber — diz, apertando-me. Fábio também estava despido, senti levemente seu m****o encostar em minha coxa. — Obrigado, Fábio — digo afastando-o. — Você está nú, e eu também, essa não é uma apropriada combinação. Fábio gargalhou se afastando. — Como anos atrás, Amber — relembra. — Sinto falta desse tempo, você não? Terminamos por causa de Elle que não queria que sua filha caçula se envolvesse com um homem sem classe. Éramos jovens demais para lutar um pelo outro. — Sim, sinto falta — digo lembrando. — Principalmente pelo papai ainda estar vivo, não existia problemas que não fossem resolvidos imediatamente. — Sim,verdade — concordou. — A somente uma coisa a qual não resolvemos, Amber. Encarei ele, sabia ao que se referia, nos dois. Movi meus ombros sem ter nada a dizer, nadei para a beirada, Fábio veio atrás. Peguei minha roupa com pressa, para logo me vestir. Fábio já havia me visto nua, mas nunca fizemos nada, e fazia tempo que isso acontecia. — Não vai me responder? — perguntou, ficando à minha frente. Fábio era um homem completamente bonito, a paisagem dele molhado poderia ser admirada por mim. — Se vista, Fábio — digo envergonhada. — Pensei que assim seria mais fácil tê-la de volta, Amber. Sempre humorado, Fábio foi do outro lado e vestiu sua bermuda. — Não pensei sobre nós, Fábio — digo sincera, fitando-o. — Me faltou tempo, dediquei-me completamente a meu pai, depois que sair daqui, fui estudar, sofri por você, mas passou. Aconteceram tantos coisas. — O nosso combinado foi em vão? — Acho que sim, éramos dois adolescentes com os nervos à flor da pele. Fábio abaixou sua cabeça, fiquei em silêncio não era boa em me expressar em relação a isso. — Eu levei a sério o combinado — confessa, sem me encarar. — Não deixei de pensar em você, nunca. — Você sempre foi muito apaixonado — digo, para espantar a tensão. — Fábio, você está lindo, graças a Deus cresceu na vida, é motivo de orgulho. — Me esforcei muito para isso — sorriu. — Tem muitas mulheres para você, eu ainda estou presa a dor, minha vida não evoluiu muito. Rir da minha desgraça, em questão financeira. — Quero você, Amber — diz, puxando-me, segurando meu rosto. — Você é meu grande amor, a mulher que havia escolhido, desde adolescente. — Fábio — digo surpresa, não pensei que seu sentimento por mim ainda estava intacto. — Eu te amo — diz. Quieta diante de suas palavras, Fábio alcançou meus lábios com os dedos, contornando com desejo nos olhos. Afetada por sua atitude, coloquei minhas mãos em volta da sua face e o trouxe para mim, encostando nossos lábios, esperando sentir algo diferente, talvez um fogo consumidor tomar meu corpo e mente, como o toque de Demétrio fez comigo. — Isso quer dizer alguma coisa? — perguntou Fábio encostando sua testa na minha. Dei um passo para trás, sorri por dentro frustrada. — Fábio, eu não sei — digo incerta. — Agora você tem tempo para pensar sobre nós dois — diz esperançoso. — Não sou mais o mesmo, tenho dinheiro e posso ajudar no que for necessário. — Se o aceitasse não seria pelo dinheiro — digo desgostosa de suas palavras. — Eu sei, desculpa, Amber, não foi isso.. — Tudo bem, Fábio. Fingir um sorriso. — Preciso ir embora — digo. — Quero um beijo antes que vá — diz. Entortei a boca pensando, o beijo foi bom, somente não foi exatamente o que esperava. Fábio juntou as mãos implorando, olhando-me pidão. — Quem é você? Em frações de segundos meu coração disparou dentro do meu peito, vendo Demétrio parado a poucos metros de nós dois. Ele passou seus olhos pelo meu corpo, em seguida para Fábio, onde permaneceu expressando inclemência. — Sou o …. — Fábio, ele é o Fábio — digo, interrompendo. Demétrio se aproximou graciosamente com sua postura viril. Fábio se aproximou de mim, encarando-o com desgosto pela interrupção. — Venha comigo, Amber — ignorou Fábio. — Eu a levarei, senhor? Interviu Fábio, quis saber o nome dele. Demétrio não parecia disposto a trocar palavras com Fábio, ele observou a mão dele em meu ombro, encarou-me pravo. — Não é necessário, Fábio — digo, sem conseguir desviar meus olhos do Demétrio. De repente Demétrio me puxou para seu corpo, batendo de frente em seu peito. Não tinha estrutura para lidar com ele, percebera isso neste instante. Sem permitir que eu virasse para pelo menos dar "Tchau" para Fábio, Demétrio me fez andar reta. Sua mão segurou meu fino braço, seu toque assemelhavam a brasas em minha pele. — Como me encontrou? — perguntei. — Sou um excelente esquadrinhador. Permaneceu andando, sem me soltar. — Porque veio atrás de mim? — perguntei. — Porque sim, Amber — responde usual. — Tive vontade de ver você, e o que estava fazendo. Desconexa a sua resposta inusitada. — Queria me ver? — indaguei. — Ah — rosnou ele. — Você faz muitas perguntas, Amber. Vindicou irritado. — Você que veio atrás de mim, sem que eu quisesse, Sr Peterson, praticamente está me arrastando para casa. Atrapalhou uma coisa que …. As palavras sumiram da minha mente, Demétrio me empurrou quase me derrubando, mas segurou-me pela cintura. Inclinou sua cabeça para baixo ficando próximo ao meu rosto. — Que p***a atrapalhei, Amber? — perguntou enraivecido, meus olhos concentraram-se em seus lábios atraentes. — Se afaste por favor! — pedir,não conseguiria responder com ele tão perto. — Porque, Amber? — interpelou curioso. — Tem medo do que provoco em você? Abeirou meus lábios quase os encostando aos seus. — Você não provoca nada em mim, Sr! Furibundo Demétrio se atreveu a passear com suas mãos pelas minhas costas, usando a outra em minha barriga. Seu toque imperceptível, me fez arfar intuitiva a ele próprio. — Prove, Amber! — sussurrou, segurando minha nuca, encostando sua boca em minha bochecha. — Prove que não me deseja.. Minhas mãos opcionalmente agarraram a cintura dele, meus olhos fecharam, meu peito subia e descia pela respiração acelerada. Para dificultar mais, Demétrio desceu sua boca quente pelo meu pescoço, pelo frio que sentia a quentura da sua boca era mais que bem vinda para me aquecer. Quanto mais Demétrio se aprofundava, devorando minha pele, afagando forte meu cabelo. Um desejo absurdo crescia, concentrando-se entre minhas coxas, aos poucos começava a apertar meu corpo contra o seu, e só mergulhava mais em sua sedução. De repente minha mente sobressaltou, recobrando um fio de lucidez. — Não quero você, Sr Peterson! — digo atribulada, pensamentos igualmente a meu corpo agitados. — Você está com minha irmã. Demétrio me encarou indecifrável, não largou minha cintura, mas, manteve um espaço suficiente para eu respirar. — Não seja imatura, Amber — exprimiu enervado. — E o sr não seja canalha! — digo furiosa. — Eu sou o canalha, Amber? — demanda. — Sim, Sr Peterson! — digo, confrontando-o. — Você me pareceu muito satisfeita com minha canalhice! — recrimina-me. Empurro ele ainda mais enraivecida por sua tremenda safadeza em culpar-me. — Você agiu muito contra minha vontade. — Contra sua vontade, Amber?! — murmurou inacreditável. — Ainda não fiz nada, e você já está reclamando. Incompreensível a sua frase, que coincide futuramente o fazer. Não foco nisso. — Tenho namorado, Sr Peterson. Demétrio esboçou um sorriso sarcástico, chegou-me novamente para perto, olhou-me intimidador. — Fábio Gomez, é ele? — debochou sério. — Sim, ele mesmo, Sr Peterson! — digo. Ele inclinou sua cabeça para o lado, perdendo sua atenção para mim. — Tudo bem, Amber — diz resignado. — Se é assim que quer, farei do meu jeito. Andou seguindo o caminho, deixando meus pensamentos revoltosos igualmente a meu corpo desequilibrado.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD