Capitulo 6 Lorena

1007 Words

O sol de Porto n***o não passava de uma promessa anêmica e pálida naquela manhã, uma claridade covarde que parecia hesitar antes de tocar as chagas abertas daquela cidade cinzenta. Para mim, Lorena Vaz, a luz do dia não trazia esperança, apenas revelava a poeira de uma vida que eu estava prestes a varrer para o passado. O despertador nem teve a audácia de completar o primeiro ciclo do seu berro estridente; minha mão o silenciou com um golpe mecânico, quase letal. Eu já estava de pé, sentindo cada fibra do meu ser moída, como se meus ossos tivessem sido passados por um moinho de pedra durante as poucas horas de um sono sem repouso. A exaustão não era apenas física; era uma fadiga da alma, uma névoa pesada que se infiltrava na medula. Mas a dor era um detalhe insignificante diante da chama q

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD