Quando a noite caiu e o silêncio do convento se instalou, Reina sentiu um frio na espinha. O quarto era simples, iluminado apenas pela luz tênue da lua que atravessava a janela pequena. As paredes de pedra refletiam a frieza do lugar, e ela percebeu que, apesar de todo o acolhimento das irmãs e da presença de Maria, estava sozinha. O medo do abandono, algo que ela carregava no fundo do peito, começou a invadir seus pensamentos. No silêncio profundo do convento, cada som parecia mais alto, mais próximo, e sua mente logo começou a imaginar cenários de perigo, pessoas a quem ela não poderia recorrer. Não conhecia ninguém ali; as irmãs, embora gentis, eram estranhas para ela. Tudo parecia incerto, e a ideia de ficar ali indefinidamente a deixava ainda mais ansiosa. Reina se sentou na cama, a

