DESEJADA PELO DONO DO MORRO, [03/06/2023 23:04]
Capítulo 35
Luana narrando
Meus pensamentos e minhas ações paralisa nesse exato momento ao ouvir o nome de Marcelo, nenhum outro homem me dava mais medo do que ele.
— Não entendi – eu respondo – quem é Marcelo? – eu me faço de desentendida e Preto me encara.
— Dono do morro da fé – ele fala – Raul quer arrumar uma guerra contra ele para tirar uma pessoa de lá que ele acha que pode está, essa pessoa por acaso é você?
— Só se ele tivesse me sequestrado – eu respondo tentando me manter a calma porque Preto me encara o tempo todo desconfiado – ele quer arrumar guerra com a pssoa errada, porque você está comigo.
— Eu não sei se é de você que ele está falando – Preto fala andando de um lado para outro.
— Esse Marcelo é poderoso? – eu pergunto e ele me encara
— É um filho da p**a que acha que é alguém – Preto fala
Ele anda de um lado para outro na boca pensativo e eu me mantenho em silêncio, porque ao ouvir o nome de Marcelo eu perdi totalmente a força de rebater qualquer coisa, até porque só em ouvir o nome dele eu me sentia enjoada e com vontade de vomitar, escutar o nome dele me fazia ter as piores sensações do mundo.
— Eu não quero te fazer m*l – ele fala – mas você é uma segurança que eu tenho.
— Segurança?
— A mesma segurança que você tem de sentir protegida comigo, eu tenho de que se Raul fizer algo contra mim, eu tenho as informações que você vai me dar contra ele, então Luana, eu espero que as informações seja boas e fortes, porque quando eu precisar, que seja ao meu favor.
— A gente tem um acordo – eu falo – eu dependo de você para ficar viva, você tem noção de que não é só Raul atrás de mim? As pessoas próxima do supervisor sabe que eu sumi, desapareci e que provavelmente eu o assassinei, muita gente me viu indo encontrar ele, então – eu respiro fundo – Raul me quer viva para me torturar os outros me querem morta e eu tenho amor a minha vida.
— Então, nosso acordo está mais firmado a partir de agora – ele fala
— E você vai entrar nessa de invadir o morro com ele? – eu pergunto
— Não sei se vale a pena – ele fala acendendo um baseado – estragar minhas energias com aquele filho da p**a.
— Porque chama ele assim?
— Porque sim – Preto responde – Marcelo não presta e merece a morte.
Eu o encaro e concordo com ele com a cabeça e ele se aproxima de mim.
— Porque a gente não aproveita que estamos sozinhos – eu me afasto
— Não estou me sentindo bem – eu falo e ele arqueia a sombrancelha – essa história toda me deixou m*l, com dor de cabeça. Eu vou opara sua casa.
— Ok – ele fala – eu tenho algumas coisas para resolver aqui.
Eu saio da boca antes mesmo de falar qualquer coisa, na verdade eu não conseguia, eu subo para casa de Preto e entro para dentro do quarto, eu me sento na cama e começo a chorar, só de ouvir o nome de Marcelo me fazia ter as piores lembranças do mundo, daqueles dois.
Flash black onn
— Você não tem seu pai para te proteger, não é mesmo? – Marcelo pergunta com um sorriso no rosto.
— Eu odeio você – eu falo nua e com dor em todo meu corpo e ele veste a roupa na minha frente – você sabe que esse morro não é seu – eu grito.
— Nem seu – ele fala – porque agora você é só mais uma v***a, que eu vou usar, abusar e jogar fora. Vou chamar meu pai para entrar, está esperando ansioso por você.
Flash black off
DESEJADA PELO DONO DO MORRO, [03/06/2023 23:19]
Capítulo 36
Luana narrando
Eu em sentia arrepiada toda vez que eu lembrava dde tudo que eu passei, mas era completamente difícil tirar isso da minha cabeça, eu tive que aprender a lutar pela minha vida dia após dia, Marcelo me machucava, ele me torturava da pior forma possível.
Flash black onn
— O que você fez com essa garota? – a voz de uma mulher distante soava em minha cabeça, eu não conseguia abrir os olhos, meu rosto todo doía e sentia gosto de sangue.
— Essa p**a me desafiou – Marcelo fala nervoso e conseguia reconhecer a sua voz.
— Você poderia ter matado ela – a mulher fala – deixa que eu cuido dela, sai daqui Marcelo, agora.
Eu tento abrir os meus olhos e a única coisa que vejo é a tatuagem de uma borboleta nas costas daquela mulher que estava de costa abaixada pegando algo e eu apago.
Flash black off
As lagrimas caia do meu olho sem parar, quando meu pai morreu, morreu junto dele toda a família que eu tinha, as pessoas que se importava comigo, quem me amava de verdade, eu simplesmente não tinha mais ninguém.
Eu abro a gaveta e pego o celular, ligando para Pedro, demora m pouco mas ele me atende.
— Oi – ele fala
— Você pode falar?
— Posso – ele fala
— Eu quero te ver – eu falo
— Você está chorando? – ela pergunta
— Pedro – eu respiro fundo e suspiro – você não consegue me tirar do Brasil?
— Com meu irmão vivo, é quase impossível – ele fala
— Eu quero te ver – eu falo nervosa deixando algumas lagrimas caírem sobre meu rosto.
— Porque você se meteu ai.
— Me ajuda – eu falo para ele.
— Eu vou tentar te ver – ele fala – eu te aviso, de alguma forma. Agora eu preciso desligar, estou esperando Raul.
— Ok.
Eu desligo o celular e limpo as minhas lagrimas que descia sem parar, eu me sentia cada vez mais solitária e em um beco totalmente sem saída, sem saber para onde correr ou para onde ir.
(...)
Era de noite quando Pedro entra no meu quarto e eu levo um susto.
— Lucia e minha mãe disseram que você está o dia todo aqui – ele fala
— Estou sem fome e com pouco de dor de cabeça.
— Não acha melhor ir ao médico?
— Não – eu respondo – estou bem, achei que estaria de ronda hoje.
— Estou – ele fala – só que eu vim te ver,eu não deveria ter levantado a voz para você – ele senta na cama do meu lado.
— Eu ainda não te entendo e nem sei se te conheço de verdade – eu falo
— Eu digo o mesmo de você – ele fala acariciando o meu rosto – você foge de qualquer sentimento ou demonstração maior de carinho. – eu o encaro – você aceita que eu te toque para t*****r, mas não aceita que eu demonstre mais do que isso.
— E você sente mais do que isso? – eu pergunto para ele – eu me sinto usada por todos os homens que eu já me envolvi.
— Por mim também?
— Por você também – eu respondo.
Escutamos um barulho de avião.
— Chegou – ele fala abrindo um sorriso
— É um avião?
— É – ele fala e eu estreito os olhos.
— É negócios seus e do Raul?
— É – ele fala
— Raul vem ao morro?
— Não – ele fala – não marcaria nada com Raul aqui. Eu preciso ir, eu te vejo pela manhã. Qualquer coisa manda me chamar.
Ele se aproxima de mim e me dar um beijo e eu correspondo o seu beijo, Preto beija a minha testa e saí. Era difícil saber se ele agia porque gostava de mim ou realmente apena squeria me usar, suas atitudes são suspeitas e me deixa cada vez mais sem reação ou sem saber o que pensar.